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quarta-feira, 14 de março de 2012

Biblioteca israelense disponibiliza documentos teológicos de Newton

Aron Heller
JERUSALÉM, Israel (Associated Press) — Ele é considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos. Mas Sir Isaac Newton também foi um influente teólogo, que aplicou a abordagem científica ao estudo das Escrituras e do misticismo hebreu e judeu.
Agora a Biblioteca Nacional de Israel, dona de uma enorme coleção de escritos de Newton, digitalizou sua coleção teológica (cerca de 7.500 páginas escritas a mão) e as disponibilizou online. Entre os textos amarelados está a famosa previsão de Newton do apocalipse em 2060.
Newton revolucionou a Física, a Matemática e a Astronomia nos séculos XVII e XVIII, lançando as bases de grande parte da mecânica clássica, como o princípio da gravitação universal e as três leis do movimento que levam seu nome.
No entanto, o curador da coleção de Ciências Humanas da Biblioteca Nacional de Israel afirma que Newton era um cristão devoto, que abordou muito mais a Teologia do que a Física, e acreditava que a Bíblia fornecia um “código” para o mundo natural.
“Hoje em dia, tendemos a fazer uma distinção entre ciência e fé, mas para Newton era tudo parte de um mesmo mundo”, afirma Milka Levy-Rubin. “Ele acreditava que o estudo cuidadoso dos textos sagrados era um tipo de ciência, que se analisado corretamente poderia prever o que estava por vir”.
Dessa forma, ele aprendeu a ler em hebraico, percorreu a Bíblia e se aprofundou no estudo da Filosofia Judaica e do misticismo da Cabala e do Talmude (um compêndio da lei oral judaica e histórias de cerca de 1500 anos).
Por exemplo, Newton baseou seu cálculo do fim dos dias na informação coletada no Livro de Daniel, que projetou o apocalipse para 1260 depois. Newton calculou que sua contagem começou com a coroação de Carlos Magno como imperador romano no ano 800.
Os textos abordam assuntos como interpretações da Bíblia, Teologia, a história de culturas antigas, o tabernáculo e o templo judeu.
A coleção também contém mapas esboçados por Newton para ajudá-lo nos seus cálculos e tentativas de revelar a sabedoria secreta que ele acreditava estarem codificada neles.
Ele tentou prever como seria o fim dos dias, e o papel que os judeus desempenhariam quando ele chegasse. A curiosidade objetiva de Newton com o judaísmo e a Terra Santa contrastou com o sentimento antissemita expressado por muitos expoentes acadêmicos do cristianismo da época, afirma Levy-Rubin.
“Ele tinha grande interesse pelos judeus, e não encontramos expressões negativas para com os judeus nos seus escritos”, afirma Levy-Rubin. “Ele declarou que os judeus mais cedo ou mais tarde iriam retornar à sua terra”.
Como essa enorme coleção de trabalhos foi parar nas mãos do estado judaico parece místico por si só.
Anos após a morte de Newton em 1727, seus descendentes deram seus manuscritos científicos à sua alma mater, a Universidade de Cambridge.
Mas a universidade rejeitou os seus manuscritos não científicos, então a família os leiloou na casa de leilões Sotheby’s em Londres em 1936. Por acaso, outra casa de leilões famosa de Londres, a Christie’s, estava oferecendo uma coleção de arte impressionista que chamou muito mais atenção.
Apenas dois lançadores sérios se interessaram pela coleção de Newton naquele dia. O primeiro foi o renomado economista britânico John Maynard Keynes, que comprou os manuscritos de alquimia de Newton. O segundo foi Abraham Shalom Yahuda, um pesquisador de estudos orientais judaicos, que levaram os escritos teológicos de Newton.
A coleção de Yahuda foi legada à Biblioteca Nacional de Israel em 1969, anos após sua morte. Em 2007, a biblioteca exibiu os papeis pela primeira vez, e agora elas estão disponíveis para todos online.
A coleção contem páginas e mais páginas da letra cursiva de Newton em pergaminhos desbotados em inglês do século 18, com palavras como “similitude”, “prophetique” e “Whence” (“donde”).
Duas versões impressas em letras de forma modernas também estão disponíveis para mais fácil leitura: Uma “diplomática”, que inclui mudanças e correções feitas por Newton ao manuscrito original, e uma versão “limpa”, que incorpora as correções.
Todos os textos estão ligados ao Projeto Newton, organizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e inclui outras coleções dos escritos de Newton.
A biblioteca israelense diz que os manuscritos ajudam a esclarecer a ciência de Newton, assim como sua pessoa.
“No que diz respeito a Newton, sua abordagem da História era tão ciência quanto à da Física. Sua visão de mundo era que o seu ‘laboratório’ para entender a história era a Bíblia”, afirma Levy-Rubin. “Sua fé não era menos importante para ele do que sua ciência”.

Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo da Associated Press: Israeli library uploads Newton’s theological texts
http://juliosevero.blogspot.com/2012/03/biblioteca-israelense-disponibiliza.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JulioSevero+%28Julio+Severo%29

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

'Israel should take pride in its coffee'

Enrico Meschini, fourth generation of Italian coffee manufacturers and chairman of European coffee roasters association, says quality of caffeine beverage served in Israel 'as good as average coffee in Italy'
Sarit Sardas-Trotino

The southern city of Eilat recently hosted Israel's first professional coffee conference, with the aim of furthering the local coffee culture and improving its professional quality.
One person who already appears satisfied with the quality of the caffeine beverage served in Israel is Enrico Meschini, an international coffee expert and chairman of the European association of coffee roasters.
"You should be proud of the level of coffee one can find in Israel, which is as good as the average coffee in Italy," Meschini rules.
"In 1995, when I first visited and toured Israel, it was impossible to find any espresso here. There was no supply and no demand. The situation today is completely different. One can find espresso almost anywhere."
The annual coffee consumption in Israel is estimated at 10 kilograms (22 pounds) per person. The Israeli café industry generates some NIS 3.8 billion ($990 million) a year, and the home coffee machine market generates some NIS 44 million ($11.5 million) a year.
The average Israeli drinks about four or five cups of coffee a day: Mostly cappuccino, followed in popularity by espresso.
"In Italy, when people talk about coffee they're referring to espresso. When they want lighter coffee, they order 'Espresso Lungo' (long) because it's less concentrated," Meschini explains.

Healthy or unhealthy?

Meschini, 60, is the owner of a family coffee company founded in Italy in 1895. He is the fourth generation in the company, which imports and exports coffee all around the world (including to Israel's Arcaffe chain, in which he one of the shareholders).
He began his career as an ornithologist, and even made a global name for himself in that field before starting to study the secrets of coffee in 1986. He moved to Brazil for several months, where he learned professional coffee tasting.

How do you taste coffee?
"The way to taste coffee hasn't changed for decades. In the Brazilian method, you look for a roundish and pleasant flavor, which doesn't leave your mouth dry.
"If you're tasting espresso, it has to have a good smell, a suitable texture, a reddish-brown color and foam with very thin lines and small and dense bubbles. The flavor itself must include a pleasing bitterness, combined with a sort of sweetness."

Is coffee healthy or unhealthy? Which studies should we believe?
"All studies are budget-dependent, so I don't take them seriously – both when they're in favor and against coffee. One must use logic and common sense. If someone suffers from a heart disease, I wouldn't recommend drinking exaggerated amounts of coffee. But if you're healthy, a few cups of coffee will do no harm.
"Every person must listen to his or her own body and know what it does to it. My wife won't drink coffee in the evening because she won't be able to fall asleep at night. I can drink espresso at midnight and fall asleep like a baby.

"Men in Israel drink more espresso, and women take more milk with their coffee. In general, one should use less milk or no milk at all. Milk makes the coffee flavors indistinct so that its real flavor is less enjoyable.
"In Israel people drink a lot of coffee with milk, and an exaggerated amount of milk definitely seems unhealthy to me."
http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4176899,00.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Enquanto isto, no mundo islâmico…

