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sábado, 18 de março de 2017

NÃO SEJA PRECIPITADO - PARASHÁ KI TISSÁ 5777

"Rubens chegou cedo à sinagoga na manhã de Shabat. Ele estava apenas de passagem por aquela pequena cidade e era a primeira vez que ia àquela sinagoga. A reza ia bem até que chegou o momento da leitura da Torá, quando Rubens começou a achar tudo muito estranho. O Cohen e o Levi chamados para as duas primeiras leituras foram escolhidos entre as pessoas que se sentavam no fundo da sinagoga. Para as próximas três leituras foram escolhidos frequentadores que se sentavam na parte direita da sinagoga, enquanto para as últimas duas leituras foram escolhidos frequentadores que se sentavam na parte esquerda da sinagoga.

Rubens ficou muito irritado com o Gabai (pessoa responsável pela escolha das pessoas chamadas para cada leitura da Torá), pois não fazia sentido a ordem na qual ele havia escolhido as pessoas. Por que o Cohen e o Levi chamados eram pessoas do fundo da sinagoga e não pessoas que se sentavam na frente? E por que os outros três chamados foram da direita e não da esquerda? E por que os dois últimos foram da esquerda e não do fundo? Ele estava tão incomodado que começou a fazer suas reclamações em voz alta, incomodando os outros frequentadores. Então um senhor idoso muito sábio chegou perto dele e disse:

- Senhor, me desculpe, mas você veio nesta sinagoga apenas um único Shabat e já se acha no direito de reclamar da ordem na qual as pessoas foram chamadas na Torá? Se você estivesse aqui há alguns meses, acompanhando semana a semana o funcionamento da sinagoga, eu entenderia suas reclamações, mas não tem sentido você reclamar tendo pisado aqui apenas uma única vez! Se você tivesse vindo nas semanas anteriores, você teria entendido que a escolha segue uma ordem correta e bem planejada. Por exemplo, na semana passada já haviam dado a honra ao Cohen e ao Levi que se sentam na parte da frente da sinagoga e, por isso, desta vez foi chamado alguém da parte de trás. Os outros três chamados foram escolhidos da direita pois, na semana passada, os escolhidos haviam sido da parte da frente da sinagoga. E assim acontece todas as semanas, as pessoas que foram chamadas na semana anterior são puladas para dar oportunidade àquelas que ainda não tiveram o mérito de serem chamadas na Torá.

- O problema não está na ordem na qual as pessoas foram chamadas - concluiu o senhor idoso - O problema está na sua falta de paciência, no seu equívoco de achar que em apenas um único Shabat você já sabe o suficiente para criticar o Gabai. Na sua impaciência, você não conseguiu entender que ele leva em consideração muitos dados e detalhes para fazer a escolha da maneira mais justa possível, dando a devida honra a todos os frequentadores. 
Reuven se sentiu envergonhado por sua reclamação impetuosa. Daquele dia em diante, ele tentou ser mais paciente e não julgar mais nenhuma situação na vida de forma precipitada".

Explica o Rav Israel Meir HaCohen zt"l (Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, que nos comportamos exatamente da mesma maneira. Em poucos anos de vida neste mundo e com nosso intelecto completamente limitado, nos achamos no direito de questionar e criticar os atos perfeitos de D'us.

Nesta semana lemos a Parashá Ki Tissá (literalmente "Quando fizer o levantamento"), que descreve o terrível erro do bezerro de ouro. O povo judeu, ao se desesperar com o atraso de Moshé em descer do Monte Sinai, construiu um bezerro de ouro para que fosse, no lugar de Moshé, um novo intermediário entre o povo e D'us. Isto foi considerado um erro muito grave, a ponto de D'us decidir destruir todo o povo judeu e reiniciar um novo povo a partir de Moshé. Depois de muitas súplicas de Moshé, D'us decidiu revogar Seu decreto e perdoar o povo. D'us então chamou Moshé mais uma vez ao Monte Sinai e ensinou a ele os "13 Atributos de Misericórdia", para que o povo judeu utilizasse todas as vezes em que estivesse em situações delicadas e necessitando de Misericórdia Divina. Como Moshé entendeu que aquele era um momento especial de "Graça Divina", ele aproveitou para fazer um pedido especial para D'us: "Por favor, me mostre Seus caminhos" (Shemot 33:13). Porém, o que significou este pedido de Moshé?

