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Ludmilla Duarte |
A agricultura familiar foi eleita tema do ano pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas |
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A agricultura familiar foi eleita tema do ano pelos
193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante reunião
realizada em dezembro, a Assembleia Geral da ONU declarou 2014 o Ano
Internacional da Agricultura Familiar. A declaração inédita para o setor é
resultado do reconhecimento do papel fundamental que esse sistema agropecuário
sustentável desempenha para o alcance da segurança alimentar no
planeta.
"Com esta decisão, a ONU reconhece a importância estratégica da agricultura familiar para a inclusão produtiva e para a segurança alimentar em todo o mundo - num momento em que este organismo vem manifestando sua preocupação para com o crescimento populacional, a alta dos preços dos alimentos e o problema da fome em vários países", analisa o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. A declaração é considerada uma vitória das 350 organizações de 60 países ligadas à agricultura familiar que apoiaram uma campanha iniciada em fevereiro de 2008 em favor dessa decisão, na qual o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) teve papel importante. É considerada também êxito da atuação da Coordenação de Produtores da Agricultura Familiar do Mercosul (Coprofam) da qual participa a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), ambas com atuação na Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf). "Foi uma vitória importante do ponto de vista político para fortalecer a agricultura familiar em todo o mundo. A Contag esteve mais de dois anos empenhada nessa campanha. Essas 350 organizações se uniram para sensibilizar governos a fim de que ela fosse reconhecida como instrumento de erradicação da fome de mais de um bilhão de pessoas, a estabelecer um tipo de agricultura que mantenha gente no campo e a fortalecer o sistema de agricultura familiar", afirmou o presidente da Contag, Alberto Broch. Florence salienta que a agricultura familiar - a qual no Brasil produz 70% dos alimentos consumidos pela população -, já é prioridade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e que a própria eleição do brasileiro José Graziano para a direção geral da organização foi um dos sintomas dessa nova atitude. "Graziano coordenou a elaboração e foi o responsável pela implantação do programa brasileiro Fome Zero, que assegurou a alimentação regular de milhares de brasileiros que estavam em situação de fome". O ministro lembra que o governo brasileiro, por meio do MDA, tem impulsionado o setor da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que fechou 2011 com uma carteira de crédito ativa de R$ 30 bilhões, mais de 3,2 milhões de contratos ativos e com inovações importantes para a melhoria da qualidade de vida e geração de renda do segmento, como o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). "Aperfeiçoar o crédito, a assistência técnica, o apoio à comercialização e as políticas públicas construídas ao longo dos últimos anos e aprimoradas em 2011 são nossos objetivos para 2012", disse o ministro. Em artigo recente publicado em jornal de grande circulação, o diretor-geral recém empossado da FAO, José Graziano, afirmou que "a agricultura familiar, considerada por muitos um passivo, na verdade é um ativo estratégico dessa travessia. Ela aglutina a carência e o potencial de milhares de comunidades em que se concentram os segmentos mais frágeis da população. Qualquer ganho na brecha de produtividade aí ampliará substancialmente a disponibilidade de comida na mesa dos mais pobres e de toda a sociedade, reduzindo a dependência em relação a alimentos importados e protegendo a economia da volatilidade das cotações internacionais". Na avaliação do chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial do MDA, Francesco Pierri, trata-se de uma declaração importante porque fortalece o modelo da agricultura familiar perante as instituições multilaterais e a comunidade internacional. "Não é uma proclamação vinculante, porém, ela é forte. Basta ver a atenção às comunidades afrodescendentes que ocorreu em 2011 e, em 2012, será o Ano Internacional das Cooperativas, ou seja, esperamos que ocorram avanços nesse setor", disse Pierri. Segundo ele, "a expectativa no MDA é que com essa declaração, também os blocos regionais passem a se ocupar da agricultura familiar de forma conjunta, tais como o faz o Mercosul por meio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar", observa. De acordo com dados de 2007 do Banco Mundial, "atualmente há três bilhões de pessoas que vivem em zonas rurais cuja maioria se dedica à agricultura ou à pecuária familiar e tem essa produção como principal meio de subsistência, porém têm acesso limitado à terra e a outros recursos financeiros e tecnológicos necessários para fazer da agricultura familiar uma empresa viável". O documento final da Conferência Mundial de Agricultura Familiar, realizadas em outubro de 2011, intitulado Alimentar o mundo, cuidar do planeta, dá conta de que atualmente há 1,5 milhão de agricultores familiares trabalhando em 404 milhões de unidades rurais de menos de dois hectares; 410 milhões cultivando em colheitas ocultas nos bosques e savanas; entre 100 e 200 milhões dedicados ao pastoreio; 100 milhões de pescadores artesanais; 370 milhões pertencem a comunidades indígenas. Além de mais 800 milhões de pessoas que cultivam hortas urbanas. No Brasil, segundo o Censo Agropecuário de 2006, entre 1996 e 2006, havia 13,7 milhões de pessoas ocupadas na agricultura familiar. A agricultura familiar no BrasilA agricultura familiar é hoje responsável por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006 - o mais recente feito no país -, são fornecidos pela agricultura familiar os principais alimentos consumidos pela população brasileira: 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38,0% do café, 34% do arroz, 58% do leite, possuíam 59% do plantel de suínos, 50% do plantel de aves, 30% dos bovinos, e produziam 21% do trigo. No Censo Agropecuário de 2006 foram identificados 4,3 milhões de estabelecimentos de agricultores familiares, o que representa 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas). Pela lei brasileira - 11.326/2006 - que trata da agricultura familiar, o agricultor familiar está definido como aquele que pratica atividades ou empreendimentos no meio rural, em área de até quatro módulos fiscais, utilizando predominantemente mão-de-obra da própria família em suas atividades econômicas. A lei abrange também silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. Fonte original: Ministério do Desenvolvimento Agrário - Assessoria de Comunicação Social do MDA |
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
ONU declara 2014 Ano Internacional da Agricultura Familiar
sábado, 7 de janeiro de 2012
Rabinos se manifestam biblicamente em relação ao homossexualismo
100 principais líderes religiosos citam a Torá para
combater investida pró-homossexualismo de Obama
Bob Unruh
Em uma impressionante declaração formal que confronta diretamente os esforços de Obama, que durante todo o seu mandato buscou promover e normalizar o homossexualismo, uma coalizão de rabinos ortodoxos e respeitados profissionais de saúde mental afirma que o homossexualismo é um comportamento que pode ser mudado e curado com terapia, se a pessoa assim o desejar.
“O conceito de que Deus criou um ser humano incapaz de encontrar felicidade em uma relação amorosa a não ser que viole uma proibição bíblica não é nem plausível nem aceitável”, afirma o documento, intitulado Declaration on the Torah Approach to Homossexuality.
Ele afirma que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e “curada”, e condena o “bombardeio propagandístico” que foi lançado “para persuadir o público sobre a legitimidade do homossexualismo”.
“Predominam na mídia as rotulações negativas que sugerem que quem não aceita o estilo de vida homossexual como legítimo o faz por ‘ódio’ ou porque é ‘homofóbico’. Essa coerção política silenciou muitos à condescendência. Infelizmente, essa atitude permeou a comunidade judaica, e muitos ficaram confusos ou aceitaram a postura da mídia sobre esse assunto”, afirma o documento.
De fato, assim que Obama assumiu o mandato em 2009, ele promulgou um projeto de lei que tratava de “crimes de ódio”, que aumentava as penas por crimes atribuídos ao “ódio” ao homossexualismo, fornecendo aos gays proteções especiais às quais outras vítimas não têm direito.
“A Torá declara explicitamente que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável ou uma identidade genuína, e proíbe severamente a conduta. Além disso, a Torá, sempre visionária sobre as influências seculares negativas, nos alerta em Vaicrá (Levítico) 20:23: ‘E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós...’ Principalmente se a Torá menciona o homossexualismo e outras práticas sexuais proibidas”, afirma a declaração.