Caio Blinder
Dia deste colunista ser cabotino, autocentrado. Ele (malandrão, escreve na terceira pessoa) não deveria mais se impressionar com estas coisas. No entanto… Expressões como Israel e palestinos geram frenesi entre leitores. Duas colunas na semana passada em torno do pedido de reconhecimento palestino como estado pleno nas Nações Unidas (o desfecho poderá ser um desastre ou um fiasco) foram um triunfo para o colunista. Os dois textos renderam mais de 500 comentários, um recorde na curta história de pouco mais de um ano desta coluna. E comentários foram vedados por antissemitismo ou insultos raciais contra palestinos e árabes.
O colunista já escreveu sobre assuntos palpitantes como Donald Trump e Kate Middleton, mas nada gera tanta paixão como a dobradinha Israel-palestinos (a favor e contra, com alguns mais salomônicos). Tem dia em que o colunista cheio de prosa acha que vai emplacar com uma sacada sobre algum assunto e a reação é abaixo das expectativas. Coitado, nem Barack Obama comove tanto como antigamente. Houve um tempo em que os arautos das conspirações que o havaiano-nasceu-no-Quênia se insurgiam contra a tal ingenuidade do colunista ou suposta atitude chapa branca de endossar a certidão de nascimento de Obama. Que nada, estes conspiradores se cansaram do colunista ou do presidente americano.
Um dos textos da semana passada salientou que existe uma obsessão patológica com Israel nas Nações Unidas, chega a ser hilária, até satírica. Numa reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, em 2010, o delegado sírio denunciou que as crianças israelenses aprendem canções sobre beber o sangue dos árabes. Nenhum país é alvo de tantas resolucões ou moções de repúdio como Israel (o colunista está se repetindo). Algumas merecidas. Matemática ajuda a explicar a obsessão. São quase 50 países com maioria islâmica na ONU. É verdade que Israel pode contar com o apoio de todos os estados judeus no organismo. Ao que tudo indica, existe também obsessão patológica de leitores sobre o tema.
O colunista e muitos dos seus leitores ficaram obcecados com a questão palestina nas Nações Unidas na semana passada. Por cortesia de outro colunista, Jeffrey Goldberg (ai, ai, ai, mais um judeu), aqui está uma relação do que acontecia na semana passada no mundo islâmico quando tanta gente estava enfeitiçada pelo espetáculo nas Nações Unidas. São dramas que deveriam merecer também debates exaustivos na assembléia-geral.
Na Síria, continuou a contagem de vítimas da repressão governamental. A rebelião já causou quase três mil mortes, inclusive de 100 crianças. Países no Conselho de Segurança das ONU, como o Brasil, lépidos para apoiar a resolução pró-palestina, travam moções mais duras contra a Síria, com o argumento de que irão desestabilizar a situação. E a resolução palestina?
No Iêmen, as forças de segurança mataram mais de 70 pessoas nos protestos contra a ditadura de Ali Abdullah Saleh. Na Líbia, foram descobertas as valas com os restos mortais de 1.270 prisioneiros massacrados pelas tropas de Muamar Kadafi em 1996. No Afeganistão, o Talibã assassinou o ex-presidente Burhanuddin Rabbani, num atentado suicida.
No Paquistão, 26 peregrinos xiitas foram tirados de um ônibus e massacrados, em mais um lance de violência de muçulmanos contra muçulmanos. Na Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, um ataque suicida feriu mais de 20 fiéis em uma igreja. Foi mais um incidente de violência muçulmana contra cristãos, que se agravaram desde a eclosão da primavera árabe, em particular no Egito.
Na Somália, o grupo Al-Shabaab, inspirado pela Al-Qaeda, continuava a impedir que doações chegassem à zona de seca. Por estimativas de organizações humanitárias, até 300 mil crianças podem morrer caso não recebam suprimentos em breve.
E, finalmente, temos a Turquia, país hoje campeão da causa palestina. Para o primeiro-ministro Recep Erdogan, é imperdoável o que Israel faz com Gaza. Para Erdogan, o Hamas é um grupo de libertação nacional (não terrorista) e os palestinos têm direito a um estado. Enquanto isto, terroristas separatistas curdos (são terroristas, sim) mataram três pessoas e feriram mais de 30, num ataque em Ancara. Os militares turcos prosseguiam com seus bombardeios aéreos de campos de separatistas curdos dentro do Iraque. Não consideram que estas ações sejam uma tática desproporcional na luta contra o inimigo do estado.
De volta ao nosso território, de obsessão patológica. Nas duas colunas sobre o tema, o colunista recebeu a visita de muitos leitores que nunca tinham escrito e estavam indignados com os argumentos dele ou com Israel. Nunca compareceram (e não se indignaram neste espaço) quando o tema da coluna eram massacres na Síria, repressão no Irã ou violações de direitos humanos em tantos países por este mundinho afora.
Agora realmente falando na primeira pessoa, eu pessoalmente me canso de escrever sobre Israel e palestinos. As posições são, em geral, manjadas, os talking points repetidos ad nauseam e o resultado emocional deixa qualquer um exaurido, mas infelizmente não dá para fugir do tema. E infelizmente deveremos retornar em breve à barafunda.
Mas, antes disso, feliz ano novo judaico, 5772, longa história, certo? E que um dia, que parece distante, os palestinos sejam felizes no seu estado, em paz, ao lado de um seguro estado de Israel. Shalom/Salaam!
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/israel/enquanto-isto-no-mundo-islamico/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Unrequited Love: Evangelicals and Jews"