Explica o Talmud (Brachót 7a) que Moshé estava fazendo a D'us uma pergunta que há milênios incomoda a humanidade: "Por que há pessoas boas que tem coisas ruins na vida e pessoas ruins que tem coisas boas na vida?". Em outras palavras, se D'us é bondoso e misericordioso, esperaríamos que as boas pessoas tivessem apenas alegrias e prazeres, enquanto as pessoas ruins tivessem apenas sofrimentos e tristezas. Porém, ao olharmos para o mundo, percebemos que muitas vezes o que ocorre é justamente o contrário. Vemos pessoas boas passando por muitos sofrimentos, enquanto pessoas ruins aproveitam a vida sem preocupações. Aparentemente estas situações contradizem a lógica humana e parecem negar a bondade de D'us.

Mas é permitido fazer este tipo de questionamento a D'us? Tudo depende da nossa intenção. O pedido de Moshé não se tratava de um questionamento em relação à bondade e a perfeição dos atos de D'us. Ele tinha uma Emuná (fé) completa e a certeza absoluta em seu coração de que tudo o que D'us faz é para o bem. Porém, Moshé queria um pouco mais do que esta certeza no coração. Ele queria que D'us mostrasse, de maneira lógica e racional, quais são os cálculos levados em consideração em cada decreto. Ele queria entender o que está por trás das situações nas quais a lógica humana não consegue entender a bondade de D'us.

Porém, precisamos tomar muito cuidado para não questionar "Por que boas pessoas sofrem e pessoas ruins tem tranquilidade na vida?" com intenções não tão puras quanto as de Moshé, pois algumas vezes acabamos realmente questionando a bondade de D'us. Normalmente isto acontece quando estamos passando por situações de sofrimento ou quando ficamos inconformados com situações nas quais pessoas ruins parecem estar se dando bem, apesar de estarem agindo de forma desonesta. Portanto, o primeiro passo é entender que estes questionamentos são provenientes das nossas limitações e da nossa falta de Emuná (fé). Somos muito imediatistas e acabamos decidindo as coisas de forma precipitada.

Quando questionamos "Por que coisas ruins acontecem com boas pessoas?", o que é considerado algo bom e o que é considerado algo ruim? Por exemplo, ganhar na loteria é necessariamente algo bom? Muitos ganhadores de loteria descrevem que suas vidas se transformaram em verdadeiros infernos depois de receberem quantias muito grandes de dinheiro. E sentir dor é necessariamente algo ruim? Existe uma doença chamada "Síndrome de Riley-Day", na qual a pessoa não tem sensibilidade à dor. Em uma análise superficial, parece um paraíso viver sem dor, mas normalmente quem sofre desta doença morre jovem, de maneiras até banais. Quando encostamos sem querer a mão no fogo, a dor aciona imediatamente nosso sistema nervoso e um ato reflexo nos faz tirar a mão do fogo quase imediatamente, evitando consequências mais graves. Porém, pessoas com esta síndrome somente percebem que a mão estava sobre o fogo quando grande parte do corpo já está completamente queimada.

Isto significa que somos muito precipitados quando questionamos D'us. Vivemos neste mundo por apenas poucos momentos e mesmo assim queremos respostas para todos os nossos questionamentos. Por que esta pessoa nasceu rica enquanto aquela outra pessoa nasceu pobre? Por que esta pessoa é saudável enquanto aquela outra pessoa é doente? Se a pessoa tivesse vivido centenas de anos, teria visto a história completa. Por exemplo, teria visto que aquele rico em outra vida foi um pobre, enquanto aquele pobre foi um rico. Cada um deles havia passado por um tipo específico de teste, sendo que um precisou vencer o teste da riqueza, de não se tornar mesquinho, egoísta e desconectado de D'us, enquanto o outro precisou vencer o teste da pobreza, de não questionar os caminhos de D'us e não chegar ao nível de roubar. Porém, depois dos dois vencerem seus testes em vidas anteriores, a situação foi invertida, para que aquele que venceu o teste da riqueza possa vencer o teste da pobreza e vice-versa.