O documento foi assinado por uma coalizão de mais de 100 rabinos, organizadores comunitários, líderes e profissionais de saúde mental. Dentre os signatários que decidiram vir a público está a psicóloga e autora Dra. Miriam Adaham de Jerusalém; o Rabino Simcha Feuerman, presidente da International Network of Orthodox Mental Health Professions (Rede Internacional de Profissões de Saúde Mental Ortodoxas); a psiquiatra de Los Angeles e autora Dra. Miriam Grossman; o Dr. Joseph Gelbfish de Brooklyn, Nova Iorque; o Rabino Yaakov Salomon, psicoterapeuta e autor; o Rabino Steven Pruzansky, vice presidente do Conselho Rabínico dos EUA, e dezenas de outros.
A declaração contradiz um documento de 2010 assinado por rabinos ortodoxos que acreditavam que “Judeus com orientação homossexual ou atração pelo mesmo sexo devem ser acolhidos como membros plenos da sinagoga e da comunidade escolar. Assim como com relação a gênero e etnia, eles devem participar e contar nos rituais, serem elegíveis para homenagens nas sinagogas, e serem tratados igualmente e sob o mesmo padrão haláquico e hagádico, assim como qualquer outro membro da sinagoga à qual se juntarem”.
Contradição
A declaração de 2010 também rejeitava a ideia de terapia para curar o homossexualismo, mas a nova declaração toma uma posição oposta.
“Rejeitamos enfaticamente a noção de que a pessoa com tendências homossexuais não possa superar sua tendência ou desejo. Os comportamentos podem ser mudados. A Torá não proíbe algo que seja impossível de mudar. Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel. Tal atitude também viola a proibição bíblica do Vaicrá (Levítico) 19:14 ‘nem porás tropeço diante do cego’”, afirma o documento.
A coalizão de rabinos e outras lideranças afirma que “apesar do politicamente correto, o único meio de ação aprovado pela Torá com relação ao homossexualismo é a terapia psicológica combinada à teshuvá, ou penitência”.
Os signatários concordam que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e curada.
A declaração foi escrita por uma comissão de 25 membros composta de rabinos, pais, pessoas sob terapia e “histórias de sucesso” daqueles que fizeram terapia e hoje vivem vidas heterossexuais, casados e com filhos, afirma o grupo.
Ele rejeita os esforços de “secularistas e pessoas da comunidade religiosa” para minimizar ou negar a possibilidade de mudança.
O tratamento recomendado na declaração é a terapia reparativa, ou a terapia afirmativa de gênero, que a declaração define como algo que “reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.
O propósito da declaração é ajudar os judeus que “estão confusos com essa questão e se tornaram coniventes com algumas noções falsas”, tais como a ideia “de que uma pessoa não pode controlar sua ‘natureza’, e portanto, deve aceitar sua tendência proibida como algo natural e normal que não precisa ser trabalhado ou curado”.
Os membros da comissão que compôs o documento estão sendo mantidos no anonimato, embora os signatários da declaração tenham ido a público. Mas os membros da comissão afirmaram em uma declaração paralela que eles superaram as atrações pelo mesmo sexo: “Emitimos essa declaração com base na Torá porque as mensagens da mídia e dos ativistas homossexuais são, na melhor das hipóteses, equivocadas, e na pior delas, simplesmente mentirosas".
‘Uso impróprio da compaixão’
“Os ativistas homossexuais estão fazendo uso impróprio da compaixão para convencer o público. Sua principal mensagem é que, se nós nos importamos com as pessoas, deveríamos aceitá-los como homossexuais e não pedir para que mudem. Eles têm reforçado essa mensagem pedindo para que as pessoas identificadas como homossexuais repitam constantemente a inverdade de que ‘não é possível mudar’, e que as pessoas ‘nascem assim’; que os homossexuais tentaram, mas ‘não conseguiram mudar’, e que se pudessem escolher, ‘jamais teriam escolhido isso’. Tudo o que eles querem é ‘aceitação, felicidade e amor, assim como todas as pessoas’”, explica o grupo.
No entanto, membros da comunidade judaica escrevem que a Torá “faz uma declaração inequívoca de que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável”, e que não há prova científica genuína de que o homossexualismo seja genético ou biológico.
Eles afirmam que o avanço da normalização do homossexualismo é uma verdadeira ameaça à liberdade religiosa.
Em Nova Iorque, por exemplo, onde o “casamento entre pessoas do mesmo sexo” foi recentemente legalizado, as sinagogas estão protegidas caso se recusem a celebrar um casamento homossexual.
No entanto, “Se a profissão de uma pessoa religiosa estiver relacionada a salão de casamento, fotografia, música, buffet etc., não há proteção legal caso eles se recusem a prestar serviços para o casamento homossexual. Além do mais, se o negócio envolver qualquer contrato ou licença estatal, este será revogado no caso de recusa de prestar serviços para um casamento entre pessoas do mesmo sexo”, alerta o grupo.
“Estamos começando a ver as repercussões para as pessoas de fé nessa questão. À medida que essas coisas se tornam lei, veremos cada vez mais manchetes desse tipo”, afirma a organização.
Repercussões
O grupo cita vários exemplos nos últimos meses, incluindo Peter Vidmar, que foi forçado a abandonar a equipe olímpica dos EUA depois que várias reportagens mostraram que ele apoiava iniciativas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo; um apresentador de TV de Toronto que foi demitido por apoiar o casamento tradicional; e uma empresa de fotografia de casamentos do estado de New Mexico, que foi multada por se recusar a fotografar uma cerimônia de “casamento” homossexual.
Até mesmo a Associação Americana de Psicologia voltou atrás na afirmação de que havia um “gene gay” ou alguma razão inevitável para o comportamento homossexual.
Como afirmou a AAP em dezembro, “não existem descobertas científicas que provam que uma pessoa nasce homossexual”.
A porta-voz Susan Rosenbluth, que representa os signatários da declaração, disse ao WND que é repreensível dizer a um garoto de 16 anos que está confuso com a atração pelo mesmo sexo: “Lamento por você”.
Ela acrescenta que há uma série de “tendências naturais” no âmbito do comportamento humano que devem ser controladas (e mudadas, se possível). Ela cita o alcoolismo ou o excesso de peso como um problema comportamental similar, que requer ajuda de outros para ser mudado.
Outros comportamentos são similares, afirma Rosenbluth.
‘É preciso muito trabalho’
“Não é natural tocar um violino. Não é algo que vem naturalmente. O mesmo pode-se dizer sobre a superação da atração pelo mesmo sexo. É preciso muito trabalho se você quiser fazê-lo”.
Rosenbluth afirma que a lei judaica não diz em lugar nenhum que não é kasher [permitido] comer lama, porque ninguém irá fazer isso. Mas, segundo ela, a declaração judaica aborda o problema do homossexualismo, tratando-o da mesma forma que o roubo, algo que as pessoas tendem a querer fazer, mas não são permitidas.
Ela acrescenta que as pessoas de fé não devem ignorar a questão do homossexualismo.
“Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel”, afirma o documento.
Ele recomenda “terapia reparativa ou terapia afirmativa de gênero”. Isso é definido como “algo que reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.
E a “teshuvá” é a obrigação da Torá para que as pessoas se afastem “de qualquer transgressão ou pecado e retornem a D’us e à sua essência espiritual”.
Culpa de Obama
Há poucos dias uma ex-lésbica que agora lidera um ministério especializado afirma que Obama está usando a sua influência mundial “e o poder financeiro do governo” para promover o homossexualismo.
Ela é Janet Boynes, do Janet Boynes Ministries, que afirma logo de cara que o seu objetivo é “ministrar a pessoas que questionam a própria sexualidade ou que queiram deixar o homossexualismo”. “O JBM busca informar e desafiar as igrejas e a sociedade sobre as questões acerca do homossexualismo e ensinar como ministrar à comunidade homossexual”.
Boynes disse ao WND que muitos “secularistas jovens e ingênuos” estão ocupados seguindo a liderança de Obama em sua agenda sexualmente permissiva, cujo resultado será “o fim dos valores e das famílias tradicionais”. A agenda de Obama também “propaga o ataque às crenças judaico-cristãs em escala global”.
