O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
(Fernando Pessoa)
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
Agronegócio quer produzir e preservar, diz Francisco Turra
Da Redação
Segundo ex-ministro, Brasil dispõe de grande quantidade de terra a ser aproveitada para a agricultura, sem a necessidade de abrir áreas florestadas
A vocação do Brasil é a produção de alimentos e atualmente os setores do agronegócio estão organizados para produzir e preservar. A afirmação é do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra. O texto do novo Código Florestal é tema do debate que reuniu nesta quinta, dia 25, senadores e outros ex-ministros da Agricultura, como Alysson Paulinelli, Reinhold Stephanes e Andrade Vieira. A audiência se realiza sob a coordenação das comissões de Meio Ambiente (CMA), Agricultura (CRA) e Ciência e Tecnologia (CCT).
– O desejo do brasileiro é produzir e preservar – disse.
O ex-ministro afirmou que o Brasil dispõe de grande quantidade de terra a ser aproveitada para a agricultura, sem a necessidade de abrir áreas florestadas. Ressaltou ainda que organismos internacionais avaliam em 40% a demanda por alimentos no mundo, devendo o país atender a parte significativa dessa demanda.
O ex-ministro defendeu o projeto de reforma do Código, dizendo que o texto não prevê anistia a desmatadores e nem incentiva novos desmatamentos.
– O texto aprovado na Câmara foi cuidadosamente estudado, por isso recebeu votação da maioria absoluta.
O debate desta quinta dá prosseguimento a uma série de encontros que vêm sendo organizados desde o primeiro semestre com vistas a um texto que harmonize as demandas da produção rural e da proteção ao meio ambiente. Em maior ou menor grau, os senadores que vêm se pronunciando sobre o assunto mencionaram a necessidade de alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
Segundo ex-ministro, Brasil dispõe de grande quantidade de terra a ser aproveitada para a agricultura, sem a necessidade de abrir áreas florestadas
A vocação do Brasil é a produção de alimentos e atualmente os setores do agronegócio estão organizados para produzir e preservar. A afirmação é do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra. O texto do novo Código Florestal é tema do debate que reuniu nesta quinta, dia 25, senadores e outros ex-ministros da Agricultura, como Alysson Paulinelli, Reinhold Stephanes e Andrade Vieira. A audiência se realiza sob a coordenação das comissões de Meio Ambiente (CMA), Agricultura (CRA) e Ciência e Tecnologia (CCT).
– O desejo do brasileiro é produzir e preservar – disse.
O ex-ministro afirmou que o Brasil dispõe de grande quantidade de terra a ser aproveitada para a agricultura, sem a necessidade de abrir áreas florestadas. Ressaltou ainda que organismos internacionais avaliam em 40% a demanda por alimentos no mundo, devendo o país atender a parte significativa dessa demanda.
O ex-ministro defendeu o projeto de reforma do Código, dizendo que o texto não prevê anistia a desmatadores e nem incentiva novos desmatamentos.
– O texto aprovado na Câmara foi cuidadosamente estudado, por isso recebeu votação da maioria absoluta.
O debate desta quinta dá prosseguimento a uma série de encontros que vêm sendo organizados desde o primeiro semestre com vistas a um texto que harmonize as demandas da produção rural e da proteção ao meio ambiente. Em maior ou menor grau, os senadores que vêm se pronunciando sobre o assunto mencionaram a necessidade de alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
SORRINDO PARA A VIDA - PARASHÁ REÊ 5771 (26 de agosto de 2011)
"Shlomo Klein (nome fictício) trabalhava em um enorme frigorífico na Noruega. No final do dia ele entrou em um dos congeladores para fazer uma inspeção de rotina. A porta do congelador escorregou, desprendeu-se da trava de segurança e fechou, deixando Shlomo trancado. Ele tentou bater na porta e gritar, mas sem sucesso. A maioria dos trabalhadores já tinha ido para casa e o som era abafado pelo grosso revestimento do congelador.
Shlomo ficou ali trancado durante cinco horas intermináveis. O frio começou a ficar insuportável, seu corpo tremia e ele se aproximava de um estado de hipotermia. A morte era apenas uma questão de tempo e ele já não tinha mais esperanças de ser salvo. De repente, a porta do congelador se abriu. O porteiro colocou a cabeça para dentro, procurando algo. Ao ver Shlomo quase congelado, veio rapidamente em seu socorro e conseguiu salvar sua vida.
A história ficou famosa e o porteiro tornou-se um herói. Foi até mesmo convidado para dar uma entrevista na televisão. Ao ser questionado por que pensou em abrir a porta do congelador, já que não fazia parte de sua rotina de trabalho, ele explicou:
- Eu trabalho nesta empresa há 35 anos. Centenas de trabalhadores entram e saem desta fábrica todos os dias. Porém, este judeu é o único que diz "Bom Dia" para mim quando chega de manhã e "Boa noite" no final do dia, quando ele sai. Todos os outros trabalhadores tratam-me como se eu fosse invisível.
Hoje - continuou o porteiro - ele disse "Bom dia" quando chegou, mas eu não escutei nenhum "Boa noite". Por que isso me chamou a atenção? Pois eu espero seu "Bom dia" e seu "Boa noite" todos os dias. Portanto eu tinha certeza que não havia escutado seu "Boa noite" naquele dia. Como todas as luzes estavam apagadas e não havia mais ninguém na fábrica, imaginei que algo ruim pudesse ter acontecido. Então eu o procurei por toda a fábrica e o encontrei, a tempo de salvá-lo, dentro do congelador" (História Real)
Pode parecer algo simples, mas há pessoas que esperam o dia inteiro apenas para escutar um "Bom dia" e um "Boa noite". E elas podem estar bem perto de você.
********************************************
A Parashá desta semana, Reê, trata, entre outros assuntos, de um tema central no judaísmo: a Tzedaká (caridade). E assim está escrito: "Abra sua mão para ele (um homem pobre), você deve emprestar o que ele necessita, qualquer coisa que falte para ele... Você deve certamente doar para ele, e você não deve se sentir mal em seu coração quando doar para ele, pois como recompensa disso D'us te abençoará em todos os seus atos e todos os seus empreendimentos" (Devarim 15:8,10). Mas destes versículos ficam algumas perguntas. O que nos ensina a linguagem "Abra sua mão"? Por que a Torá não diz simplesmente "Doe"? E além disso, por que a Torá se importa como nosso sentimento no momento de doar algo, ressaltando que não devemos nos sentir mal? O que importa não é apenas doar ao pobre o que ele necessita?
O Gaon Mi Vilna, baseado em ensinamentos do Talmud (Baba Batra 9b), nos diz algo impressionante sobre a Mitzvá de Tzedaká. Uma pessoa que dá uma pequena quantia de dinheiro para um pobre recebe 6 Brachót (Bençãos), enquanto alguém que conversa de maneira amigável enquanto dá a mesma quantia recebe outras 11 Brachót adicionais. Mas o que isto quer dizer? Certamente é um comportamento desejável e bonito ser amigável com um pobre, mas por que isto merece quase o dobro de Brachót do que dar ao pobre o dinheiro que ele desesperadamente necessita?