Who would have thought that the key to battling the rising tide of anti-Semitism in Obama's United States lies in these words: "Jesus loves me! This I know, For the Bible tells me so."

The children of Evangelical Christians sing this hymn in bible schools across the country, reflecting belief in a life lived according to the will of God as revealed in the bible. No moral relativism here: on the one hand, God-honoring living, and the other, sin and defiance. Right and wrong -- it is that simple. And it is this biblical view of the world that underlies the unwavering Evangelical Christian support of Israel and Judaism. As Prime Minister Benjamin Netanyahu has noted, Israel and the Jews "have no greater friends and allies" than the 70-million strong Evangelical Christian community in the United States -- better friends, in fact, than much of the American Jewish Community.
Worldview -- influenced by the Judeo-Christian values underlying scripture -- has relentlessly led Evangelicals to the conclusion that the work-in-progress known as Israel deserves support in a region where thuggery, terror, and misogyny are status quo. Emphasizing individual value and righteous living, the Israelis possess a moral clarity that has allowed them to build a democracy that ranks sixth out of 35 democratic countries in fairness, similar to the United States. American Evangelicals recognize this, partly counterbalancing the suicidal support a significant portion of the Jewish community provides to a Democratic Party that allies itself with those who wish to eliminate Jews, both foreign and domestic. One measure of the power of this support is the lengths to which leftists have gone, says Ed Lasky of American Thinker, to create a chasm between Evangelicals and Israel.
Christianity continues to throw aside a long history of anti-Semitism to embrace what increasingly powerful Evangelicals see as God's view of the Jewish people. The most popular mainstream Evangelical theology textbook is blunt in its direction to believers: revere and respect the special place of Jews, Judaism and Israel in God's plan for humanity. Zev Chafets, former New York Daily News columnist and Israeli politician, calls the Jewish-Evangelical alliance "a match made in heaven." Dr. Randall Price, head of the prestigious Judaic studies institute at Liberty University (Evangelical), has had a 30-year relationship with Israel based on the scriptural dictate to "love God, love Israel, and love the Jews."
This bible-based approach has produced strong Evangelical support. Christian tourism has kept the Israeli tourism industry afloat when Jews cut back. The Israeli Ministry of Tourism reports that 1.8 million of the 3 million visitors last year were Christians, capping a 40% increase in the past eight years in Christians from the United States.
Evangelicals are dramatically more supportive of Israel than the nearly half of the six million American Jews who, according to The National Jewish Population Survey, identify themselves as reformed and/or secular Jews, many of whom are hostile toward both Israel and bible-based Judaism. They reject God in favor of "peoplehood."As Dennis Prager, the columnist and radio talk host who describes himself as a bible-honoring Jew, notes, "their religion is rarely Judaism." Instead, "it is every ‘ism' of the Left. These include liberalism, socialism, feminism, Marxism, and environmentalism."
The result: God has become the enemy for significant numbers of American Jews, and the enemies of God their allies. Noted scholar James Q. Wilson, the former Harvard professor who won the Presidential Medal of Freedom for the "moral clarity" of his scholarship, pointed out that, in fact, God stands between the progressive, more vocal half of the American Jewish community and Evangelicals. Evangelicals look upon scripture as a guide to moral living while the former are garden-variety radicals who view God as an oppressive myth.