Mas enquanto vários outros ministros criticam a determinação pró-homossexualismo de Obama, este colocou mais homossexuais em posições de poder do que qualquer outro presidente, abriu as forças armadas para o homossexualismo declarado, e promulgou um plano de “crimes de ódio” que garante proteção especial aos homossexuais. Boynes vai além.
“A Bíblia diz que o ladrão vem senão para roubar, matar e destruir (João 10:10)”, afirma. “O seu principal objetivo é trazer confusão e causar divisões dentro da igreja, e ele o faz alterando a verdade de Deus de uma maneira que muitos cristãos acabam sendo enganados se não estiverem firmados e fundamentados na palavra de Deus”.
O WND recentemente noticiou que a política da administração Obama é a nova polícia sexual, e que recentemente foi emitido um decreto presidencial que alguns dizem ter como objetivo certo criar “cotas” para LGBTs nas contratações do governo federal.
O WND também noticiou a pressão de várias autoridades administrativas para normalizar o comportamento LGBT, incluindo a designação de “identidade de gênero” como um status protegido pelos cargos federais.
O articulista Matt Barber do WND escreveu que os esquerdistas estão “desesperados” nos seus esforços para “desencavar alguma racionalização natural e biológica, para a qual a ciência não encontrou nenhuma, para validar um comportamento comprovadamente não natural”.
“É por isso que estamos vendo um ódio tão visceral da esquerda à comunidade ex-gay”. Do ponto de vista político e legal, é estrategicamente crucial que esses esquerdistas solapem e marginalizem a experiência real de incontáveis milhares de ex-homossexuais”, afirma Barber. “Essa malevolência representa uma profunda falta de respeito pelo ‘direito de escolha’ das pessoas”. A mentira favorita é a seguinte: ‘O gay dentro de você não vai sair com reza’. Uma vez que você se identifica, ou é rotulado, como ‘gay’, não há mais saída.
“Ironicamente, esses mesmos liberais sugerem cinicamente que algo realmente inato como o sexo biológico pode ser mudado. Se você é um homem hoje, mas se sente como uma mulher, basta alguns cortezinhos e voilá! Você se torna mulher”, afirma Barber.
Alerta dos pediatras
O WND noticiou anteriormente quando uma coalizão de pediatras alertou educadores para que não promovessem o comportamento “gay”.
A American College of Pediatricians (Conselho Federal de Pediatria), uma organização sem fins lucrativos financiada por membros e doadores, escreveu para as secretarias de educação afirmando que “Não é papel das escolas diagnosticar ou tratar a condição médica de qualquer estudante, e muito menos ‘afirmar’ uma orientação sexual percebida”.
Além disso, as escolas podem criar uma “vida de dor e sofrimento desnecessários” para uma criança quando reforçam um comportamento escolhido a partir da “confusão” de uma criança.
“Mesmo quando motivado por intenções nobres, as escolas podem ironicamente desempenhar um papel desastroso se estimularem essa desordem”, afirma a carta, assinada pelo Dr. Tom Benton, presidente da organização.
O grupo também criou um website chamado Facts About Youth, como um recurso para que as autoridades escolares tenham acesso a fatos oriundos de um “canal apolítico e não religioso”.
“O único curso de ação viável que está em conformidade com a Torá é a terapia e a teshuvá”, afirma o novo documento. “Não existe outra solução prática permitida pela Torá com relação a esse assunto”.
Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Título original: RABBIS GET BIBLICAL ON SAME-SEX LOVIN’
Fonte em português: www.juliosevero.com
Bob Unruh
Em uma impressionante declaração formal que confronta diretamente os esforços de Obama, que durante todo o seu mandato buscou promover e normalizar o homossexualismo, uma coalizão de rabinos ortodoxos e respeitados profissionais de saúde mental afirma que o homossexualismo é um comportamento que pode ser mudado e curado com terapia, se a pessoa assim o desejar.
“O conceito de que Deus criou um ser humano incapaz de encontrar felicidade em uma relação amorosa a não ser que viole uma proibição bíblica não é nem plausível nem aceitável”, afirma o documento, intitulado Declaration on the Torah Approach to Homossexuality.
Ele afirma que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e “curada”, e condena o “bombardeio propagandístico” que foi lançado “para persuadir o público sobre a legitimidade do homossexualismo”.
“Predominam na mídia as rotulações negativas que sugerem que quem não aceita o estilo de vida homossexual como legítimo o faz por ‘ódio’ ou porque é ‘homofóbico’. Essa coerção política silenciou muitos à condescendência. Infelizmente, essa atitude permeou a comunidade judaica, e muitos ficaram confusos ou aceitaram a postura da mídia sobre esse assunto”, afirma o documento.
De fato, assim que Obama assumiu o mandato em 2009, ele promulgou um projeto de lei que tratava de “crimes de ódio”, que aumentava as penas por crimes atribuídos ao “ódio” ao homossexualismo, fornecendo aos gays proteções especiais às quais outras vítimas não têm direito.
“A Torá declara explicitamente que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável ou uma identidade genuína, e proíbe severamente a conduta. Além disso, a Torá, sempre visionária sobre as influências seculares negativas, nos alerta em Vaicrá (Levítico) 20:23: ‘E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós...’ Principalmente se a Torá menciona o homossexualismo e outras práticas sexuais proibidas”, afirma a declaração.
O documento foi assinado por uma coalizão de mais de 100 rabinos, organizadores comunitários, líderes e profissionais de saúde mental. Dentre os signatários que decidiram vir a público está a psicóloga e autora Dra. Miriam Adaham de Jerusalém; o Rabino Simcha Feuerman, presidente da International Network of Orthodox Mental Health Professions (Rede Internacional de Profissões de Saúde Mental Ortodoxas); a psiquiatra de Los Angeles e autora Dra. Miriam Grossman; o Dr. Joseph Gelbfish de Brooklyn, Nova Iorque; o Rabino Yaakov Salomon, psicoterapeuta e autor; o Rabino Steven Pruzansky, vice presidente do Conselho Rabínico dos EUA, e dezenas de outros.
A declaração contradiz um documento de 2010 assinado por rabinos ortodoxos que acreditavam que “Judeus com orientação homossexual ou atração pelo mesmo sexo devem ser acolhidos como membros plenos da sinagoga e da comunidade escolar. Assim como com relação a gênero e etnia, eles devem participar e contar nos rituais, serem elegíveis para homenagens nas sinagogas, e serem tratados igualmente e sob o mesmo padrão haláquico e hagádico, assim como qualquer outro membro da sinagoga à qual se juntarem”.
Contradição
A declaração de 2010 também rejeitava a ideia de terapia para curar o homossexualismo, mas a nova declaração toma uma posição oposta.
“Rejeitamos enfaticamente a noção de que a pessoa com tendências homossexuais não possa superar sua tendência ou desejo. Os comportamentos podem ser mudados. A Torá não proíbe algo que seja impossível de mudar. Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel. Tal atitude também viola a proibição bíblica do Vaicrá (Levítico) 19:14 ‘nem porás tropeço diante do cego’”, afirma o documento.
A coalizão de rabinos e outras lideranças afirma que “apesar do politicamente correto, o único meio de ação aprovado pela Torá com relação ao homossexualismo é a terapia psicológica combinada à teshuvá, ou penitência”.
Os signatários concordam que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e curada.
A declaração foi escrita por uma comissão de 25 membros composta de rabinos, pais, pessoas sob terapia e “histórias de sucesso” daqueles que fizeram terapia e hoje vivem vidas heterossexuais, casados e com filhos, afirma o grupo.
Ele rejeita os esforços de “secularistas e pessoas da comunidade religiosa” para minimizar ou negar a possibilidade de mudança.
O tratamento recomendado na declaração é a terapia reparativa, ou a terapia afirmativa de gênero, que a declaração define como algo que “reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.
O propósito da declaração é ajudar os judeus que “estão confusos com essa questão e se tornaram coniventes com algumas noções falsas”, tais como a ideia “de que uma pessoa não pode controlar sua ‘natureza’, e portanto, deve aceitar sua tendência proibida como algo natural e normal que não precisa ser trabalhado ou curado”.