A mesma dificuldade encontramos em outro ensinamento dos nossos sábios. Em "Avót de Rabbi Natan" está escrito: "Se uma pessoa dá para seu amigo todos os presentes do mundo, mas o faz com uma cara mal-humorada, é considerado como se não tivesse dado nada. Mas aquele que cumprimenta seu companheiro com um rosto amigável, mesmo que ele não tenha dado nenhum presente, é considerado como se tivesse dado todos os presentes do mundo". Como entender estes ensinamentos?
Quando a Torá diz "abra sua mão", além do entendimento mais simples, que nos ensina a doar sem mesquinharia, quantas vezes for necessário, há um lindo ensinamento oculto nestas palavras. Quando olhamos nossa mão fechada, nossos dedos parecem ser todos iguais. Porém, quando abrimos nossa mão, vemos que os dedos são bem diferentes, alguns maiores, outros menores. Isto nos ensina que, quando vamos doar algo para alguém necessitado, não podemos doar algo "padrão", precisamos entender as necessidades específicas de cada pessoa, saber exatamente o que ela precisa receber.
Explica o Rav Chaim Fridlander que achamos que cumprimos nossa obrigação de ajudar ao próximo doando bens materiais. Mas a verdade é que o que as pessoas precisam de verdade não se encontra nos bens materiais. As pessoas necessitam da certeza de que existe alguém que se interessa e se preocupa com elas. Um presente é apenas um lembrete de que o doador pensou nas necessidades de seu companheiro e em como alegrá-lo. Se o presente não for acompanhado de um sentimento de calor humano, um sorriso, um rosto alegre, o propósito principal se perdeu e a pessoa não sente que é especial. E ao contrário, se a pessoa dá um sorriso verdadeiro para seu companheiro, mesmo sem dar nenhum presente, ele está dando o que a pessoa realmente precisa: o desejo de se sentir cuidado e querido. Portanto, mostrar interesse por alguém é um ato de bondade maior do que dar Tzadaká, e por isso recebe mais Brachót.
Além disso, nos ensina o Saba Mi Kelem que a Mitzvá de Tzedaká tem uma particularidade: ela não se cumpre apenas com o ato de doar, pois o propósito da Mitzvá de Tzedaká é fazer com que o doador ame ao próximo. Portanto, aquele que dá uma Tzedaká mas não sente a dor do próximo e não sofre junto com ele não cumpriu a Mitzvá de forma completa. Quando doamos algo junto com um sorriso ou um abraço, estamos participamos do sofrimento do próximo e dando para ele mais do que algumas moedas. Estamos dando para ele uma esperança de vida.
Nos ensina o Talmud que certa vez um rabino se encontrou com Eliahu Hanavi em um mercado e perguntou se havia alguém ali que já tinha méritos para receber vida eterna no Mundo Vindouro. Eliahu Hanavi apontou para duas pessoas que, apesar de cumprirem as Mitzvót da Torá, não eram os que recebiam sobre si as maiores rigorosidades. Curioso, o rabino questionou as duas pessoas para saber o que elas faziam de especial. Elas responderam que dedicavam seu tempo para alegrar pessoas que estavam tristes. A tristeza é algo que aproxima a pessoa da morte, como acontece com pessoas depressivas, que se suicidam ou morrem de desgosto. Portanto, aquele que traz de volta a alegria para uma pessoa que estava triste é como se tivesse devolvido a vida para ela. Então D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida) com esta pessoa. Da mesma forma que a pessoa deu ao próximo vida, então D'us dá para ela como recompensa a vida eterna.
Se este ensinamento já era importante na época do Talmud, mais ainda se aplica nos nossos dias. Por que vemos tantas pessoas infelizes? Por que tantos jovens, que tem tudo o que o mundo material pode oferecer, se afundam em depressões? Pois atualmente ninguém tem tempo de prestar atenção nos outros. Estamos sempre tão focados nos nossos estudos ou no nosso trabalho que tratamos os outros como se fossem invisíveis. Principalmente pessoas mais simples, como motoristas de taxi, garis ou porteiros. As pessoas podem viver rodeadas de gente, mas se sentem cada vez mais sozinhas. Um pouco de atenção, um sorriso e uma palavra amiga podem mudar a vida de alguém.
Bons presentes às vezes podem custar muito caro. Mas um sorriso, o melhor de todos os presentes, é de graça. Por isso, não temos nenhuma desculpa para não passar o dia inteiro sorrindo para os outros.
"Para franzir a testa, utilizamos 32 músculos. Para sorrir, utilizamos apenas 28. Portanto, sorria, nem que seja por economia"
SHABAT SHALOM
R' Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com/
Dt. 11:26-16:17, Is. 54:11-55:5, Jo 7:37-52
Shlomo ficou ali trancado durante cinco horas intermináveis. O frio começou a ficar insuportável, seu corpo tremia e ele se aproximava de um estado de hipotermia. A morte era apenas uma questão de tempo e ele já não tinha mais esperanças de ser salvo. De repente, a porta do congelador se abriu. O porteiro colocou a cabeça para dentro, procurando algo. Ao ver Shlomo quase congelado, veio rapidamente em seu socorro e conseguiu salvar sua vida.
A história ficou famosa e o porteiro tornou-se um herói. Foi até mesmo convidado para dar uma entrevista na televisão. Ao ser questionado por que pensou em abrir a porta do congelador, já que não fazia parte de sua rotina de trabalho, ele explicou:
- Eu trabalho nesta empresa há 35 anos. Centenas de trabalhadores entram e saem desta fábrica todos os dias. Porém, este judeu é o único que diz "Bom Dia" para mim quando chega de manhã e "Boa noite" no final do dia, quando ele sai. Todos os outros trabalhadores tratam-me como se eu fosse invisível.
Hoje - continuou o porteiro - ele disse "Bom dia" quando chegou, mas eu não escutei nenhum "Boa noite". Por que isso me chamou a atenção? Pois eu espero seu "Bom dia" e seu "Boa noite" todos os dias. Portanto eu tinha certeza que não havia escutado seu "Boa noite" naquele dia. Como todas as luzes estavam apagadas e não havia mais ninguém na fábrica, imaginei que algo ruim pudesse ter acontecido. Então eu o procurei por toda a fábrica e o encontrei, a tempo de salvá-lo, dentro do congelador" (História Real)
Pode parecer algo simples, mas há pessoas que esperam o dia inteiro apenas para escutar um "Bom dia" e um "Boa noite". E elas podem estar bem perto de você.