He continues: After "Marxist claims about the proletariat proved false and capitalism was vindicated as the best way to achieve economic affluence," the left replaced "the proletariat" with "the oppressed" as its "object of affection." For the Jewish left "Israel has merely replaced John D. Rockefeller at the top of the (enemies) list." These Jews are part of a feverish left for which it makes sense that Evangelical Christians would support Israel, for both ensure terrorism as they oppress the "powerless." Case in point: Rabid Marxist and anti-Semitic Jew Dr. David Boyarin, a Talmud (traditional Jewish bible commentaries) professor at the University of California at Berkeley, who maintains that the highest form of Judaism is the destruction of Israel, and that the genetic composition of the Jewish race -- if allowed to grow -- will result in the oppression by Jews of other people.
American Jews need to rethink alliances. Syndicated columnist and Fox News commentator Charles Krauthammer warns the Jewish community "it is a sign of the disorientation of a distressed and confused people that we should find it so difficult to distinguish our friends from our enemies." He may well have had in mind the comments of Rabbi Eric Yoffie, who heads the largest and largely secular (and least supportive of Israel) affiliate of American Judaism. Yoffie compared Evangelical leaders like the late Dr. Jerry Falwell to Hitler. Yet, according to Yechiel Eckstein, the Orthodox rabbi who heads the International Fellowship of Christian and Jews, Falwell had a lifelong, passionately loving relationship with Israel and Judaism based on shared biblical values -- in other words, because the bible told him so. Another American Jewish progressive, the head of one of the largest Jewish organizations in the United States, the Anti-Defamation League, recently "declared war on conservative Christians." Progressive Jews have demonstrated that, absent faith in the God of scripture and a bible-based worldview, American Jews tend toward hostility to Israel and the God-inspired morality of bible-centered Judaism (see "Progressive Jewish Thought and the New Anti-Semitism). In fact, as American Thinker's Richard Baehr puts it, many are already "working for the enemy."
Rodney Stark, the Berkeley-educated sociologist who has made a distinguished career out of exploding the dogma of the leftist Knowledge Elites (the title of his highly praised recent study of the effects of Christianity on culture gives you an idea of his approach, The Victory of Reason: How Christianity Led to Freedom, Capitalism, and Western Success), uses survey research to show that "irreligious Jews" comprise a significant percentage of the highly educated elites who are susceptible to new age religions and cultic movements. Irreligious Jews flock to quasi-religious movements, both political and social, because they "lack an anchorage in (the) conventional faith" of Judeo-Christian traditions. In other words, they are spiritually starved.
As Pogo, the cartoon character (and nonsectarian possum), famously said, "We have met the enemy and he is us." Without biblical standards, progressive American Jews have devolved into a self-destructive bar scene from Star Wars, a Mos Eisley Cantina of mainstream liberals, academic Marxists, and political and media elites snarling their way toward annihilation.
Perhaps it is time for the other half to speak up. The less vocal religious portion of the American Jewish community would, like Israel, find a staunch ally in Evangelicals, together embracing Judeo-Christian traditions and an Israeli nation that has consistently displayed morality and restraint toward those who seek to destroy it.
What would it take? The first step for the American Jewish community is to adopt the slogan that arose out of its biblical traditions, providing the foundation for Christian support of Jews and Israel: "In God We Trust."
Stuart H. Schwartz, Ph.D., is a former newspaper and retail executive. He is on the faculty at Liberty University in Lynchburg, Virginia.

http://www.americanthinker.com/2009/05/unrequited_love_evangelicals_a.html

sábado, 14 de agosto de 2010

As Marchas das Brigadas Vermelhas-Verdes

A Aliança Vermelha-Verde* está em marcha. O Parlamento Europeu, controlado pelos esquerdistas, aprovou em Strasburgo a resolução endossando o Relatório Goldstone. Esse relatório, deve-se lembrar, nega o direito de autodefesa a Israel, alegando que as ações de Israel para se defender das agressões palestinas ilegal durante o curso da Operação Chumbo Moldado foram crimes de guerra.