Pelo fato do tempo de vida do ser humano ser tão curto, estamos sempre vendo a história de maneira muito limitada, sem conseguir enxergar as coisas de forma completa. Podemos chamar este fenômeno de "síndrome do buraco da fechadura", pois se assemelha a uma pessoa que quer entender tudo o que acontece dentro de uma casa, com toda a sua dinâmica complexa, apenas observando por alguns instantes através do buraco da fechadura. Enquanto a pessoa não abrir a porta para enxergar o quadro completo, é óbvio que ela estará sempre chegando a conclusões precipitadas, sem o mínimo de dados para tomar decisões racionais e equilibradas. Vemos o mundo de forma limitada e, portanto, distorcida, mas pensamos que é a realidade. E isto se conecta com o outro assunto da Parashá, que foi a construção do bezerro de ouro. A fonte deste erro tão grave foi justamente a precipitação do povo judeu, a pressa de querer entender tudo em um único instante, a falta de Emuná de que tudo o que D'us faz é para o bem.

David Hamelech também nos ensinou este conceito: "Cântico dos degraus: Quando D'us trouxer de volta a Tzion os retornados, seremos como sonhadores. Então nossas bocas se encherão de riso e nossas línguas de alegria" (Salmos 126:1,2). O que significa "seremos como sonhadores"? Na época da vinda do Mashiach, quando D'us se revelar e "acender a luz" deste mundo de tanta escuridão, perceberemos que tudo não passou de uma ilusão de ótica, apenas para nos dar livre arbítrio. Enxergaremos o quadro completo e nos alegraremos de verdade, a alegria imensa de entender os motivos pelos quais passamos por todas as dificuldades e sofrimentos na vida. Será a alegria de finalmente encontrar a resposta de "Por que pessoas boas sofrem enquanto pessoas ruins tem sucesso na vida?".

Quando D'us faz decretos, Ele leva em consideração muitos dados. Por exemplo, nossos atos durante vidas passadas, nosso objetivo nesta vida e o objetivo da humanidade como um todo. Diante de D'us está o passado, o presente e o futuro. Portanto, somente Ele sabe de verdade o que é o melhor para nós. Além disso, todos os nossos atos nesta vida são levados em consideração, pois nos esquecemos de muitas coisas que fizemos, mas D'us nunca se esquece de nada. Por isso, precisamos ter Emuná e a certeza de que tudo é para o bem e que tudo é decretado através de cálculos precisos e corretos. 
"Se agora nós entendermos que não podemos entender tudo, então teremos entendido tudo"
SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com.br/
Ex. 30:11-34:35, 1Rs. 18:1-39

sábado, 17 de novembro de 2012

QUEM QUER SOFRIMENTOS? - PARASHÁ TOLDOT 5769

Havia um homem que vivia com constantes sofrimentos. Ele e sua família tinham muitas doenças, sofriam com a falta de dinheiro e passavam por outras dificuldades. Um dia ele decidiu visitar o Rav Shalom Shrabi, um grande sábio, para perguntar como entender o comportamento de D'us e o que ele poderia fazer para que as coisas melhorassem e os sofrimentos diminuíssem. Após uma longa e cansativa viagem a pé, ele chegou na casa do rabino e foi recebido pela rabanit (esposa do rabino), que o convidou a entrar, sentar em um confortável sofá e aguardar o rabino, que estava resolvendo outro problema. O homem estava tão cansado por causa da viagem que caiu em um sono profundo. Começou a sonhar e se viu em uma grande estrada, completamente deserta, onde não se escutava nenhum ruído. De repente escutou um barulho vindo de longe. Uma carruagem cheia de anjos brancos passou em alta velocidade e logo desapareceu no horizonte. Mais alguns minutos e novamente o silêncio foi quebrado pelo barulho de uma carruagem cheia de anjos escuros, de aparência atemorizante, que também logo sumiu no horizonte.