Os membros da comissão que compôs o documento estão sendo mantidos no anonimato, embora os signatários da declaração tenham ido a público. Mas os membros da comissão afirmaram em uma declaração paralela que eles superaram as atrações pelo mesmo sexo: “Emitimos essa declaração com base na Torá porque as mensagens da mídia e dos ativistas homossexuais são, na melhor das hipóteses, equivocadas, e na pior delas, simplesmente mentirosas".
‘Uso impróprio da compaixão’
“Os ativistas homossexuais estão fazendo uso impróprio da compaixão para convencer o público. Sua principal mensagem é que, se nós nos importamos com as pessoas, deveríamos aceitá-los como homossexuais e não pedir para que mudem. Eles têm reforçado essa mensagem pedindo para que as pessoas identificadas como homossexuais repitam constantemente a inverdade de que ‘não é possível mudar’, e que as pessoas ‘nascem assim’; que os homossexuais tentaram, mas ‘não conseguiram mudar’, e que se pudessem escolher, ‘jamais teriam escolhido isso’. Tudo o que eles querem é ‘aceitação, felicidade e amor, assim como todas as pessoas’”, explica o grupo.
No entanto, membros da comunidade judaica escrevem que a Torá “faz uma declaração inequívoca de que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável”, e que não há prova científica genuína de que o homossexualismo seja genético ou biológico.
Eles afirmam que o avanço da normalização do homossexualismo é uma verdadeira ameaça à liberdade religiosa.
Em Nova Iorque, por exemplo, onde o “casamento entre pessoas do mesmo sexo” foi recentemente legalizado, as sinagogas estão protegidas caso se recusem a celebrar um casamento homossexual.
No entanto, “Se a profissão de uma pessoa religiosa estiver relacionada a salão de casamento, fotografia, música, buffet etc., não há proteção legal caso eles se recusem a prestar serviços para o casamento homossexual. Além do mais, se o negócio envolver qualquer contrato ou licença estatal, este será revogado no caso de recusa de prestar serviços para um casamento entre pessoas do mesmo sexo”, alerta o grupo.
“Estamos começando a ver as repercussões para as pessoas de fé nessa questão. À medida que essas coisas se tornam lei, veremos cada vez mais manchetes desse tipo”, afirma a organização.
Repercussões
O grupo cita vários exemplos nos últimos meses, incluindo Peter Vidmar, que foi forçado a abandonar a equipe olímpica dos EUA depois que várias reportagens mostraram que ele apoiava iniciativas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo; um apresentador de TV de Toronto que foi demitido por apoiar o casamento tradicional; e uma empresa de fotografia de casamentos do estado de New Mexico, que foi multada por se recusar a fotografar uma cerimônia de “casamento” homossexual.
Até mesmo a Associação Americana de Psicologia voltou atrás na afirmação de que havia um “gene gay” ou alguma razão inevitável para o comportamento homossexual.
Como afirmou a AAP em dezembro, “não existem descobertas científicas que provam que uma pessoa nasce homossexual”.
A porta-voz Susan Rosenbluth, que representa os signatários da declaração, disse ao WND que é repreensível dizer a um garoto de 16 anos que está confuso com a atração pelo mesmo sexo: “Lamento por você”.
Ela acrescenta que há uma série de “tendências naturais” no âmbito do comportamento humano que devem ser controladas (e mudadas, se possível). Ela cita o alcoolismo ou o excesso de peso como um problema comportamental similar, que requer ajuda de outros para ser mudado.
Outros comportamentos são similares, afirma Rosenbluth.
‘É preciso muito trabalho’
“Não é natural tocar um violino. Não é algo que vem naturalmente. O mesmo pode-se dizer sobre a superação da atração pelo mesmo sexo. É preciso muito trabalho se você quiser fazê-lo”.
Rosenbluth afirma que a lei judaica não diz em lugar nenhum que não é kasher [permitido] comer lama, porque ninguém irá fazer isso. Mas, segundo ela, a declaração judaica aborda o problema do homossexualismo, tratando-o da mesma forma que o roubo, algo que as pessoas tendem a querer fazer, mas não são permitidas.
Ela acrescenta que as pessoas de fé não devem ignorar a questão do homossexualismo.
“Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel”, afirma o documento.
Ele recomenda “terapia reparativa ou terapia afirmativa de gênero”. Isso é definido como “algo que reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.
E a “teshuvá” é a obrigação da Torá para que as pessoas se afastem “de qualquer transgressão ou pecado e retornem a D’us e à sua essência espiritual”.
Culpa de Obama
Há poucos dias uma ex-lésbica que agora lidera um ministério especializado afirma que Obama está usando a sua influência mundial “e o poder financeiro do governo” para promover o homossexualismo.
Ela é Janet Boynes, do Janet Boynes Ministries, que afirma logo de cara que o seu objetivo é “ministrar a pessoas que questionam a própria sexualidade ou que queiram deixar o homossexualismo”. “O JBM busca informar e desafiar as igrejas e a sociedade sobre as questões acerca do homossexualismo e ensinar como ministrar à comunidade homossexual”.
Boynes disse ao WND que muitos “secularistas jovens e ingênuos” estão ocupados seguindo a liderança de Obama em sua agenda sexualmente permissiva, cujo resultado será “o fim dos valores e das famílias tradicionais”. A agenda de Obama também “propaga o ataque às crenças judaico-cristãs em escala global”.
Mas enquanto vários outros ministros criticam a determinação pró-homossexualismo de Obama, este colocou mais homossexuais em posições de poder do que qualquer outro presidente, abriu as forças armadas para o homossexualismo declarado, e promulgou um plano de “crimes de ódio” que garante proteção especial aos homossexuais. Boynes vai além.
“A Bíblia diz que o ladrão vem senão para roubar, matar e destruir (João 10:10)”, afirma. “O seu principal objetivo é trazer confusão e causar divisões dentro da igreja, e ele o faz alterando a verdade de Deus de uma maneira que muitos cristãos acabam sendo enganados se não estiverem firmados e fundamentados na palavra de Deus”.
O WND recentemente noticiou que a política da administração Obama é a nova polícia sexual, e que recentemente foi emitido um decreto presidencial que alguns dizem ter como objetivo certo criar “cotas” para LGBTs nas contratações do governo federal.
O WND também noticiou a pressão de várias autoridades administrativas para normalizar o comportamento LGBT, incluindo a designação de “identidade de gênero” como um status protegido pelos cargos federais.
O articulista Matt Barber do WND escreveu que os esquerdistas estão “desesperados” nos seus esforços para “desencavar alguma racionalização natural e biológica, para a qual a ciência não encontrou nenhuma, para validar um comportamento comprovadamente não natural”.
“É por isso que estamos vendo um ódio tão visceral da esquerda à comunidade ex-gay”. Do ponto de vista político e legal, é estrategicamente crucial que esses esquerdistas solapem e marginalizem a experiência real de incontáveis milhares de ex-homossexuais”, afirma Barber. “Essa malevolência representa uma profunda falta de respeito pelo ‘direito de escolha’ das pessoas”. A mentira favorita é a seguinte: ‘O gay dentro de você não vai sair com reza’. Uma vez que você se identifica, ou é rotulado, como ‘gay’, não há mais saída.
“Ironicamente, esses mesmos liberais sugerem cinicamente que algo realmente inato como o sexo biológico pode ser mudado. Se você é um homem hoje, mas se sente como uma mulher, basta alguns cortezinhos e voilá! Você se torna mulher”, afirma Barber.
Alerta dos pediatras
O WND noticiou anteriormente quando uma coalizão de pediatras alertou educadores para que não promovessem o comportamento “gay”.
A American College of Pediatricians (Conselho Federal de Pediatria), uma organização sem fins lucrativos financiada por membros e doadores, escreveu para as secretarias de educação afirmando que “Não é papel das escolas diagnosticar ou tratar a condição médica de qualquer estudante, e muito menos ‘afirmar’ uma orientação sexual percebida”.
Além disso, as escolas podem criar uma “vida de dor e sofrimento desnecessários” para uma criança quando reforçam um comportamento escolhido a partir da “confusão” de uma criança.
“Mesmo quando motivado por intenções nobres, as escolas podem ironicamente desempenhar um papel desastroso se estimularem essa desordem”, afirma a carta, assinada pelo Dr. Tom Benton, presidente da organização.