A resolução fez mais do que acatar as reivindicações infundadas do relatório Goldstone. Ela buscou silenciar aqueles que estão tentando fazer a porção vermelha da Aliança Vermelha-Verde pagar um preço por instigar a jihad (guerra santa).
A resolução “expressa sua preocupação com relação à pressão imposta às ONGs envolvidas na preparação do Relatório Goldstone e em investigações posteriores, e convoca as autoridades de todos os lados para se absterem de quaisquer medidas que restrinjam as atividades dessas organizações”.
Essa declaração foi inserida para defender as organizações israelenses apoiadas pela União Européia — espantosamente associadas com o New Israel Fund (NIF, Fundo Novo Israel), uma organização de extrema-esquerda — que tiveram um papel importantíssimo em fornecerem a Richard Goldstone e seus associados as falsas alegações de ações ilegais [que teriam sido cometidas] pelos soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI). Essas organizações — e o NIF — têm sido sujeitas, e de forma correta, a um escrutínio minucioso em Israel depois que seu papel na compilação do Relatório Goldstone foi revelado em janeiro pela organização estudantil israelense Im Tirzu.
Israel não é o único alvo da Aliança Vermelha-Verde. Suas operações se estendem pelo globo. Às vezes, como no caso do relatório Goldstone, a esquerda faz as acusações. Outras vezes, como no caso da ofensiva dos mísseis lançados pelo Hamas contra Israel, que precedeu a Operação Chumbo Moldado, os jihadistas atacam primeiro.
Em geral, os jihadistas são motivados a atacar os não-muçulmanos por causa de sua crença religiosa de que o islamismo deve dominar o mundo. E, em geral, a justificativa da esquerda pela agressão jihadista parte da sua crença neo-marxista de que o Estado-Nação liberal é a raiz de todos os males. Se a esquerda reconhece ou não que, se bem sucedido, seu conluio com os jihadistas levará à destruição da liberdade humana é algo que está sujeito a debate. Mas, se a esquerda entende ou não as conseqüências de suas ações, o fato é que ela tem tido um papel-chave em insuflar esse objetivo.