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A Parashá desta semana, Reê, trata, entre outros assuntos, de um tema central no judaísmo: a Tzedaká (caridade). E assim está escrito: "Abra sua mão para ele (um homem pobre), você deve emprestar o que ele necessita, qualquer coisa que falte para ele... Você deve certamente doar para ele, e você não deve se sentir mal em seu coração quando doar para ele, pois como recompensa disso D'us te abençoará em todos os seus atos e todos os seus empreendimentos" (Devarim 15:8,10). Mas destes versículos ficam algumas perguntas. O que nos ensina a linguagem "Abra sua mão"? Por que a Torá não diz simplesmente "Doe"? E além disso, por que a Torá se importa como nosso sentimento no momento de doar algo, ressaltando que não devemos nos sentir mal? O que importa não é apenas doar ao pobre o que ele necessita?
O Gaon Mi Vilna, baseado em ensinamentos do Talmud (Baba Batra 9b), nos diz algo impressionante sobre a Mitzvá de Tzedaká. Uma pessoa que dá uma pequena quantia de dinheiro para um pobre recebe 6 Brachót (Bençãos), enquanto alguém que conversa de maneira amigável enquanto dá a mesma quantia recebe outras 11 Brachót adicionais. Mas o que isto quer dizer? Certamente é um comportamento desejável e bonito ser amigável com um pobre, mas por que isto merece quase o dobro de Brachót do que dar ao pobre o dinheiro que ele desesperadamente necessita?
A mesma dificuldade encontramos em outro ensinamento dos nossos sábios. Em "Avót de Rabbi Natan" está escrito: "Se uma pessoa dá para seu amigo todos os presentes do mundo, mas o faz com uma cara mal-humorada, é considerado como se não tivesse dado nada. Mas aquele que cumprimenta seu companheiro com um rosto amigável, mesmo que ele não tenha dado nenhum presente, é considerado como se tivesse dado todos os presentes do mundo". Como entender estes ensinamentos?
Quando a Torá diz "abra sua mão", além do entendimento mais simples, que nos ensina a doar sem mesquinharia, quantas vezes for necessário, há um lindo ensinamento oculto nestas palavras. Quando olhamos nossa mão fechada, nossos dedos parecem ser todos iguais. Porém, quando abrimos nossa mão, vemos que os dedos são bem diferentes, alguns maiores, outros menores. Isto nos ensina que, quando vamos doar algo para alguém necessitado, não podemos doar algo "padrão", precisamos entender as necessidades específicas de cada pessoa, saber exatamente o que ela precisa receber.
Explica o Rav Chaim Fridlander que achamos que cumprimos nossa obrigação de ajudar ao próximo doando bens materiais. Mas a verdade é que o que as pessoas precisam de verdade não se encontra nos bens materiais. As pessoas necessitam da certeza de que existe alguém que se interessa e se preocupa com elas. Um presente é apenas um lembrete de que o doador pensou nas necessidades de seu companheiro e em como alegrá-lo. Se o presente não for acompanhado de um sentimento de calor humano, um sorriso, um rosto alegre, o propósito principal se perdeu e a pessoa não sente que é especial. E ao contrário, se a pessoa dá um sorriso verdadeiro para seu companheiro, mesmo sem dar nenhum presente, ele está dando o que a pessoa realmente precisa: o desejo de se sentir cuidado e querido. Portanto, mostrar interesse por alguém é um ato de bondade maior do que dar Tzadaká, e por isso recebe mais Brachót.
Além disso, nos ensina o Saba Mi Kelem que a Mitzvá de Tzedaká tem uma particularidade: ela não se cumpre apenas com o ato de doar, pois o propósito da Mitzvá de Tzedaká é fazer com que o doador ame ao próximo. Portanto, aquele que dá uma Tzedaká mas não sente a dor do próximo e não sofre junto com ele não cumpriu a Mitzvá de forma completa. Quando doamos algo junto com um sorriso ou um abraço, estamos participamos do sofrimento do próximo e dando para ele mais do que algumas moedas. Estamos dando para ele uma esperança de vida.
Nos ensina o Talmud que certa vez um rabino se encontrou com Eliahu Hanavi em um mercado e perguntou se havia alguém ali que já tinha méritos para receber vida eterna no Mundo Vindouro. Eliahu Hanavi apontou para duas pessoas que, apesar de cumprirem as Mitzvót da Torá, não eram os que recebiam sobre si as maiores rigorosidades. Curioso, o rabino questionou as duas pessoas para saber o que elas faziam de especial. Elas responderam que dedicavam seu tempo para alegrar pessoas que estavam tristes. A tristeza é algo que aproxima a pessoa da morte, como acontece com pessoas depressivas, que se suicidam ou morrem de desgosto. Portanto, aquele que traz de volta a alegria para uma pessoa que estava triste é como se tivesse devolvido a vida para ela. Então D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida) com esta pessoa. Da mesma forma que a pessoa deu ao próximo vida, então D'us dá para ela como recompensa a vida eterna.
Se este ensinamento já era importante na época do Talmud, mais ainda se aplica nos nossos dias. Por que vemos tantas pessoas infelizes? Por que tantos jovens, que tem tudo o que o mundo material pode oferecer, se afundam em depressões? Pois atualmente ninguém tem tempo de prestar atenção nos outros. Estamos sempre tão focados nos nossos estudos ou no nosso trabalho que tratamos os outros como se fossem invisíveis. Principalmente pessoas mais simples, como motoristas de taxi, garis ou porteiros. As pessoas podem viver rodeadas de gente, mas se sentem cada vez mais sozinhas. Um pouco de atenção, um sorriso e uma palavra amiga podem mudar a vida de alguém.
Bons presentes às vezes podem custar muito caro. Mas um sorriso, o melhor de todos os presentes, é de graça. Por isso, não temos nenhuma desculpa para não passar o dia inteiro sorrindo para os outros.
"Para franzir a testa, utilizamos 32 músculos. Para sorrir, utilizamos apenas 28. Portanto, sorria, nem que seja por economia"
SHABAT SHALOM
R' Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com/
Dt. 11:26-16:17, Is. 54:11-55:5, Jo 7:37-52
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A IMPUNIDADE INCENTIVA A CRIMINALIDADE
Nos últimos anos a sensação de insegurança deixou de ser apenas sensação. É uma realidade que os brasileiros comuns que trabalham e pagam seus impostos são condenados a conviver. A impunidade é crescente devido principalmente ao lento e ineficaz sistema judiciário, passividade em relação aos menores agraciados pelo ECA e um governo movido pelas ideias esquerdistas que protegem o criminoso em detrimento da vítima.
A violência que há alguns anos era relatada somente nos grandes centros tem crescido de forma impressionante independente do tamanho da cidade. Um dos principais fatores deste aumento é a morosidade da justiça. A aplicação de penas que realmente punam o criminoso é rara e geralmente voltada para quem não pode pagar um bom advogado. Um emaranhado de leis de diferentes interpretações e um sistema jurídico por vezes corrupto impõe à vitima de crimes no Brasil uma situação de total abandono.
