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quinta-feira, 15 de março de 2012

Produtores brasileiros defendem divulgação de pesquisas científicas para promover agricultura sustentável e proteger meio ambiente

Canal do ProdutorAssessoria de Comunicação CNA

Os produtores rurais brasileiros estão comprometidos em buscar apoio da ciência para defender o meio ambiente. Uma das palestrantes no “Painel de alto nível sobre Água e Segurança Alimentar” do 6º Fórum das Águas, que se realiza em Marselha, na França, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu a ampla divulgação de pesquisas científicas que permitam preservar o meio ambiente e aumentar a produção de alimentos.
“Os novos conceitos sobre as questões ambientais precisam ser amplamente divulgados para as sociedades e também para os produtores, sem exageros e de forma transparente”, disse a presidente da CNA. Segundo ela, “é sempre tempo de olhar para o futuro, corrigir os erros eventualmente cometidos, sem criminalizar, sem penalizar as questões passadas”.
O Brasil foi o primeiro país do mundo a incluir a preservação dos recursos hídricos dentro da legislação ambiental. Uma das mais rigorosas do mundo, a lei brasileira obriga os produtores rurais a manter Áreas de Preservação Permanente (APPs) para preservar matas ciliares, nascentes e áreas de forte recarga de água.
“E não lamentamos mais isso. Só lamentamos por um período, quando não conhecíamos a importância e a necessidade de preservação das matas ciliares”, destacou. “A CNA buscou o apoio da ciência, dos pesquisadores, para aprender e repassar o conhecimento aos produtores, recuperando o tempo perdido e mostrando a importância da preservação da água”, afirmou a senadora Kátia Abreu.
No painel, que reuniu atores influentes do cenário internacional - como o ministro da Agricultura da França, Bruno Le Maire, o presidente do Conselho Internacional de Segurança Alimentar, Olaniran Yaya, o ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, o diretor assistente para meio ambiente da FAO, Alexandre Muller -, a presidente da CNA voltou a defender a proposta de que o mundo adote normas vinculantes que estabeleçam áreas de preservação permanente, as APPs, para proteger os recursos hídricos mundiais.
“Estamos aqui para mostrar nossa preocupação com o presente e principalmente com o futuro, não só do Brasil, mas de todo o planeta”, disse a senadora, destacando que a agricultura brasileira, uma das maiores do mundo, foi construída em apenas 27,7% do território nacional.
O País preserva 61% de suas florestas nativas originais e produz 12% da água doce do mundo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma proposta brasileira para o mundo

Canal do Produtor

Assessoria de Comunicação da CNA

A Missão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, liderada pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, está em Marselha, na França, onde participa do 6º Fórum Mundial da Água


O 6º Fórum Mundial da Água começou hoje, 12 de março. Em parceria com a Embrapa e a Agência Nacional de Águas - ANA, a CNA vai lançar a proposta de Área de Proteção Permanente (APP) para o mundo. A idéia é propor um debate sobre a proteção das nascentes, de margens de rios e das áreas de recarga dos aqüíferos que, no Brasil, se chamam Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Katia Abreu vai apresentar a proposta durante a palestra “Agronegócio Brasileiro: Construindo Soluções para Proteção e Uso Sustentável da Água no Campo”, nesta terça-feira, 13 de março, no Pavilhão Brasil, onde mais de 40 instituições públicas e privadas brasileiras apresentarão seus projetos de responsabilidade ambiental.
A presidente da CNA vai mostrar que o Brasil é exemplo. Tem 12% da água doce do planeta. Preserva 61% de vegetação nativa e usa apenas 27,7% do seu território com produção. “Mesmo com todos esses resultados que levaram o país a ser o que é hoje, potencia ambiental e agrícola, não estamos satisfeitos. Queremos e vamos continuar investindo em tecnologia, em pesquisa, para aumentar a produção de alimentos e seguir cuidando dos nossos recursos ambientais, das nossas matas ciliares, da nossa água. E vamos propor que o mundo faça o mesmo”, explica Kátia Abreu.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dez metas para Rio+20