Massacrando os cristãos
Na Nigéria, no início de março, os jihadistas tomaram a iniciativa. Com a aparente colaboração do exército nigeriano dominado pelos muçulmanos, as gangues muçulmanas entraram em três vilarejos predominantemente cristãos ao redor da cidade de Jos e mataram mais de 500 civis inocentes, inclusive crianças, com facões, machados e punhais.
De acordo com relatos de testemunhas oculares, algumas vítimas foram escalpeladas e muitas foram estupradas. A maioria delas teve seus pés e suas mãos cortados. Bebês e crianças estavam entre os que foram chacinados.
O massacre foi premeditado. De acordo com porta-vozes do governo, os residentes muçulmanos foram avisados dois dias antes do ataque. Para assegurar que suas vítimas eram cristãs, os jihadistas dirigiam-se a elas em fulani, a língua falada pela maioria dos muçulmanos. Se as vítimas respondessem em fulani, estavam salvas. Caso contrário, eram golpeadas até a morte.
Poder-se-ia esperar que o massacre seria alvo de noticiários em nível mundial. Mas não foi o que aconteceu. Na verdade essa notícia mal foi notada.
Além disso, a cobertura insuficiente que esse acontecimento bárbaro recebeu da mídia foi contaminada pela obscuridade e falta de precisão. Os comentaristas e repórteres esconderam a identidade dos agressores e das vítimas, caracterizando a chacina jihadista como “violência sectária”.
Eles também buscaram ofuscar o significado da chacina, afirmando que as gangues de muçulmanos decapitaram bebês em resposta a disputas por propriedades tribais.
Jessica Olien, do jornal The Atlantic, não apenas fez essas afirmações, como também não reagiu às dimensões da atrocidade, escrevendo o seguinte: “Vale a pena observar que a polícia confirmou apenas a morte de 109 pessoas”.
Depois de minimizar o número de mortes, Olien voltou seus punhais literários contra as vítimas, afirmando que foram elas que fizeram com que isso acontecesse. Como disse ela, “é difícil não comparar o ataque do fim de semana com um que aconteceu em janeiro, no qual 150 pessoas da mesma comunidade muçulmana responsável pelo ataque de domingo foram brutalmente assassinadas. O ataque de 7 de março recebeu consideravelmente mais atenção internacional do que o incidente anterior”.
Ah!, quanta injustiça. Segundo Olien, a atrocidade excessivamente noticiada retrata injustamente os cristãos assassinados como sendo vítimas. Ela sabe melhor: os muçulmanos estavam simplesmente retaliando os ataques que haviam sofrido.
Infelizmente para Olien e sua erudita justificativa para o barbarismo, está longe de ter sido esclarecido que as vítimas da violência de janeiro fossem muçulmanas. Escrevendo para o jornal Times de Londres, a baronesa britânica Caroline Cox afirmou que as vítimas principais da chacina de janeiro eram cristãs, e não muçulmanas.
De acordo com Cox, testemunhas oculares dos eventos de janeiro “indicaram que a matança começou quando jovens muçulmanos atacaram cristãos num domingo de manhã enquanto estes iam para a igreja. Os muçulmanos também foram mortos, quando aqueles que estavam sendo atacados começaram a revidar”.
Cox continuou informando que o ataque de março seguiu um padrão agora familiar. Os ataques “são iniciados por muçulmanos extremistas bem armados, cantando slogans militantes, atacando e matando cristãos e outros cidadãos não-muçulmanos e destruindo casas e locais de culto. ‘Nos primeiros estágios do ataque, os militantes muçulmanos levam os cadáveres para mesquitas onde os fotografam e enviam as fotografias para a mídia, criando a impressão de que esses mortos são vítimas muçulmanas”.
A mídia internacional fica ansiosa para aceitar, sem comprovações, essas falsas acusações sobre uma suposta vitimização de muçulmanos nas mãos daquelas que são as vítimas reais. E igualmente ansiosos ficam seus camaradas esquerdistas em círculos governamentais internacionais.
Na esteira do massacre de março, a secretária de Estado americana Hillary Clinton e o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon emitiram declarações em que não fizeram quaisquer distinções entre as vítimas e os agressores. Ambos solicitaram aos “dois lados” que agissem com “moderação”.
Na aparente disposição da esquerda de esconder a natureza dos ataques de janeiro e depois menosprezar o massacre de março, temos um exemplo da facilitação esquerdista quanto à violência dos jihadistas. Na Nigéria, logicamente, os jihadistas são os atores principais e os esquerdistas são meramente seus ajudantes.
Em Israel, os esquerdistas apóiam os jihadistas
Em Israel, os papéis são geralmente invertidos. Aqui é a esquerda que conduz os jihadistas pela mão. Veja, por exemplo, a campanha da esquerda contra os direitos de propriedade dos judeus em Jerusalém. Nos bairros Sheik Jarrah/Shimon Hatzadik, as edificações que pertenciam aos judeus foram confiscadas pela Jordânia em 1948, depois que ela conquistou a cidade. Por toda a década passada, os proprietários judeus lutaram nos tribunais para resgatarem seus direito às edificações e para removerem os árabes intrusos que se apossaram delas.