O grupo também criou um website chamado Facts About Youth, como um recurso para que as autoridades escolares tenham acesso a fatos oriundos de um “canal apolítico e não religioso”.
“O único curso de ação viável que está em conformidade com a Torá é a terapia e a teshuvá”, afirma o novo documento. “Não existe outra solução prática permitida pela Torá com relação a esse assunto”.
Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Título original: RABBIS GET BIBLICAL ON SAME-SEX LOVIN’
Fonte em português: www.juliosevero.com
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
NÃO PERCA A CABEÇA - PARASHÁ VAYECHI 5772
"O Rav Moshe Cordovero foi um dos cabalistas
mais notáveis de todos os tempos. Passou a maior parte da sua vida na cidade
sagrada de Tzfat, o lar da Cabalá. Escreveu obras incríveis, com comentários
sobre a parte oculta da Torá. Um dos seus maiores alunos, o Arizal, que também
se tornou um grande cabalista, viu no dia do enterro do Rav Moshe Cordovero uma
coluna de fogo que subia do túmulo e ia até o céu. Perguntou, entre a multidão
que acompanhava o enterro, se mais alguém estava vendo algo incomum. Um rapaz
jovem, de aproximadamente quinze anos, se aproximou e disse que também conseguia
enxergar uma coluna de fogo que ia até o céu. O Arizal entendeu que aquele rapaz
tinha um enorme potencial e estava em um alto nível espiritual. Por isso, se
interessou em adotar o rapaz e ensiná-lo Torá.No dia seguinte, o rapaz se apresentou logo
cedo na casa do Arizal, animado para iniciar os estudos. Ele estava eufórico com
a possibilidade de receber conhecimentos de Torá diretamente do famoso Arizal.
Porém o Arizal, através de seu Ruach Hakodesh (percepção espiritual aguçada),
descobriu que o rapaz, durante a noite, havia cometido uma gravíssima
transgressão. Profundamente decepcionado, o Arizal falou ao
rapaz:
- Me desculpe, mas você terá que ir embora, pois você perdeu seu nível espiritual elevado. Infelizmente não poderei mais te ensinar Torá.
E aquele rapaz, apesar de ter um enorme potencial, deixou de receber, para sempre, todo o conhecimento magnífico que o Arizal tinha para transmitir"
Todos os dias temos que nos questionar se estamos cumprindo o nosso potencial ou se, através de atos equivocados, estamos deixando passar grandes possibilidades de crescimento espiritual.
********************************************
Nesta semana terminamos o primeiro livro da Torá, Bereshit, com a Parashá Vayechi, que descreve a morte de Yaacov aos 147 anos. Apesar de ter morrido no Egito, Yaacov foi enterrado na Mearat Hamachpelá, em Israel, junto com seus antepassados, conforme havia pedido aos seus filhos. D'us também havia garantido a Yaacov que ele seria enterrado na terra de Israel, como está escrito: "Eu descerei com você ao Egito, e Eu certamente trarei você de volta" (Bereshit 46:4). Mas houve alguém que tentou estragar os planos de D'us: Essav.
Quando Yaacov recebeu a Brachá de primogenitura no lugar de Essav, sua mãe Rivka descobriu que Essav queria matá-lo. Então ela chamou Yaacov e mandou-o fugir, argumentando: "Por que eu deveria me enlutar por vocês dois no mesmo dia?" (Bereshit 27:45). Rashi, famoso comentarista da Torá, explica que estas palavras de Rivka eram proféticas e realmente se cumpriram. Apesar de Yaacov e Essav não terem morrido no mesmo dia, eles foram enterrados no mesmo dia. Como isto aconteceu?
Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que descreve detalhes do enterro de Yaacov. Yossef e seus irmãos, como haviam se comprometido, viajaram do Egito para Israel levando o caixão de Yaacov, seguido por uma multidão de pessoas que queriam dar a Yaacov as últimas honrarias. Mas quando o cortejo fúnebre chegou à Maarat Hamachpelá, local onde estavam enterrados os outros patriarcas e matriarcas, na porta estava Essav, querendo impedir o enterro, argumentando que era dele o direito de ser enterrado lá por ser o filho primogênito. Os filhos de Yaacov argumentaram que Essav havia vendido sua primogenitura e, portanto, também o direito de ser enterrado na Mearat Hamachpelá, mas Essav exigiu um documento que comprovasse a venda. O documento existia, mas estava no Egito, o que na época significava alguns dias de viagem. Como o impasse não se resolvia através do diálogo, Naftali, um dos filhos de Yaacov, partiu para o Egito em busca do documento. Enquanto isso, o corpo de Yaacov ficou exposto à vergonha, diante de uma multidão que aguardava seu enterro.
- Me desculpe, mas você terá que ir embora, pois você perdeu seu nível espiritual elevado. Infelizmente não poderei mais te ensinar Torá.
E aquele rapaz, apesar de ter um enorme potencial, deixou de receber, para sempre, todo o conhecimento magnífico que o Arizal tinha para transmitir"
Todos os dias temos que nos questionar se estamos cumprindo o nosso potencial ou se, através de atos equivocados, estamos deixando passar grandes possibilidades de crescimento espiritual.
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Nesta semana terminamos o primeiro livro da Torá, Bereshit, com a Parashá Vayechi, que descreve a morte de Yaacov aos 147 anos. Apesar de ter morrido no Egito, Yaacov foi enterrado na Mearat Hamachpelá, em Israel, junto com seus antepassados, conforme havia pedido aos seus filhos. D'us também havia garantido a Yaacov que ele seria enterrado na terra de Israel, como está escrito: "Eu descerei com você ao Egito, e Eu certamente trarei você de volta" (Bereshit 46:4). Mas houve alguém que tentou estragar os planos de D'us: Essav.
Quando Yaacov recebeu a Brachá de primogenitura no lugar de Essav, sua mãe Rivka descobriu que Essav queria matá-lo. Então ela chamou Yaacov e mandou-o fugir, argumentando: "Por que eu deveria me enlutar por vocês dois no mesmo dia?" (Bereshit 27:45). Rashi, famoso comentarista da Torá, explica que estas palavras de Rivka eram proféticas e realmente se cumpriram. Apesar de Yaacov e Essav não terem morrido no mesmo dia, eles foram enterrados no mesmo dia. Como isto aconteceu?
Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que descreve detalhes do enterro de Yaacov. Yossef e seus irmãos, como haviam se comprometido, viajaram do Egito para Israel levando o caixão de Yaacov, seguido por uma multidão de pessoas que queriam dar a Yaacov as últimas honrarias. Mas quando o cortejo fúnebre chegou à Maarat Hamachpelá, local onde estavam enterrados os outros patriarcas e matriarcas, na porta estava Essav, querendo impedir o enterro, argumentando que era dele o direito de ser enterrado lá por ser o filho primogênito. Os filhos de Yaacov argumentaram que Essav havia vendido sua primogenitura e, portanto, também o direito de ser enterrado na Mearat Hamachpelá, mas Essav exigiu um documento que comprovasse a venda. O documento existia, mas estava no Egito, o que na época significava alguns dias de viagem. Como o impasse não se resolvia através do diálogo, Naftali, um dos filhos de Yaacov, partiu para o Egito em busca do documento. Enquanto isso, o corpo de Yaacov ficou exposto à vergonha, diante de uma multidão que aguardava seu enterro.
Porém, houve alguém que não participou de
toda aquela discussão. Dan, um dos filhos de Yaacov, tinha um filho surdo
chamado Chushin. E justamente por ser surdo ele não escutou toda a discussão.
Quando viu que o enterro demorava mais do que o normal, perguntou o motivo e foi
informado de que Essav, o malvado, impedia o enterro com argumentos mentirosos,
causando uma grande vergonha para seu avô Yaacov. Sem pensar duas vezes, Chushin
pegou um pedaço de madeira e golpeou Essav, que morreu imediatamente. Somente
então Yaacov pôde ter um enterro digno.