O Estatuto da Criança e Adolescente protege criminosos menores de 18 anos. Parece que tanto esses menores criminosos, quanto os criminosos maiores de idade entenderam perfeitamente como é que devem agir para levar vantagem do sistema. Não obstante, os criminosos, sendo maiores ou menores, agem num esquema, de forma a deixar os atos executórios para o menor de idade, tendo em vista que são protegidos pela lei brasileira. Muitos dos crimes, inclusive cruéis e hediondos são praticados por crianças e adolescentes; pois a sensação de impunidade colabora para que pratiquem atos ilícitos. E mesmo quando há investigação e punição ocorrem apenas medidas socioeducativas sem uma real resposta à sociedade. Uma solução seria reduzir a maioridade penal, porém, ela constitui cláusula pétrea da Constituição Federal de 1988 onde garante a inimputabilidade penal da criança e do adolescente, podendo ser reduzida somente por um poder constituinte.
Não bastasse a morosidade da justiça, as leis são demasiadamente protetivas ao criminoso. Organizações de Direitos Humanos aliadas ao governo e movimentos sociais aumentam as garantias a quem desobedece a lei; enquanto as vítimas são completamente esquecidas. Sem dignidade e proteção o cidadão brasileiro se tornou o encarcerado limitando sua liberdade em função da liberalidade do sistema. E infelizmente não se pode esperar muito de um governo formado por pessoas que já cometeram vários crimes e hoje são indenizadas e tidas como heróis e heroínas.
Diante do exposto conclui-se que a impunidade incentiva a criminalidade porquanto o sistema judicial é moroso, ineficiente e protetivo ao bandido, potencializado pelo Estatuto da Criança e Adolescente onde menores de idade, independente da crueldade do crime, são submetidos apenas a medidas onde a punição não existe enquanto as vítimas, cidadãos comuns, são deixados à própria sorte sem dignidade e sentimento de justiça.
A violência que há alguns anos era relatada somente nos grandes centros tem crescido de forma impressionante independente do tamanho da cidade. Um dos principais fatores deste aumento é a morosidade da justiça. A aplicação de penas que realmente punam o criminoso é rara e geralmente voltada para quem não pode pagar um bom advogado. Um emaranhado de leis de diferentes interpretações e um sistema jurídico por vezes corrupto impõe à vitima de crimes no Brasil uma situação de total abandono.
O Estatuto da Criança e Adolescente protege criminosos menores de 18 anos. Parece que tanto esses menores criminosos, quanto os criminosos maiores de idade entenderam perfeitamente como é que devem agir para levar vantagem do sistema. Não obstante, os criminosos, sendo maiores ou menores, agem num esquema, de forma a deixar os atos executórios para o menor de idade, tendo em vista que são protegidos pela lei brasileira. Muitos dos crimes, inclusive cruéis e hediondos são praticados por crianças e adolescentes; pois a sensação de impunidade colabora para que pratiquem atos ilícitos. E mesmo quando há investigação e punição ocorrem apenas medidas socioeducativas sem uma real resposta à sociedade. Uma solução seria reduzir a maioridade penal, porém, ela constitui cláusula pétrea da Constituição Federal de 1988 onde garante a inimputabilidade penal da criança e do adolescente, podendo ser reduzida somente por um poder constituinte.
Não bastasse a morosidade da justiça, as leis são demasiadamente protetivas ao criminoso. Organizações de Direitos Humanos aliadas ao governo e movimentos sociais aumentam as garantias a quem desobedece a lei; enquanto as vítimas são completamente esquecidas. Sem dignidade e proteção o cidadão brasileiro se tornou o encarcerado limitando sua liberdade em função da liberalidade do sistema. E infelizmente não se pode esperar muito de um governo formado por pessoas que já cometeram vários crimes e hoje são indenizadas e tidas como heróis e heroínas.
Diante do exposto conclui-se que a impunidade incentiva a criminalidade porquanto o sistema judicial é moroso, ineficiente e protetivo ao bandido, potencializado pelo Estatuto da Criança e Adolescente onde menores de idade, independente da crueldade do crime, são submetidos apenas a medidas onde a punição não existe enquanto as vítimas, cidadãos comuns, são deixados à própria sorte sem dignidade e sentimento de justiça.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Se as commodities caírem
O Estado de S. Paulo
Rolf Kuntz
O Brasil continua aproveitando a onda de bons preços internacionais para minérios, produtos agrícolas e bens intermediários. Cotações favoráveis são a principal explicação para o bom desempenho do comércio exterior, com exportação de US$ 157,6 bilhões de janeiro até a terceira semana de agosto - valor 31,3% maior que o de um ano antes - e superávit de US$ 18,4 bilhões. O resultado final do ano deverá ultrapassar o de 2010, US$ 20,2 bilhões. A última projeção do mercado financeiro é um saldo de US$ 22,8 bilhões. E se os preços caírem? As cotações tendem a manter-se ou a diminuir, segundo comentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em depoimento no Congresso nesta terça-feira. Não virão, portanto, novas pressões inflacionárias desse mercado, segundo sua avaliação. Mas poderá - faltou acrescentar esse ponto - haver consequências indesejáveis nas contas externas. De janeiro a julho, o País acumulou um buraco de US$ 28,9 bilhões nas transações correntes com o exterior, equivalente a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2010, no mesmo período, a proporção foi maior, 2,4%. Houve melhora, portanto, graças ao crescimento do PIB, e esse déficit parece perfeitamente administrável. Mas como ficará a situação, se houver uma desvalorização das commodities?
É bom levar em conta essa possibilidade, por causa do risco de uma nova recessão nas economias mais avançadas e da perspectiva de menor crescimento chinês. Nos últimos três anos os termos de troca - relação entre preços de exportações e de importações - aumentaram 35%. Isso permitiu suportar o aumento de importações, principalmente de bens de consumo e bens intermediários, ocasionado pela expansão da demanda interna e pela valorização do real. O déficit na conta corrente voltou a crescer, mas se manteve em níveis considerados seguros. Mas convém pensar nas consequências de uma volta dos termos de troca a padrões menos favoráveis.
Se os termos de troca permanecerem constantes, o déficit em transações correntes cairá dos atuais 2,1% do PIB para 1,8% no próximo ano, segundo estimativa da Sobeet, a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica. Se convergirem para a média observada a partir de 2000, o buraco aumentará para 3,1% em 2012. Mas poderá chegar a 3,3% ou a 3,6%, no mesmo ano, se as médias forem aquelas dos períodos iniciados em 1990 ou em 1980. A manutenção de todas as demais variáveis, incluído o crescimento do PIB, é um dos pressupostos adotados para esses cálculos. Mesmo na pior hipótese, o déficit continuaria financiável em 2012, segundo os autores das projeções. Mas poderia haver problemas nos anos seguintes.
utros economistas têm procurado estimar como ficariam as contas, no caso de uma alteração nos termos de troca. Se a relação entre preços de exportação e de importação estivesse na média de 1980 a 2010, o saldo comercial nos 12 meses terminados em julho seria um déficit de US$ 24,6 bilhões, em vez de um superávit de US$ 26,4 bilhões, segundo cálculo da Quest Investimentos citado pelo Valor.
