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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cai o ritmo de desmatamento da Amazônia


Queda em agosto foi de 38% em relação a 2010. Dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente

Apesar da queda geral, desmatamento cresceu nos estados de Rondônia e Mato Grosso
O monitoramento por satélites feito pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou em agosto 164 quilômetros quadrados de derrubada de florestas na Amazônia Legal, o menor nível para este mês em toda série histórica, iniciada em 2004. A queda foi de 38% em relação ao ano passado. Os dados foram divulgados hoje de manhã pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que atribui a redução à ação da fiscalização nas regiões que apresentavam maiores índices de desmatamento, como Boca do Acre (AC), São Félix do Xingu (PA), Novo Progresso (PA), Redenção (PA) e Sinop (MT).
No acumulado do ano, porém, 2011 ainda supera 2010. No ano passado, entre janeiro e agosto, o Deter registrou 1.393 quilômetros quadrados de desmatamento. Este ano, até agora, já foram devastados 1.582 quilômetros quadrados de florestas, área 14% superior. O maior crescimento relativo foi registrado em Rondônia, que atingiu 249 quilômetros quadrados (crescimento de 102%). A maior expansão em termos absolutos foi em Mato Grosso, onde atingiu 769 quilômetros quadrados (acréscimo de 316 quilômetros quadrados).
Estudo - A ministra afirmou que encomendou um estudo, que será divulgado até o final do ano, sobre a correlação entre a alta de preços das commodities e as taxas de desmatamento. Ela disse que em função do gabinete de crise instalado em maio deste ano o Ministério do Meio Ambiente está tendo acesso aos bancos de dados dos estados, para checar se os desmatamentos foram autorizados. Segundo ela, apenas o Pará ainda não disponibilizou as informações.
Combate ao desmatamento - As ações desencadeadas em 2011 na Amazônia Legal resultaram no embargo de 72.490 hectares e de 55 serrarias. Os fiscais emitiram 3.148 autos de infração, que representam 1,2 bilhão de reais em multas. A fiscalização apreendeu 127 tratores, 29 barcos e 226 caminhões. Somente na Operação Disparada, deflagrada em março deste ano, foram apreendidos 5.300 bovinos.
Na coletiva de hoje, a ministra também divulgou o dado final sobre desmatamento elaborado pelo projeto Prodes relativo ao ano passado (agosto/2009 a agosto/2010). A estimativa divulgada no final de 2010 era de 6.451 quilômetros quadrados e agora passou para 7.000, mesmo assim se mantendo no menor patamar da série histórica iniciada em 1988.
(Com Agência Estado)
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cai-o-ritmo-de-desmatamento-da-amazonia

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Charadas da “religião verde”: reforma agrária socialista pode desmatar, produtores privados não!

Se for produtor rural, 'verdes' gritam crime!, pelo mundo todo.
Se for assentamento, agem como se nada fosse
Os assentamentos de reforma agrária figuravam havia mais de dois anos no topo da lista dos maiores desmatadores das florestas do país.
Mas, agora, um levantamento encomendado pelo jornal carioca “O Globo” constatou outra assustadora desordem: só 21% dos 8.763 assentamentos da reforma agrária brasileira têm licença ambiental.
Em outros termos, quatro em cada cinco assentamentos do INCRA estão na ilegalidade e nessas áreas também podem estar ocorrendo crimes ambientais, segundo o jornal.
Para o IBAMA, parte significativa dos crimes ambientais na Amazônia ocorre dentro dos assentamentos do governo federal. Em 2010, dos 1.326 autos de infração lavrados por desmatamento, 18,5% ocorreram nas áreas do governo onde funciona ‒ ou deveria funcionar ‒ a reforma agrária.
'Verdes' só fazem campanha contra o progresso da lavoura brasileira
A reportagem acrescenta que em setembro de 2008, segundo o Ministério do Meio Ambiente o INCRA reinava nas seis primeiras posições da lista dos cem maiores desmatadores da Amazônia.
O órgão foi autuado pela destruição de 292.070 hectares de floresta em oito assentamentos.
Entre os crimes cometidos estavam a ausência de licença ambiental, a retirada de vegetação nativa sem autorização do IBAMA e das secretarias estaduais e o de impedir que matas primárias se regenerassem, escreveu “O Globo”.
Os então ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o presidente do INCRA, Rolf Hackbart alegaram que a lista do IBAMA continha erros crassos.
O então presidente Lula ordenou uma auditoria para checar os dados. O resultado, porém, foi mais grave para os assentamentos da reforma agrária. Estes, na realidade tinham cometido 18% mais desmatamentos que o constatado inicialmente.
A reportagem suscita uma reflexão óbvia: por que a propaganda verde, no Brasil e no mundo, tão contrária à iniciativa privada, quando se trata de desmatamento, não faz uma denúncia equânime dos maiores “criminosos ambientais” da Amazônia?
A resposta, porém, salta aos olhos: a afinidade ideológica entre o socialismo utópico e anticapitalista do movimento verde e do socialismo ‒ também utópico ‒, da reforma agrária socialista e confiscatória brasileira.
Na realidade, a Amazônia precisa ser salva do 'socialismo verde'
Em nome da utopia comum, “verdes” e revolucionários agraristas fazem vistas grossas para aquilo que segundo eles é um dos piores crimes contra o planeta.
Assim o qualificam quando os acusados ‒ verdadeiramente ou falsamente, aí pouco importa ‒ são cidadãos que procuram expandir a lavoura brasileira e adquirirem justa e merecidamente propriedades privadas para eles e suas famílias, beneficiando regiões empobrecidas e o próprio País.
Mas, se forem colegas de utopia 'sem-terra', 'índios', 'quilombolas', 'afetados pelas barragens' ou amigos dos teólogos da libertação vale tudo, e os “zelotas do planeta” fingem não perceber.
Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
http://www.paznocampo.org.br/Blog/blog_db.asp?notif=s