Mas o Midrash conta um detalhe muito
intrigante sobre a morte de Essav. Com o golpe que recebeu de Chushin, sua
cabeça rolou até a Mearat Hamachpelá e lá foi enterrada, enquanto seu corpo foi
enterrado do lado de fora. O que significa esta informação adicional do Midrash?
Não era suficiente apenas dizer que Essav morreu?
Na verdade o Midrash está dizendo algo mais
profundo, e não apenas nos relatando a morte física de Essav. A cabeça
representa as nossas decisões racionais, o nosso potencial, enquanto o corpo
representa as nossas vontades e desejos. Essav tinha a cabeça de um patriarca,
isto é, um gigantesco potencial, como o de Yaacov. Um exemplo foi a maneira
perfeita como ele cumpriu a Mitzvá de "Kibud Av Ve Em" (Honrar os pais). Por
isso sua cabeça, que representava seu potencial, teve o mérito de ser enterrada
na Mearat Hamachpelá, junto com os outros patriarcas. E o que significa que o
corpo de Essav foi enterrado fora? Que, apesar de seu gigantesco potencial, ele
não conseguiu colocá-lo em prática. Utilizou suas forças e os meios que D'us lhe
deu apenas para buscar prazeres materiais. Ele desperdiçou a chance de cumprir
sua missão no mundo e elevar a humanidade inteira junto com
ele.
O Rav Yaakov Weinberg zt"l traz uma prova da
grandeza de Essav nos versículos da Haftará da Parashá Toldot (A Haftará é um
trecho do Livro dos Profetas e Escrituras). Assim está escrito: "Não era Essav
irmão de Yaacov? - Palavras de D'us - mas Eu amei Yaacov" (Malachi 1:2). O
versículo ressalta que D'us tinha duas opções, isto é, Essav era uma opção,
porém D'us escolheu Yaacov.
Mas deste versículo ficam algumas perguntas.
Por que o profeta Malachi não falou o motivo da escolha de Yaacov? Além disso,
na continuação das palavras do profeta, ele faz uma dura crítica aos Cohanim
(sacerdotes) que serviam no Templo em sua época, que desprezavam o Serviço
Divino. Qual a conexão desta crítica com a escolha de Yaacov ao invés de
Essav?
A resposta está no versículo "E comeu,
bebeu, se levantou e se foi. E Essav desprezou a primogenitura" (Bereshit
25:34). A característica de Essav que o afastou de D'us foi que ele desprezou o
Serviço Divino, desprezou sua espiritualidade, teve preguiça de cumprir seu
potencial. E esta foi a bronca que o profeta deu nos Cohanim, que também
desprezaram o Serviço Divino. Por isso o profeta juntou os dois assuntos, para
nos ensinar que precisamos ter um cuidado especial na forma como fazemos o nosso
Serviço a D'us, pois foi justamente o motivo pelo qual D'us rejeitou Essav e
escolheu Yaacov. Pois enquanto Essav desprezou sua espiritualidade, Yaacov e
seus descendentes demonstraram grande respeito em relação ao Serviço
Divino.
É interessante ver um movimento cada vez
maior de pessoas procurando pelo estudo da Kabalá. Por que este interesse tão
grande pelo misticismo judaico? Por que o lado oculto atrai tanto as pessoas?
Por um lado, a busca pelo misticismo é a vontade de conhecer um pouco mais sobre
o que nossos olhos não podem enxergar: o mundo espiritual. Por outro lado, este
"fogo" pelo místico é uma forma das pessoas se sentirem espiritualizadas sem
precisar de esforço. Cria-se uma falsa idéia de que não é necessário cumprir
Mitzvót para se conectar com D'us, o importante é apenas assistir algumas aulas
de Kabalá e assim já seremos seres espirituais. Infelizmente isto é uma
auto-enganação, e vem da nossa preguiça de buscarmos os caminhos corretos. A
única forma de crescermos espiritualmente é através do esforço, do cumprimento
das Mitzvót, conforme está explícito na Torá.
Atualmente o serviço a D'us é representado
principalmente pela Tefilá (reza). Portanto é na nossa Tefilá e no cumprimento
das Mitzvót que podemos mostrar para D'us que ainda somos merecedores de sermos
escolhidos no lugar de Essav. Mas se fizermos nossa Tefilá sem concentração,
tivermos preguiça de acordar cedo para rezar ou chegarmos cansados de noite e
não tivermos vontade de rezar, estaremos demonstrando que também estamos
desprezando nosso Serviço Divino. Temos um potencial a ser concretizado, e a
única forma é através do nosso esforço. Somente assim poderemos ter a certeza de
que, no final de nossas vidas, não teremos uma cabeça de Yaacov e um corpo de
Essav.
SHABAT SHALOM
R' Efraim Birbojm
Gn. 47:28-50:26, 1 Rs. 2:1-12, 1 Pe. 1:1-9
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O Tea Party na democracia americana
Escrito por Nivaldo Cordeiro
Dificilmente quem for consagrado pelas primárias do Partido Republicano poderá deixar de atender o anseio minarquista dos membros do Tea Party.
A leitura do artigo de hoje do Demétrio Magnoli (Os epígonos despedem-se em Iowa) é uma prova de que mesmo analistas supostamente isentos podem destilar preconceitos sobre os grupos conservadores surgidos recentemente nos EUA, sob a denominação genérica de Tea Party. Esses grupos insuflaram vida nova e de fato mudaram a trajetória do governo, de tal modo que as política esquerdistas foram inutilizadas e a irresponsabilidade que Barack Obama faria na condução dos negócios públicos foi devidamente abortada. O controle da Câmara de Deputados na última eleição legislativa dá o grau de profundidade da ação política desses grupos, que dispõem de amplo respaldo popular.
Dificilmente quem for consagrado pelas primárias do Partido Republicano poderá deixar de atender o anseio minarquista dos membros do Tea Party. É isso que de fato os une, o anseio por reduzir a tributação, as despesas e a ingerência do Estado na vida das pessoas. E também a preservação dos bons costumes cristãos, provavelmente a força motivadora dessa aguerrida ala do partido.
Os republicanos que comungam do consenso social-democrata estão fora do jogo, se tomarmos qualquer dos postulantes. Essa é a prova de que agora é o tempo do triunfo da visão conservadora, ao menos no interior desse partido. Magnoli revelou-se um grande torcedor-analista ao escrever: "O insucesso dos radicais na primeira batalha praticamente define os rumos da campanha inteira. Romney, que prudentemente ficou acima da briga de facas, deve ser coroado desafiante de Barack Obama nas primárias da Flórida, em menos de um mês". Pode queimar a língua duplamente, seja porque o governador do Texas não é hostil ao Tea Party, seja porque é ainda muito cedo para afirmar que seu nome foi consagrado.
O horizonte político que se abre para os EUA é conservador, de um modo que já se havia esquecido. A crise permitiu brotar todo o ressentimento contra o irracionalismo do coletivismo social-democrata, que tomou conta daquele país também. É o tempo de correção de rumos. A vitória eventual do candidato republicano contra Obama, qualquer que seja ele, será um divisor de águas. As política coletivistas serão aposentadas impiedosamente, com severas repercussões para o resto do mundo. Num cenário assim, pode-se até imaginar o renascer do conservadorismo no Brasil.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/12712-o-tea-party-na-democracia-americana.html
Dificilmente quem for consagrado pelas primárias do Partido Republicano poderá deixar de atender o anseio minarquista dos membros do Tea Party.
A leitura do artigo de hoje do Demétrio Magnoli (Os epígonos despedem-se em Iowa) é uma prova de que mesmo analistas supostamente isentos podem destilar preconceitos sobre os grupos conservadores surgidos recentemente nos EUA, sob a denominação genérica de Tea Party. Esses grupos insuflaram vida nova e de fato mudaram a trajetória do governo, de tal modo que as política esquerdistas foram inutilizadas e a irresponsabilidade que Barack Obama faria na condução dos negócios públicos foi devidamente abortada. O controle da Câmara de Deputados na última eleição legislativa dá o grau de profundidade da ação política desses grupos, que dispõem de amplo respaldo popular.