O crescimento brasileiro, baseado principalmente no dinamismo do mercado interno, tem dependido, portanto, das condições excepcionalmente favoráveis do mercado de produtos básicos e bens intermediários. A demanda interna tem pressionado fortemente as importações. Neste ano, o gasto com produtos importados, mesmo sem grande influência de preços, foi até a terceira semana de agosto 28,2% maior que o de um ano antes. A diferença entre o valor exportado neste ano e o registrado em 2010 foi pouco maior - 31,3% - e é explicável essencialmente pelo aumento de preços internacionais. A relativa segurança das contas externas - com o déficit em conta corrente em nível ainda administrável - tem dependido, portanto, de fatores fora do controle dos brasileiros - o crescimento dos emergentes, especialmente da China, e seus efeitos sobre as cotações das commodities.
Esses fatores são reversíveis e já há quem preveja uma forte desaceleração da economia chinesa. Esse é o caso do professor americano Michael Pettis, da Universidade de Pequim, segundo reportagem da correspondente Claudia Trevisan, publicada no Estado de segunda-feira. Admitir a hipótese de um crescimento menor da China, pelo menos para montar uma estratégia defensiva, seria uma demonstração de prudência do governo brasileiro. Muito mais prudente, no entanto, teria sido um cuidado maior com o poder de competição da economia brasileira. Aproveitar a valorização das commodities é muito bom. Ruim é depender dos preços desses produtos e da fome de matérias-primas de umas poucas economias emergentes.
Rolf Kuntz
O Brasil continua aproveitando a onda de bons preços internacionais para minérios, produtos agrícolas e bens intermediários. Cotações favoráveis são a principal explicação para o bom desempenho do comércio exterior, com exportação de US$ 157,6 bilhões de janeiro até a terceira semana de agosto - valor 31,3% maior que o de um ano antes - e superávit de US$ 18,4 bilhões. O resultado final do ano deverá ultrapassar o de 2010, US$ 20,2 bilhões. A última projeção do mercado financeiro é um saldo de US$ 22,8 bilhões. E se os preços caírem? As cotações tendem a manter-se ou a diminuir, segundo comentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em depoimento no Congresso nesta terça-feira. Não virão, portanto, novas pressões inflacionárias desse mercado, segundo sua avaliação. Mas poderá - faltou acrescentar esse ponto - haver consequências indesejáveis nas contas externas. De janeiro a julho, o País acumulou um buraco de US$ 28,9 bilhões nas transações correntes com o exterior, equivalente a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2010, no mesmo período, a proporção foi maior, 2,4%. Houve melhora, portanto, graças ao crescimento do PIB, e esse déficit parece perfeitamente administrável. Mas como ficará a situação, se houver uma desvalorização das commodities?
É bom levar em conta essa possibilidade, por causa do risco de uma nova recessão nas economias mais avançadas e da perspectiva de menor crescimento chinês. Nos últimos três anos os termos de troca - relação entre preços de exportações e de importações - aumentaram 35%. Isso permitiu suportar o aumento de importações, principalmente de bens de consumo e bens intermediários, ocasionado pela expansão da demanda interna e pela valorização do real. O déficit na conta corrente voltou a crescer, mas se manteve em níveis considerados seguros. Mas convém pensar nas consequências de uma volta dos termos de troca a padrões menos favoráveis.
Se os termos de troca permanecerem constantes, o déficit em transações correntes cairá dos atuais 2,1% do PIB para 1,8% no próximo ano, segundo estimativa da Sobeet, a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica. Se convergirem para a média observada a partir de 2000, o buraco aumentará para 3,1% em 2012. Mas poderá chegar a 3,3% ou a 3,6%, no mesmo ano, se as médias forem aquelas dos períodos iniciados em 1990 ou em 1980. A manutenção de todas as demais variáveis, incluído o crescimento do PIB, é um dos pressupostos adotados para esses cálculos. Mesmo na pior hipótese, o déficit continuaria financiável em 2012, segundo os autores das projeções. Mas poderia haver problemas nos anos seguintes.
utros economistas têm procurado estimar como ficariam as contas, no caso de uma alteração nos termos de troca. Se a relação entre preços de exportação e de importação estivesse na média de 1980 a 2010, o saldo comercial nos 12 meses terminados em julho seria um déficit de US$ 24,6 bilhões, em vez de um superávit de US$ 26,4 bilhões, segundo cálculo da Quest Investimentos citado pelo Valor.
O crescimento brasileiro, baseado principalmente no dinamismo do mercado interno, tem dependido, portanto, das condições excepcionalmente favoráveis do mercado de produtos básicos e bens intermediários. A demanda interna tem pressionado fortemente as importações. Neste ano, o gasto com produtos importados, mesmo sem grande influência de preços, foi até a terceira semana de agosto 28,2% maior que o de um ano antes. A diferença entre o valor exportado neste ano e o registrado em 2010 foi pouco maior - 31,3% - e é explicável essencialmente pelo aumento de preços internacionais. A relativa segurança das contas externas - com o déficit em conta corrente em nível ainda administrável - tem dependido, portanto, de fatores fora do controle dos brasileiros - o crescimento dos emergentes, especialmente da China, e seus efeitos sobre as cotações das commodities.
Esses fatores são reversíveis e já há quem preveja uma forte desaceleração da economia chinesa. Esse é o caso do professor americano Michael Pettis, da Universidade de Pequim, segundo reportagem da correspondente Claudia Trevisan, publicada no Estado de segunda-feira. Admitir a hipótese de um crescimento menor da China, pelo menos para montar uma estratégia defensiva, seria uma demonstração de prudência do governo brasileiro. Muito mais prudente, no entanto, teria sido um cuidado maior com o poder de competição da economia brasileira. Aproveitar a valorização das commodities é muito bom. Ruim é depender dos preços desses produtos e da fome de matérias-primas de umas poucas economias emergentes.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mensagem da Bíblia acerca da sodomia é censurada no Brasil
Julio Severo
O Brasil é a terra das mulheres sensuais, que são exibidas até mesmo em outdoors, sem nenhuma censura. Mas outdoors com mensagens da Bíblia foram removidas no sábado passado, por ordem de autoridades judiciárias de Ribeirão Preto.
Os outdoors, patrocinados pela Igreja Cristã Casa de Oração, diziam:
“Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável.” (Levítico 20:13 RA)
“Por causa disso, os entregou deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Romanos 1:26-27 RA)
“Portanto, arrependam-se e voltem para deus, a fim de que ele perdoe os pecados de vocês.” (Atos 3:19 BLH)
Alegadamente, as mensagens foram removidas porque no domingo ocorreria a parada gay e seus organizadores ficaram ofendidos com os versículos bíblicos dos outdoors.