Tribunal após tribunal manteve os direitos dos judeus às propriedades. E, de fato, há mais de uma década, os invasores aceitaram um acordo no qual reconheceram os direitos dos reais proprietários e estes concordaram em permitir que os invasores ficassem ali contanto que pagassem o aluguel. Mas, quando os invasores pararam de pagar o aluguel, a esquerda os animou a se recusarem a desocupar os imóveis e a tentarem anular em juízo aquele antigo acordo. Finalmente, o caso chegou à Suprema Corte, que também reconheceu os direitos dos proprietários judeus e ordenou que a polícia executasse a ordem judicial e removesse os invasores ilegais.
A polícia removeu os invasores e dentro de poucas horas mudaram-se para lá inquilinos judeus, em consonância com um acordo com os proprietários legais dos prédios. Desde que se mudaram, os judeus têm sofrido constantes ataques de seus vizinhos árabes. Eles têm sido espancados e ameaçados de morte.
Nesse meio tempo, a esquerda transformou o caso dos invasores ilegais em uma causa célebre. Recentemente, milhares de esquerdistas fizeram uma manifestação anti-semita do lado de fora do complexo, exigindo que os judeus fossem retirados de suas casas. O argumento, logicamente, é que a permissão de que os judeus exerçam seus direitos legais de propriedade por residirem pacificamente em uma área predominantemente árabe é uma “provocação” inaceitável. Os invasores árabes que estão tentando roubar as propriedades, por outro lado, são as “vítimas”.
Em vez de caracterizarem os manifestantes como anti-semitas, que estão atiçando o fogo da violência contra judeus inocentes por seu crime de morarem legalmente onde escolherem, a mídia local e internacional descreveu os manifestantes como “ativistas pacíficos” e “ativistas dos direitos humanos”.
Por mudarem a realidade e por patrocinarem a causa dos jihadistas contra os direitos humanos de suas vítimas, esses manifestantes esquerdistas são tratados como celebridades por seus camaradas da mídia e em chancelarias do mundo ocidental. O Departamento de Estado americano disse que era “inaceitável” que os judeus se mudassem para suas casas.
Do mesmo modo, as Nações Unidas se apressaram em aceitar a afirmação da esquerda de que os direitos humanos exigem a negação dos direitos de propriedade aos judeus devido à sua etnicidade. Seu chefe do processo de paz, Richard Miron, disse: “Acho extremamente deploráveis as ações totalmente inaceitáveis de Israel nas quais as forças de segurança israelenses expulsaram judicialmente as famílias de refugiados palestinos (...) para permitir que os colonizadores tomassem posse de suas propriedades”.
Esse é um comentário deprimente, que revela onde chegamos em nosso tempo, em que porta-vozes de democracias e supostos defensores dos direitos humanos estão dispostos a declarar publicamente que dar aos judeus igual proteção sob a lei é uma imposição inaceitável sobre seus vizinhos intolerantes. Mas a noção de que os judeus têm direitos iguais de comprar e possuir suas propriedades em áreas de Jerusalém, onde sofreram limpeza étnica ilegal por parte dos jordanianos em 1948, é agora uma grande causa combatida pela esquerda. E pode-se apenas pressupor que os jihadistas logo darão seu passo — para a gratificação de seus camaradas esquerdistas — contra os inocentes judeus de Jerusalém.
Isso nos traz aos acontecimentos que cercaram a visita de Joseph Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos, a Israel. No primeiro dia de sua visita, num ato de rotina governamental, o Comitê de Planejamento e Edificações de Jerusalém aprovou os planos para construir 1.600 unidades habitacionais no bairro Ramat Shlomo. Esse bairro é um local com mais de 20.000 residentes, localizado entre os ainda mais populosos bairros de Ramot e Sanhedriya. De uma perspectiva israelense, ele é tão controvertido quanto Yad Eliahu em Tel Aviv ou Hadar em Haifa (ou seja, nada).
Mas não de uma perspectiva vermelha. Alguns minutos depois da decisão ter sido anunciada, a esquerda a usou como prova da venalidade de Israel. Por aprovar a construção de novas residências em sua capital, o governo foi condenado repetidamente. Os palestinos e a Liga Árabe embarcaram na onda. E agora, graças ao ataque violento dos esquerdistas contra Israel, qualquer vítima de assassinato em Jerusalém — ou em qualquer outro lugar de Israel — será considerada merecedora da justificada ira muçulmana.
Observando a acusação esquerdista, conduzida neste caso pela mídia israelense que estava espumando pela boca, Biden movimentou-se rapidamente. O homem, que veio a Israel em uma ofensiva cativante, já não conseguia esconder as verdadeiras simpatias do governo Obama. Depois de declarar seu inegável amor e fidelidade a Israel algumas horas antes, Biden mudou de rumo e condenou Israel por “enfraquecer” as perspectivas de paz.
Quando se referiu à sua condenação da decisão israelense de construir casas em sua capital, Biden disse: “Às vezes, apenas um amigo pode falar as verdades mais duras”. E, ao menos quanto à dureza, ele está correto.
E assim, no espírito desse sentimento, deve ser dito: quando aqueles que pretendem apoiar a paz e os direitos humanos unem suas forças com a Aliança Vermelha-Verde, na verdade o que estão apoiando é a intolerância, a violência, o assassinato e, finalmente, a destruição da liberdade humana. Se os esquerdistas reconhecem ou não o significado de suas ações, já está na hora de serem responsabilizados pela sua defesa da jihad, da mesma forma como os jihadistas por executarem essa destruição.
(Caroline Glick – www.carolineglick.com - http://www.beth-shalom.com.br)
* Vermelha = esquerdista. Verde = islâmica (verde é a cor do islã).