Desde o Pós-guerra houve uma sincronia e alinhamento na ação política e administrativa do Estado norte-americano, em torno do programa da social-democracia, por ambos os partidos dominantes. A resistência conservadora, mal alinhada, limitavas a conter as iniciativas de elevação de impostos. O governo Reagan, lembrado pelo articulista, como de resto os dos Bush, não mudaram essencialmente o modo de agir quando comparados aos governos dos presidentes democratas. Os membros do Tea Party, ao contrário, querem mesmo destruir o consenso social-democrata. Repudiam o Estado grande, desconfiam da mão do governo e querem que este se circunscreva a suas funções ditas clássicas. Atualmente é a única força de fato que enfrenta a social-democracia, com desdobramentos planetários. Afinal, os Tea Party não querem o governo mundial e execram a redução do poder nacional norte-americano. Em boa hora.
Demétrio Magnoli revelou-se um desses críticos torcedores contra o Tea Party ao tratar a convenção de Iowa de forma depreciativa e os principais postulantes a presidente pelo Partido Republicano da mesma forma . A tal ponto que proclamou: "A primária inicial da campanha republicana assinala o fracasso do movimento conservador abrigado sob a abóbada do Tea Party". Um grave equívoco de interpretação e uma inverdade evidente.Dificilmente quem for consagrado pelas primárias do Partido Republicano poderá deixar de atender o anseio minarquista dos membros do Tea Party. É isso que de fato os une, o anseio por reduzir a tributação, as despesas e a ingerência do Estado na vida das pessoas. E também a preservação dos bons costumes cristãos, provavelmente a força motivadora dessa aguerrida ala do partido.
Os republicanos que comungam do consenso social-democrata estão fora do jogo, se tomarmos qualquer dos postulantes. Essa é a prova de que agora é o tempo do triunfo da visão conservadora, ao menos no interior desse partido. Magnoli revelou-se um grande torcedor-analista ao escrever: "O insucesso dos radicais na primeira batalha praticamente define os rumos da campanha inteira. Romney, que prudentemente ficou acima da briga de facas, deve ser coroado desafiante de Barack Obama nas primárias da Flórida, em menos de um mês". Pode queimar a língua duplamente, seja porque o governador do Texas não é hostil ao Tea Party, seja porque é ainda muito cedo para afirmar que seu nome foi consagrado.
O horizonte político que se abre para os EUA é conservador, de um modo que já se havia esquecido. A crise permitiu brotar todo o ressentimento contra o irracionalismo do coletivismo social-democrata, que tomou conta daquele país também. É o tempo de correção de rumos. A vitória eventual do candidato republicano contra Obama, qualquer que seja ele, será um divisor de águas. As política coletivistas serão aposentadas impiedosamente, com severas repercussões para o resto do mundo. Num cenário assim, pode-se até imaginar o renascer do conservadorismo no Brasil.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/12712-o-tea-party-na-democracia-americana.html
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O sinal amarelo está aceso
Jornal do Comércio |
| Danilo Ucha |
A indústria e a agricultura esperam diminuição de atividades e negócios |
|
Diante de um cenário turbulento na economia mundial
e de prognósticos diferenciados, conforme os segmentos, no setor interno – a
indústria e a agricultura esperam diminuição de atividades e negócios e o
comércio garante que vai vender mais, conforme as análises de fim de ano da
Fiergs, Farsul e Fecomércio – a melhor definição para o início de 2012 é de que
será um primeiro semestre complicado.
A curva da economia será descendente nos primeiros seis meses do ano, para iniciar uma recuperação na segunda metade, de acordo com o economista Marcelo Portugal. Fatores como aumento de renda, estabilidade profissional e acesso ao crédito somado à redução de preços, devido a incentivos fiscais, e as tradicionais liquidações e queimas de estoque deverão aumentar as vendas no varejo, para satisfação do comércio em geral, mas o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, alertou: “Olhando os Estados Unidos e a Europa, com reflexos no Brasil, o sinal amarelo foi aceso!”. A indústria será prejudicada pela queda nas exportações e aumento nas importações e a agricultura pela diminuição dos preços das commodities e, também, pela estiagem. |
domingo, 1 de janeiro de 2012
O tipo de pessoa que ouve a voz de Deus
Jack Deere
Quando estudamos a vida de Jesus, que ouviu a voz do Pai melhor do
que ninguém mais, uma das primeiras coisas que nos deixa impressionados é que
ele se colocava totalmente à disposição de Deus. No primeiro capítulo de Marcos,
depois que Jesus permaneceu muito até tarde curando os doentes e os possessos de
demônios (versículos 32-34), Marcos nos diz que “De manhã bem cedo, quando ainda
estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e
ficou ali orando” (versículo 35). Se alguém já teve uma desculpa para ir para
casa para dormir, Jesus com certeza tinha uma naquela manhã. Mas em vez disso
ele seguiu seu hábito diário de buscar um tempo a só com Deus (veja Lucas 4:42;
5:16).
No começo da minha vida cristã, eu costumava usar essa passagem para
dizer que Jesus sempre achava tempo para Deus. Não vejo dessa forma hoje. Quando
olho para a vida de Jesus, nunca o vejo “achando tempo para Deus”. Em vez disso,
vejo um Filho cujo tempo pertence completamente ao Pai. Jesus nunca ficava com
pressa. Ele nunca precisava de mais tempo. O motivo disso é que ele considerava
seu tempo como o tempo de seu Pai. Além disso, ele estava completamente à
disposição do que seu Pai queria. Ele só fazia o que ele via seu Pai fazendo
(João 5:19). E Ele estava sempre no lugar certo na hora certa a fim de cumprir o
que seu Pai celestial queria.
Fico continuamente maravilhado com a espontaneidade e informalidade
do ministério do Senhor Jesus. Quer ele estivesse falando para uma multidão
inesperada de mais de cinco mil pessoas, como no Sermão do Monte, ou para apenas
uma mulher perdida no poço de Samaria, ele estava sempre preparado e fazia
exatamente a coisa certa. Ele jamais agia de modo frenético, como o moderno
pastor que continuamente se queixa de que está muito ocupado e então tem de
ficar acordado até tarde no sábado de noite para preparar uma “mensagem” para o
culto de domingo. É cômico imaginar Jesus acordado até tarde de noite preparando
o Sermão do Monte para o dia seguinte, tentando pensar no que dizer às
multidões. Sim, é cômico imaginar Jesus alguma vez se esforçando para elaborar
uma pregação. A vida dele era a pregação, e ele ministrava a partir do que
transbordava diariamente de sua comunhão com seu Pai celestial. Ele estava em
condições de fazer isso porque ele estava completamente à disposição de
Deus.
É isso o que Deus realmente quer conosco: amizade (João 15:15).
Muitos de nós tentam satisfazer a Deus cumprindo deveres e obrigações
religiosas, mas em nossas amizades mais íntimas, vamos além do senso de dever.
Temos disponibilidade para nossos amigos mais íntimos porque os amamos e
queremos estar com eles. Na verdadeira amizade, a disponibilidade não é um peso
ou obrigação. Pelo contrário, é uma alegria e privilégio.
Numa amizade de verdade, a disponibilidade é reciproca. As pessoas
que têm acesso irrestrito a mim também me dão acesso irrestrito a elas. Funciona
do mesmo jeito com nosso Pai celestial. Ele tem mais disponibilidade para
aqueles que têm mais disponibilidade para ele. Para muitos cristãos, essa ideia
não parece justa. Eles imaginam Deus como sendo igualmente disponível para todos
os cristãos em todos os tempos. É quase como se eles tivessem na cabeça que Deus
é um entregador cósmico de pedidos que existe para suprir suas necessidades e
pode ser colocado de lado quando eles não sentem uma necessidade cônscia dele.
Mas tal ideia é compreender de modo errado a graça e a natureza dos
relacionamentos pessoais. Deus não joga suas pérolas aos porcos. Aqueles que o
encontram são aqueles que o buscam com todo o coração (Deuteronômio
4:29).
Se quisermos uma amizade profunda com Deus, é importante cultivar um
estado de mente em que vemos todo nosso tempo como tempo de Deus, um estado de
mente em que estamos totalmente à disposição dele. É necessário fazer isso
porque Deus nos fala nos momentos mais inconvenientes. Às vezes, ele até permite
que seus servos favoritos gastem tempo, energia e dinheiro organizando uma
viagem missionária. Então ele espera até que eles estejam no meio dessa viagem e
os proíbe de se envolver na atividade ministerial que eles tinham planejado.