Entretanto, na parada gay de São Paulo, santos católicos foram retratados em posições indecentes, e seu tema foi uma passagem da Bíblia, “Amai-vos uns aos outros”, que não tem relação nenhuma com sexo homossexual. Católicos e outros cristãos ficaram ofendidos com a atitude gay de deturpar os santos católicos e a Bíblia, mas as autoridades judiciárias não adotaram nenhuma medida contra aqueles que cometeram os abusos.
Em sua decisão contra os outdoors bíblicos, o juiz Aleksander Coronado Braido da Silva afirmou que “a Constituição Federal protege a conduta do réu (a Casa de Oração de Ribeirão Preto) de expor suas opiniões pessoais, mas, ao mesmo tempo, também protege a intimidade, honra e imagem das pessoas quando violadas”.
Ribeirão Preto, que é majoritariamente católica, tem uma população de aproximadamente 500.000 habitantes. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, há apenas 500 duplas gays vivendo na cidade. Mas os grupos gays dizem que os homossexuais são 20% da população local, um número duas vezes maior do que os 10% utilizados pela pesquisa fraudulenta de Alfred Kinsey. Pesquisas sérias hoje apontam não mais que 2% de homossexuais na população geral.
Conforme o Jornal A Cidade, apenas 5.000 participaram da parada gay local, um evento abertamente ofensivo no Brasil, com atos sexuais gays, drogas, violências e muita bebedeira. Mas essa minoria tem o direito de ofender a população geral, com mentiras e depravação, e tem o direito de receber proteção oficial de mensagens “ofensivas” que não contêm nada mais do que a verdade.
Apesar da remoção das mensagens da Bíblia, os militantes gays locais disseram que não gostam de censura. “As pessoas podem até se manifestar, desde que não ofendam o movimento gay”, disse o presidente da ONG Arco-íris, Fábio de Jesus Silva.
Contudo, a Casa de Oração não expressou suas próprias opiniões. Só colocou em outdoors declarações contidas originalmente na Bíblia. E elas foram censuradas, por amor às suscetibilidades dos gays.
Como não ofendê-los?
Se não se pode criticar a conduta deles, o único direito que resta é ficar em silêncio ou defender o estilo de vida deles. É exatamente isso o que a Igreja Anglicana de Ribeirão Preto fez: participou da parada gay.
Dom Ricardo Lorite de Lima, arcebispo anglicano local, disse que sua igreja estava à disposição para realizar cerimônias religiosas de “casamento” de mesmo sexo. “A nossa igreja tem a postura de aceitar todos, porque são filhos de Deus, sem qualquer distinção. Se houver o interesse de algum casal para receber a bênção, basta nos procurar”, disse ele.
“Em 2008, aprovamos uma resolução na qual aceitamos a ordenação de homossexuais”, disse o líder anglicano, também criticando a mensagem da Bíblia nos outdoors de Ribeirão Preto: “Existem vários trechos bíblicos que são traduzidos fora do seu contexto, e hoje existe uma releitura bíblica que é chamada de inclusiva. Temos vários teólogos com visões diferentes e atualizadas da Bíblia”.
Em entrevista para Julio Severo, o Pr. Antônio Hernandez Lopes, da Casa de Oração, disse que adotará medidas legais para restaurar as mensagens da Bíblia nos outdoors. Sua opinião é que numa sociedade livre a igreja deveria ser livre para denunciar qualquer pecado. Aliás, as igrejas tradicionalmente denunciam o adultério, a fornicação, as drogas, a embriaguez e outros pecados, e nenhuma igreja nunca foi acusada de incitar ódio e violência contra adúlteros, fornicadores, drogados, alcoólatras, etc.
Ao que tudo indica, a homossexualidade foi selecionada pelos poderes mundiais para receber proteção especial e privilégios, com a proibição do direito, religioso, filosófico ou médico, de denunciá-la.
O Pr. Lopes desafia as igrejas a se unirem, em oração, contra esses poderes mundiais, que querem impor a sacralização da sodomia na sociedade e na igreja.
Versão em português deste artigo: Bible message on sodomy censored in Brazil
Fonte: http://www.juliosevero.com/
O Brasil é a terra das mulheres sensuais, que são exibidas até mesmo em outdoors, sem nenhuma censura. Mas outdoors com mensagens da Bíblia foram removidas no sábado passado, por ordem de autoridades judiciárias de Ribeirão Preto.
Os outdoors, patrocinados pela Igreja Cristã Casa de Oração, diziam:
“Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável.” (Levítico 20:13 RA)
“Por causa disso, os entregou deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Romanos 1:26-27 RA)
“Portanto, arrependam-se e voltem para deus, a fim de que ele perdoe os pecados de vocês.” (Atos 3:19 BLH)
Alegadamente, as mensagens foram removidas porque no domingo ocorreria a parada gay e seus organizadores ficaram ofendidos com os versículos bíblicos dos outdoors.
Entretanto, na parada gay de São Paulo, santos católicos foram retratados em posições indecentes, e seu tema foi uma passagem da Bíblia, “Amai-vos uns aos outros”, que não tem relação nenhuma com sexo homossexual. Católicos e outros cristãos ficaram ofendidos com a atitude gay de deturpar os santos católicos e a Bíblia, mas as autoridades judiciárias não adotaram nenhuma medida contra aqueles que cometeram os abusos.
Em sua decisão contra os outdoors bíblicos, o juiz Aleksander Coronado Braido da Silva afirmou que “a Constituição Federal protege a conduta do réu (a Casa de Oração de Ribeirão Preto) de expor suas opiniões pessoais, mas, ao mesmo tempo, também protege a intimidade, honra e imagem das pessoas quando violadas”.
Ribeirão Preto, que é majoritariamente católica, tem uma população de aproximadamente 500.000 habitantes. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, há apenas 500 duplas gays vivendo na cidade. Mas os grupos gays dizem que os homossexuais são 20% da população local, um número duas vezes maior do que os 10% utilizados pela pesquisa fraudulenta de Alfred Kinsey. Pesquisas sérias hoje apontam não mais que 2% de homossexuais na população geral.
Conforme o Jornal A Cidade, apenas 5.000 participaram da parada gay local, um evento abertamente ofensivo no Brasil, com atos sexuais gays, drogas, violências e muita bebedeira. Mas essa minoria tem o direito de ofender a população geral, com mentiras e depravação, e tem o direito de receber proteção oficial de mensagens “ofensivas” que não contêm nada mais do que a verdade.
Apesar da remoção das mensagens da Bíblia, os militantes gays locais disseram que não gostam de censura. “As pessoas podem até se manifestar, desde que não ofendam o movimento gay”, disse o presidente da ONG Arco-íris, Fábio de Jesus Silva.