O Globo

Cláudio Motta

ONU divulga primeiro rascunho da pauta para os debates de junho

A criação de dez metas de desenvolvimento sustentável — que incluirão normas de consumo, produção, proteção dos oceanos, segurança alimentar, energia limpa e redução de desastres naturais — deverá marcar os debates da Rio+20. A proposta aparece no primeiro rascunho de pauta publicado ontem de noite pela ONU para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho, no Rio. As 19 páginas do documento resumem 672 propostas vindas de países de todo o mundo: um calhamaço cuja pilha tem mais de dois palmos de altura.
Os negociadores tentarão, ainda, costurar um acordo para fortalecer uma agência ambiental, e nomear um alto comissário global responsável por receber críticas, sugestões e reclamações. Também ganha força a criação de medidas de redução de combustíveis fósseis e subsídios a fontes alternativas de energia. Haverá muita diplomacia até a pauta da Rio+20 ser concluída, quatro dias antes da conferência, que começará no dia 20 de junho.
Não são esperadas, porém, propostas para acordos legalmente vinculantes, como ocorreu na Rio 92, a Cúpula da Terra realizada há 20 anos na cidade. Desta vez, os negociadores serão convidados a definir suas próprias metas e trabalhar voluntariamente para o estabelecimento de uma economia verde global, reduzir a pobreza e diminuir os níveis de consumo.
De acordo com Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, as metas de desenvolvimento sustentável foram propostas da Colômbia, e logo apoiadas pela Guatemala e Brasil.
— A discussão de metas de desenvolvimento sustentável anima. É algo concreto. A Rio+20 é uma conferência que não prevê decisão mais rígida, formal. O que poderia deixá-la vazia — analisa Maretti. — As metas têm que começar a valer já. E o Brasil precisa se comprometer com o desmatamento zero até 2020. Economia verde é a mesa posta para o Brasil ser campeão mundial. Mas não adianta esconder seus problemas ambientais.
Porém, os objetivos globais de desenvolvimento sustentável não deverão vigorar antes de 2015. Tampouco vão substituir os dez objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, lançados em setembro de 2000. Além disso, as novas metas não ficaram imunes de críticas.
— É bom ter um norte, mas, sem os meios para atingir os objetivos, eles podem ficar apenas na retórica — alerta a subsecretária estadual de Economia Verde do Rio Suzana Kahn, que está em Nova York para desenvolver acordos ambientais com os Estados Unidos. — Precisamos construir soluções regionais, envolvendo estados e municípios.
O fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) será discutido na Rio+20, o que também é defendido pelo Brasil. Com sede em Nairobi, a agência poderá ganhar o mesmo nível de importância da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da agência para Alimentação e Agricultura (FAO).
— Não há muita surpresa no rascunho, há um certo consenso — disse o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil Giancarlo Summa. — Já a questão do Pnuma enfrenta divergências. Uns defendem seu fortalecimento, outros a criação de uma nova agência ambiental.
O Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, destacou o fato de que as propostas brasileiras, como as metas sustentáveis, já têm visibilidade no primeiro rascunho. Mas lembrou que o processo de negociação ainda é longo:
— A primeira rodada de debate deste texto será em Nova York, nos dias 25, 26 e 27 de janeiro.
São esperados dezenas de chefes de Estado, líderes políticos e celebridades. Porém, o primeiro-ministro britânico David Cameron já declarou que não planeja vir ao Rio de Janeiro, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”, apesar de ter prometido liderar o governo mais verde da história de seu país. Além disso, a Rio+20 foi adiada para evitar a coincidência de datas com as comemorações do jubileu de diamante da rainha da Inglaterra Elizabeth II. Inicialmente marcada para o início do mês, a cúpula está prevista agora para os dias 20 a 22 de junho.
O encontro paralelo que o Brasil está organizando, chamado de “Diálogos sobre sustentabilidade”, vem ganhando repercussão mundial. A sociedade civil será convidada a debater e a criar um documento para pressionar os negociadores oficiais.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Brasil e EUA com agenda agrícola comum podem alimentar 7 bilhões de pessoas, diz senadora Kátia Abreu na Columbia University