Paulo e seus amigos haviam feito planos para ministrar na Ásia, mas Deus os
queria na Europa (Atos 16:6-10). Ele permitiu que eles “desperdiçassem” tempo,
dinheiro e energia antes de redirecioná-los ali.
Quando Jesus inicialmente chamou seus apóstolos, ele deixou claro
para eles que a primeira tarefa deles não era ministério para ele, mas estarem
disponíveis para ele.
“E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele.
E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, E para que
tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os
demônios.” (Marcos 3:13-15 ACF)
Deus escolheu os apóstolos para três propósitos. Primeiro, “para que
estivessem com ele”. Segundo, “os mandasse a pregar”. E terceiro, “tivessem o
poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios” (Marcos 3:13-15 BLH).
Eles só teriam o privilégio ou o poder de pregar e ministrar no nome de Jesus
depois que estivessem com ele. Estar disponível para Deus, ter intimidade com
Jesus, é o alicerce prático para exercer tudo no ministério. A pregação e o
testemunho só têm poder quando transbordam de nossa intimidade com Deus. Estar
disponível para Deus é a primeira prioridade no ministério e o primeiro
requisito para ouvir a voz dele.
Estar disponível para Deus carrega consigo uma expectativa de que ele
falará conosco. Habacuque 2:1 diz: “Vou subir a minha torre de vigia e vou
esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa.” A
atitude da pessoa que tem disponibilidade para o Senhor Jesus é: “Fala, pois o
teu servo está escutando” (1 Samuel 3:10 BLH) Se nos fizermos disponíveis para
Deus, ele se fará disponível para nós (Tiago 4:8).
Tradução e adaptação: www.juliosevero.com
Fonte: Renovação
Luterana
QUESTÕES DE DIREITO
Nivaldo Cordeiro
Ando lendo o romance AS BENEVOLENTES, do
Jonathan Littell (Rio de Janeiro, Objetiva, 2007) e já
superei uma boa metade do volumoso
livro. A narrativa é chocante, ali vemos que todas as leis e todos os marcos
civilizatórios foram derrogados. Um delírio coletivo sanguinário tomou conta de
toda a gente na Alemanha de Hitler. Penso que algo equivalente deu-se com a
revolução bolchevique, tão sanguinária e tão genocida quanto. Diálogos inseridos
pelo próprio Littell demonstram o parentesco ente o
nazismo e o comunismo.Littell, como Thomas Mann, fez do seu personagem um doutor. No caso, em Direito. Muito apropriado que um doutor em Direito, leitor de Kant, tenha aceitado alegremente ser um carrasco da SS. O próprio Doutor Fausto encarnado. O que choca no nazismo não é que o populacho, sempre infame e de instintos baixos e primitivos, tenha tido as rédeas do poder. Não! Foram os sofisticados intelectuais que aderiram sem peias ao irracionalismo homicida que redundou na hecatombe da II Guerra Mundial.
[Importa observar que no Brasil algo semelhante tem acontecido com a nossa classe letrada em relação ao PT. Alegremente deram sua adesão e seu consentimento. Por sorte este partido não teve forças para o terceiro mandato de Lula e não conseguiu governar o Estado de São Paulo, o que impediu até agora a tentação autoritária de governar por decreto. Mas o anseio para estar acima do bem e do mal não é escondido pelos petistas e é questão de tempo e oportunidade que se sintam à vontade para negar os valores elementares da civilização. Como na Alemanha, a adesão dos letrados se deu em simultâneo com a adesão dos empresários. Por isso que não há oposição no Brasil, como não houve oposição a Hitler.]
Nos últimos anos tenho tentado me dar uma resposta para essa questão da perda dos valores civilizacionais, o mergulho no irracionalismo genocida. A resposta que encontrei está no âmbito da filosofia política, com o respectivo desdobramento no campo do Direito. O corte essencial se deu no Renascimento, com a emergência do Estado nacional, e a Reforma, que deificou o direito positivo. A reviravolta na ciência política, desde Maquiavel, levou à superação do direito natural. Desde então a fonte do Direito deixou de ser transcendente para se escorar unicamente no poder do príncipe. Esse foi o declínio civilizacional que abriu caminho para todos os crimes amparados nas razões de Estado, que temos visto desde as guerras religiosas.
O abandono do direito natural consolidou-se nos juristas do século XVII, especialmente com Hobbes e Grocius. Então a expressão direito natural passou a designar algo diverso do que até então se entendia por ela. A fonte do Direito foi transferida para a razão, o que equivale a dizer: para o príncipe. O golpe final veio com a democracia de voto universal, que deu às massas o poder de demandar seus preconceitos e instintos baixos para o governante, que se viu na contingência de procurar atende-las. Governar deixou de ser a busca do bem comum para ser o cultivo das multidões insaciáveis.
O fim da II Guerra Mundial levou a que juristas e filósofos meditassem sobre o totalitarismo. Era preciso responder: como foi possível? No plano conservador a resposta foi dada adequadamente por Eric Voegelin e Leo Strauss: o ponto estava no positivismo jurídico e o caminho de volta à civilização levava ao retorno ao direito natural. Foram derrotados pela corrente alternativa, a que vinha do jus-naturalismo de Hobbes e Locke: pela tese dos direitos humanos. A ironia é que as boas intenções liberais que tentaram conter a lama negra do totalitarismo com essa perfumaria já estavam derrotadas pela empolgação da tese pelos radicais de esquerda, que fizeram dos direitos humanos panfletos telegráficos para subverter a ordem liberal e restaurar o cinismo do positivismo jurídico com toda pompa. Viu-se, na segunda metade do século XX, o triunfo das teses do partido revolucionário, primeiro nas organizações multilaterais, como a ONU, depois pela paulatina substituição da legislação de cada país por sua forma jurídica uniformizadora em escala planetária.
Nomes como Norberto Bobbio e John Rawls prevaleceram, a partir do ponto de vista de Antonio Gramsci, sobre as posições conservadoras. Se é certo que Eric Voegelin e Leo Strauss inspiraram Ronald Reagan e os Bush, sua influência não passou de inspiração para o governante, jamais para a estrutura do Estado. O direito natural não poderia ser restabelecido se todas as escolas de Direito ensinavam a visão alternativa. O pensamento único em direito virou uma realidade. Foi a vitória completa do igualitarismo revolucionário.
[Uma das coisas notáveis da política em São Paulo é a enorme taxa de rejeição de José Serra. Mesmo os acadêmicos vinculados à sua escola de origem, a Unicamp, rejeitam-no vigorosamente porque José Serra ousou defender as privatizações. Pecado imperdoável para aqueles que desejam uma economia plenamente estatizada, mesmo contrariando a experiência que mostrou ser irracional e contraproducente a estatização total. Essa gente quer isso. É a sua meta e é questão de tempo que a alcancem. A rejeição a José Serra é a mesma de que padece Fernando Henrique Cardoso, pelas eventuais coisas boas que fizeram enquanto governantes.]
Os tempos de crise que se abrem agora colocam os mesmos problemas e os mesmos riscos e dilemas que foram colocados para aqueles que viviam na década de Trinta do século passado. Aderir ou não aderir não é pergunta que se faça, já que todos aderiram ao poder estabelecido. A impressão que tenho é que os milhões de mortos no altar da estupidez não deixaram lições preventivas, exatamente porque essa nefasta experiência não trouxe impactos no mundo jurídico. De novo o positivismo nas letras jurídicas triunfa. Por isso que a agenda revolucionária em matéria de costumes não encontra objeção de consciência. O ambientalismo, o gaysismo, o abortismo, a destruição acelerada da família monogâmica encontram-se em estado avançado. A supertributação é vista como normalidade. Se é a vontade do governante, só cabe obedecer e não questionar. Sabemos muito bem onde esse caminho levará. Basta ler o livro de Jonathan Littell. O matadouro pode estar na curva do tempo.
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