Contudo, a Casa de Oração não expressou suas próprias opiniões. Só colocou em outdoors declarações contidas originalmente na Bíblia. E elas foram censuradas, por amor às suscetibilidades dos gays.
Como não ofendê-los?
Se não se pode criticar a conduta deles, o único direito que resta é ficar em silêncio ou defender o estilo de vida deles. É exatamente isso o que a Igreja Anglicana de Ribeirão Preto fez: participou da parada gay.
Dom Ricardo Lorite de Lima, arcebispo anglicano local, disse que sua igreja estava à disposição para realizar cerimônias religiosas de “casamento” de mesmo sexo. “A nossa igreja tem a postura de aceitar todos, porque são filhos de Deus, sem qualquer distinção. Se houver o interesse de algum casal para receber a bênção, basta nos procurar”, disse ele.
“Em 2008, aprovamos uma resolução na qual aceitamos a ordenação de homossexuais”, disse o líder anglicano, também criticando a mensagem da Bíblia nos outdoors de Ribeirão Preto: “Existem vários trechos bíblicos que são traduzidos fora do seu contexto, e hoje existe uma releitura bíblica que é chamada de inclusiva. Temos vários teólogos com visões diferentes e atualizadas da Bíblia”.
Em entrevista para Julio Severo, o Pr. Antônio Hernandez Lopes, da Casa de Oração, disse que adotará medidas legais para restaurar as mensagens da Bíblia nos outdoors. Sua opinião é que numa sociedade livre a igreja deveria ser livre para denunciar qualquer pecado. Aliás, as igrejas tradicionalmente denunciam o adultério, a fornicação, as drogas, a embriaguez e outros pecados, e nenhuma igreja nunca foi acusada de incitar ódio e violência contra adúlteros, fornicadores, drogados, alcoólatras, etc.
Ao que tudo indica, a homossexualidade foi selecionada pelos poderes mundiais para receber proteção especial e privilégios, com a proibição do direito, religioso, filosófico ou médico, de denunciá-la.
O Pr. Lopes desafia as igrejas a se unirem, em oração, contra esses poderes mundiais, que querem impor a sacralização da sodomia na sociedade e na igreja.
Versão em português deste artigo: Bible message on sodomy censored in Brazil
Fonte: http://www.juliosevero.com/
domingo, 21 de agosto de 2011
Isso não vai dar muito certo
João Ubaldo Ribeiro
O Estado de S.Paulo
Os problemas brasileiros, como não podia deixar de ser, têm repercutido bastante em Itaparica. Bem verdade que nem sempre essa repercussão coincide com as vigentes em outras partes do País. Toninho Leso, por exemplo, ficou grandemente surpreendido, quando lhe informaram que chamar alguém de corrupto não é um elogio. Como, não é um elogio? Não se deve elogiar uma pessoa que nasceu pobre, teve pouco estudo e hoje é rica milionária, recebida em toda parte e chamada de doutora, ou senão Excelência? Quem não elogia é porque não chegou lá e tem inveja. Se o sujeito se elegeu é porque queria se fazer na vida, como todos os outros que também se elegeram. Agora que ele se fez, somente a inveja é que pode explicar essa raiva que têm deles.
Tentou-se esclarecer que o corrupto subiu na vida, sim, pelo menos em matéria de dinheiro, mas subiu roubando dinheiro público. Toninho, que tem esse apelido de Leso, mas de vez em quando surpreende pela agilidade de raciocínio, retrucou que, se o dinheiro era público, não tinha dono e, assim, nada mais justo que o primeiro que pudesse metesse a mão nesse dinheiro - e era assim desde que inventaram dinheiro, o resto é conversa. "Eu acho bonito quando vejo esses corruptos passeando aqui de lancha americana, cheios de mulheres, tomando o uísque deles e desfrutando da vida", disse ele. "Meus filhos, Deus ajudando, vão ser todos corruptos, vou querer pelo menos um, minha família vai melhorar. Quero ver meu filhão lá nos salões, um corrupto respeitado por todos, bem-sucedido, bonitão, cheio das mulheres, esse vidão de corrupto mesmo... O sujeito que não tem esse grande ideal não é bom pai de família."
Jorginho Leso, irmão de Toninho, também leso e raramente visto sem pelo menos umas duas ucas no juízo, aproveitou para dar sua opinião sobre uma conversa que ouvira, a respeito de algemarem corruptos presos. Contaram a ele que muita gente, até a presidenta, ficou chateada com as algemas. Ele concordou e observou que jogar ovos nas pessoas suja tudo e não adianta nada. Além disso, é um desperdício de ovo que podia muito bem estar alimentando o povo. Quando lhe disseram que algema não tinha nada a ver com gema de ovo e era um instrumento para acorrentar as mãos dos presos, ele não se deu por vencido. Pra quê, pra daí a pouco soltarem de novo? Só se for para treinar a polícia no uso da chave - fecha-abre, fecha-abre, fecha-abre, pra que tanto treinamento de chave? O verdadeiro corrupto nunca é preso e, se é, soltam logo, é uma pessoa de bem, normal, que não vai ser confundida com qualquer ladrão pé de chinelo.
Jacob Branco, que ainda não entrara em seu horário de discurso e ouvira tudo calado, sentiu-se na obrigação de manifestar-se. Os nobres amigos estavam muito enganados, a corrupção está deixando de ser uma atividade lucrativa no Brasil, os tempos estão mudando. Longe dele ser um governista, pois toda a ilha conhecia sua reputação de independência, mas a verdade era que a presidenta estava se revelando muito disposta na briga contra a corrupção. Era do conhecimento geral como ela vinha fazendo uma faxina no governo, faxina séria, de gente graúda. E a faxina ia continuar.
- A faxina vai o quê? - a voz roufenha e exaltada de Zecamunista se ouviu à entrada do bar.
- Vai continuar.
- Vai continuar coisa nenhuma, Toninho Leso é que tem razão, o certo é seguir a carreira de corrupto e é muito democrático, qualquer um pode procurar um jeito, que sempre vai achar, nem que seja desviando cestas básicas e outras mixarias. Ela acabou de passar a escova nuns dois ministérios. Depois tem que vir o pente normal. Depois o pente-fino e um dilúvio de piolhos. E depois a desinfecção, porque senão reinfecta tudo rapidamente. Isso em cada um dos não sei quantos ministérios que ela mesma não lembra de cor. Para não falar nas estatais e em outras áreas do governo. Nem que ela tivesse dezoito mandatos seguidos, ia dar. Mas esse não é o maior problema. O maior problema é a famosa base do governo. Já estão cansando de avisar a ela que vão jogar duro, se ela não parar com esse negócio de faxina e ameaçar os empregos e esquemas deles e dos apadrinhados. Você já ouviu vários dizendo "não faxina nada aí", não já?