Canal do Produtor

Assessoria de Comunicação CNA

 

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu,
disse que, apesar da população mundial ter chegado a 7 bilhões de pessoas essa semana e isso
trazer uma série de preocupações ligadas à alimentação e ao meio ambiente no mundo, não há
porque não celebrar o crescimento populacional. “As preocupações procedem, e até 2050
acredita-se que se chegará a 9 bilhões de pessoas no mundo, porém muitas alternativas serão
desenvolvidas para resolver o problema alimentar e ambiental”, afirmou a senadora Kátia
Abreu na noite desta terça-feira (1/11), em palestra na Universidade de Columbia,
em Nova York, nos Estados Unidos.
Como um exemplo de solução prática para esse problema, a presidente da CNA
citou os dois maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil e os Estados Unidos,
que podem aumentar radicalmente a sua produção alimentar apenas investindo em tecnologia,
sem novos desmatamentos em um primeiro momento. “O Brasil, 45 anos atrás, era um grande
importador de comida. Importava carne da Austrália, leite da Europa, arroz das Filipinas e
feijão do México, por exemplo. Até que, nos anos 70, o governo decidiu virar auto-suficiente.
Em cinco anos, na época, o Brasil passou de importador para exportador, simplesmente
investindo em pesquisa e inovação. É possível fazer uma revolução tão grande quanto aquela
agora, com o uso da tecnologia”, explicou a senadora Kátia Abreu.
Além disso, na década de 1970, a família média brasileira gastava cerca de 40%
da renda familiar em alimentos. Atualmente, esse valor não passa de 16%.
A produção alimentar ficou muito mais eficiente e sustentável, mas pode melhorar ainda mais.
Hoje, a agropecuária no Brasil representa 22,4% do Produto Interno Bruno (PIB)
nacional e 37% dos empregos formais no país. A presidente da CNA também
lembrou que o setor é responsável por 37,9% das exportações brasileiras. “Isso é tudo muito
positivo, mas é importante frisar que 70% da produção agropecuária brasileira ficam nas
mesas das famílias brasileiras, apenas 30% da produção vira exportação”, disse a
senadora Kátia Abreu.
Em relação ao meio ambiente, a presidente da CNA afirmou que é muito importante
discutir e desenvolver formas cada vez mais sustentáveis de produzir mais, porém
com embasamento científico e sem ‘ambientalismo ideológico’. “Nós, agricultores,
estamos muito interessados nesse tema, até porque dependemos do ambiente
para a nossa atividade econômica. Quer dizer, sem água, com terreno degradado,
com animais doentes, não há produção. Mas é preciso falar em sustentabilidade
econômica também”, explicou.
A senadora Kátia Abreu também respondeu às perguntas dos estudantes da Universidade de
Columbia sobre reforma agrária, o novo Código Florestal e a preservação de plantas
exóticas nos biomas brasileiros Um dos pontos mais defendidos pela presidente da CNA
foi o combate às subvenções agrícolas nocivas, que criam preços artificiais no comércio
agropecuário internacional e causam danos aos países em desenvolvimento. “A produção
do açúcar de beterraba na Europa, assim como do milho e do algodão subsidiados nos EUA,
faz com que países na África e da América Latina continuem pobres, porque os países ricos
competem de forma desleal”, afirmou a senadora, durante palestra a convite do Institute of
Latin American Studies (ILAS) e pelo Center for Brazilian Studies, cujos trabalhos são
direcionados à pesquisa, ensino e debates relacionados a assuntos da América Latina.
Nesta quarta-feira pela manhã, a senadora Kátia Abreu participará de um debate
com banqueiros, diplomatas e investidores interessados nas oportunidades do agrobusiness
brasileiro, na Câmara de Comércio Brasil América. Durante a tarde, a comitiva liderada
pela presidente da CNA se deslocará para Washington, onde voltará a discutir com
representantes do Congresso Americano sobre o combate às subvenções agrícolas nocivas.