- Mas também não é assim, eu também soube que houve senadores que formaram uma frente para apoiar as faxinas que ela fizer.
- Eu também já soube, os nove mosqueteiros não é? Nove contra mais de cinquenta. Isso é para compor o quadro, é como a folha de parreira de Eva.
- Mas pode ser que haja adesões.
- É, pode ser. Mais umas três. Meta na sua cabeça, nenhum desses partidos está no governo para cumprir programa nenhum ou seguir ideologia nenhuma, eles estão lá para defender o deles e o do pessoal deles. E aí o negócio é blindar a base aliada, como eles dizem, não pode pegar ninguém ligado à base. Ou blinda ou não consegue aprovação nem para requerimento, ela pode até ser valente, mas não é mágica. Mas tem uma novidade que eu acho mais importante do que todas essas. Você não leu nos jornais, não? Foi criado o Instituto Lula.
- Eu soube. E daí?
- É o que eu também pergunto. Pergunto muito.
- Ele disse que é a nova plataforma política dele.
- É aí que mora o perigo. Pode continuar com sua fé na faxina, mas vamos deixar o tempo correr e ver se quem vai mandar na faxina é a faxineira.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,isso-nao-vai-dar-muito-certo,761505,0.htm
O Estado de S.Paulo
Os problemas brasileiros, como não podia deixar de ser, têm repercutido bastante em Itaparica. Bem verdade que nem sempre essa repercussão coincide com as vigentes em outras partes do País. Toninho Leso, por exemplo, ficou grandemente surpreendido, quando lhe informaram que chamar alguém de corrupto não é um elogio. Como, não é um elogio? Não se deve elogiar uma pessoa que nasceu pobre, teve pouco estudo e hoje é rica milionária, recebida em toda parte e chamada de doutora, ou senão Excelência? Quem não elogia é porque não chegou lá e tem inveja. Se o sujeito se elegeu é porque queria se fazer na vida, como todos os outros que também se elegeram. Agora que ele se fez, somente a inveja é que pode explicar essa raiva que têm deles.
Tentou-se esclarecer que o corrupto subiu na vida, sim, pelo menos em matéria de dinheiro, mas subiu roubando dinheiro público. Toninho, que tem esse apelido de Leso, mas de vez em quando surpreende pela agilidade de raciocínio, retrucou que, se o dinheiro era público, não tinha dono e, assim, nada mais justo que o primeiro que pudesse metesse a mão nesse dinheiro - e era assim desde que inventaram dinheiro, o resto é conversa. "Eu acho bonito quando vejo esses corruptos passeando aqui de lancha americana, cheios de mulheres, tomando o uísque deles e desfrutando da vida", disse ele. "Meus filhos, Deus ajudando, vão ser todos corruptos, vou querer pelo menos um, minha família vai melhorar. Quero ver meu filhão lá nos salões, um corrupto respeitado por todos, bem-sucedido, bonitão, cheio das mulheres, esse vidão de corrupto mesmo... O sujeito que não tem esse grande ideal não é bom pai de família."
Jorginho Leso, irmão de Toninho, também leso e raramente visto sem pelo menos umas duas ucas no juízo, aproveitou para dar sua opinião sobre uma conversa que ouvira, a respeito de algemarem corruptos presos. Contaram a ele que muita gente, até a presidenta, ficou chateada com as algemas. Ele concordou e observou que jogar ovos nas pessoas suja tudo e não adianta nada. Além disso, é um desperdício de ovo que podia muito bem estar alimentando o povo. Quando lhe disseram que algema não tinha nada a ver com gema de ovo e era um instrumento para acorrentar as mãos dos presos, ele não se deu por vencido. Pra quê, pra daí a pouco soltarem de novo? Só se for para treinar a polícia no uso da chave - fecha-abre, fecha-abre, fecha-abre, pra que tanto treinamento de chave? O verdadeiro corrupto nunca é preso e, se é, soltam logo, é uma pessoa de bem, normal, que não vai ser confundida com qualquer ladrão pé de chinelo.
Jacob Branco, que ainda não entrara em seu horário de discurso e ouvira tudo calado, sentiu-se na obrigação de manifestar-se. Os nobres amigos estavam muito enganados, a corrupção está deixando de ser uma atividade lucrativa no Brasil, os tempos estão mudando. Longe dele ser um governista, pois toda a ilha conhecia sua reputação de independência, mas a verdade era que a presidenta estava se revelando muito disposta na briga contra a corrupção. Era do conhecimento geral como ela vinha fazendo uma faxina no governo, faxina séria, de gente graúda. E a faxina ia continuar.
- A faxina vai o quê? - a voz roufenha e exaltada de Zecamunista se ouviu à entrada do bar.
- Vai continuar.
- Vai continuar coisa nenhuma, Toninho Leso é que tem razão, o certo é seguir a carreira de corrupto e é muito democrático, qualquer um pode procurar um jeito, que sempre vai achar, nem que seja desviando cestas básicas e outras mixarias. Ela acabou de passar a escova nuns dois ministérios. Depois tem que vir o pente normal. Depois o pente-fino e um dilúvio de piolhos. E depois a desinfecção, porque senão reinfecta tudo rapidamente. Isso em cada um dos não sei quantos ministérios que ela mesma não lembra de cor. Para não falar nas estatais e em outras áreas do governo. Nem que ela tivesse dezoito mandatos seguidos, ia dar. Mas esse não é o maior problema. O maior problema é a famosa base do governo. Já estão cansando de avisar a ela que vão jogar duro, se ela não parar com esse negócio de faxina e ameaçar os empregos e esquemas deles e dos apadrinhados. Você já ouviu vários dizendo "não faxina nada aí", não já?
- Mas também não é assim, eu também soube que houve senadores que formaram uma frente para apoiar as faxinas que ela fizer.
- Eu também já soube, os nove mosqueteiros não é? Nove contra mais de cinquenta. Isso é para compor o quadro, é como a folha de parreira de Eva.
- Mas pode ser que haja adesões.
- É, pode ser. Mais umas três. Meta na sua cabeça, nenhum desses partidos está no governo para cumprir programa nenhum ou seguir ideologia nenhuma, eles estão lá para defender o deles e o do pessoal deles. E aí o negócio é blindar a base aliada, como eles dizem, não pode pegar ninguém ligado à base. Ou blinda ou não consegue aprovação nem para requerimento, ela pode até ser valente, mas não é mágica. Mas tem uma novidade que eu acho mais importante do que todas essas. Você não leu nos jornais, não? Foi criado o Instituto Lula.
- Eu soube. E daí?
- É o que eu também pergunto. Pergunto muito.
- Ele disse que é a nova plataforma política dele.
- É aí que mora o perigo. Pode continuar com sua fé na faxina, mas vamos deixar o tempo correr e ver se quem vai mandar na faxina é a faxineira.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,isso-nao-vai-dar-muito-certo,761505,0.htm
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