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Consciência ambiental no campo

Agrolink
Da Redação


Comemorado em 18 de agosto, o Dia Nacional do Campo Limpo pretende conscientizar a população rural sobre a importância do descarte correto das embalagens vazias de defensivos agrícolas
Agricultores, distribuidores, cooperativas e indústria produtora são o público-alvo da campanha Dia Nacional do Campo Limpo, realizada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias - Inpev, com o apoio da CNA e de outras entidades do setor. O projeto dissemina informações sobre cuidados com a saúde humana e proteção ao meio ambiente a partir do simples ato de retirar as embalagens vazias de defensivos agrícolas das propriedades rurais.. Além disso, mostra aos produtores rurais e todos os envolvidos na atividade agrícola, a destinação correta dessas embalagens.
Nesta quinta-feira, Dia Nacional do Campo Limpo, as centrais de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas, instaladas em 23 Estados, vão desenvolver atividades de educação ambiental. E, a exemplo do ano passado, as escolas rurais também ajudam na campanha. Alunos do 4º e 5º ano do Ensino fundamental participam de concursos de desenho e redação, ambos com etapas local e nacional. O tema do concurso de desenho para 2011 é “Cuidar do campo é cuidar da vida” e do concurso de redação é “O meio ambiente e as embalagens do campo: tudo a ver!”.
Durante o Dia Nacional do Campo Limpo O INPEV vai aproveitar para divulgar os resultados das campanhas de anos anteriores.
O Inpev divulga também que 94% das embalagens plásticas vazias comercializadas anualmente são descartadas de forma ambientalmente correta. No Rio de Janeiro, por exemplo, mais de 52 toneladas de embalagens já foram retiradas do meio ambiente esse ano.
Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo
O Dia Nacional do Campo Limpo é uma realização das centrais de recebimento de embalagens vazias e do inpEV, com apoio de seus associados e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação das Empresas Nacionais de Defensivos Agrícolas (Aenda), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Associação Nacional de DefesaVegetal (Andef), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Prefeituras, governos e diversos parceiros locais também somam esforços no apoio.
Para mais informações sobre as atividades do Dia Nacional do Campo Limpo visite www.dianacionaldocampolimpo.org.br.
Assessoria de Comunicação do Sistema CNA/SENAR
Fonte original: CNA

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

É difícil ser agricultor no Brasil

Agora está chovendo e só consigo pensar em minha lavoura que está linda. Espero que a rentabilidade este ano seja suficiente para reinvestirmos mais. Queremos montar um sistema de produção no molde perfeito de agronegócio. O planejamento já está feito e falta só o capital. Se tudo correr de acordo com as expectativas vamos mais que triplicar nossa produção de milho em relação à safra passada e no feijão, dez vezes mais. E isso é só o começo. Mas não dependemos só do tempo...
Os agricultores tinham que ser mais valorizados. Se todos tivessem noção do trabalho que dá para produzir cada item de suas refeições, talvez apoiassem os milhares de anônimos que vivem para alimentar as pessoas.
Ações governamentais que diminuissem a carga tributária e a onerosa folha de pagamento de funcionários são imprescindíveis. Sem falar nas inúmeras leis que exigem o impossível e não nos oferece nenhuma contrapartida. Basta ver como é tratado o produtor e o invasor criminoso em sua propriedade. A insegurança jurídica é algo que aterroriza qualquer proprietário rural.
A precariedade da infra-estrutura de escoamento e armazenamento da produção é outro problema grave e ainda pior é a comercialização que suga a maior parte do lucro justamente de quem mais trabalhou.
Injustiças existem em todas as áreas. Entretanto, no agronegócio é pior. Se já não bastasse tantas ainda temos que aguentar ONG's financiadas com nosso dinheiro suado e pago em impostos que ao invés de lutar contra o imenso desperdício que acontece em nosso país e faz parte de nossa cultura ou talvez exigir que nosso combustível deixe de ser o mais poluidor do mundo vivem à custa de demonizar quem, em sua maioria, mais defende e protege o meio ambiente.
E assim, continuamos a luta!