Curioso, ele apertou o passo para saber onde terminava a estrada. Finalmente chegou em uma praça, onde ele viu as carruagens estacionadas. No centro da praça havia uma balança gigantesca, e os anjos desciam das carruagens e se dirigiam à balança. O homem viu que em cada anjo havia uma pequena placa. Nos anjos brancos estavam escritas várias Mitzvót, como por exemplo estudo da Torá, Tefilá (reza) e honrar os pais. Já nos anjos escuros estavam escritas várias transgressões, tais como Lashon Hará (falar mal dos outros), roubo e inveja. O homem entendeu que ali era o Tribunal Celestial, e alguém estava sendo julgado. Cada Mitzvá que a pessoa tinha feito na vida havia criado um anjo branco e cada transgressão havia criado um anjo escuro. Quando o homem se aproximou da balança, viu que era o seu próprio julgamento.

O homem observou que todos os anjos brancos se encaminharam para um lado da balança enquanto os anjos escuros se encaminharam para o outro lado. Notou, para seu desespero, que a balança pendia para o lado dos anjos escuros e começou a tremer de medo. Procurou outros anjos brancos, mas não havia mais nenhum. Ele estava perdido...

De repente, chegou uma terceira carruagem, com anjos gigantescos, que haviam sido criados com os sofrimentos que o homem havia passado na vida. Para cada anjo de sofrimento que se apresentava, eram retirados alguns anjos escuros. Mas para a infelicidade do homem a balança ainda pendia para o lado das transgressões. No desespero, ele deu um grito amargo: "Me mandem mais alguns sofrimentos, me mandem mais alguns sofrimentos!!"

O homem acordou gritando e aos poucos entendeu que tudo havia sido um sonho. Levantou-se e preparou-se para sair, mas a esposa do rabino perguntou:

- Ei, você não tinha que perguntar algo para o rabino?

- Tinha - disse o homem sorrindo - mas agora não preciso mais. D'us já me respondeu... (História Real)
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A Parashá desta semana, Toldot, continua nos contando um pouco mais sobre Itzchak, uma pessoa reta em todos os seus atos e com uma impressionante claridade do seu propósito no mundo. Onde podemos enxergar a grandeza dele? No episódio da Akeidá, no qual D'us testou Avraham pedindo para que ele sacrificasse seu filho. Aparentemente Itzchak não sabia que seria sacrificado e somente por isso aceitou ir junto com seu pai. Mas a Torá nos ensina diferente, pois está escrito "E Avraham pegou a lenha para a oferenda e colocou sobre as costas de Itzchak, seu filho. Ele pegou em suas mãos o fogo e a faca, e os dois subiram juntos... E então Itzchak falou para Avraham seu pai... 'Aqui está o fogo e a madeira, mas onde está a ovelha para o sacrifício?'. E Avraham respondeu: 'D'us escolherá para Ele a ovelha para o sacrifício, meu filho'. E os dois subiram juntos" (Bereshit 22:6-8). Por que a Torá precisou repetir "E os dois subiram juntos"? Para nos ensinar que mesmo após Itzchak entender que ele seria o sacrifício, ele continuou subindo com Avraham, e com o mesmo entusiasmo de antes. Apesar do sacrifício não ter efetivamente ocorrido, D'us considerou como se Itzchak realmente tivesse dado a vida por Ele.

Mas a Parashá ensina algo difícil de ser entendido. Itzchak, este grande Tzadik (Justo) que estava disposto a dar sua vida por D'us, ficou cego, como está escrito "E foi, quando Itzchak envelheceu, seus olhos se escureceram..." (Bereshit 27:1). Isso ocorreu quando Itzchak tinha 123 anos, e como ele viveu até os 180 anos, vemos que ele passou mais de 50 anos imerso em total escuridão. Por que D'us causou tanto sofrimento para Itzchak? E mais do que isso, se D'us é bondoso, por que pessoas boas sofrem?

Temos uma visão completamente equivocada dos sofrimentos. Quando sofremos, sentimos que D'us nos abandonou e nos deixou de lado. Mas é justamente o contrário, os sofrimentos são um grande presente de D'us, que recebemos somente pelos méritos de Itzchak. Segundo o Midrash (parte da Torá Oral), as pessoas não recebiam sofrimentos, e foi justamente Itzchak quem pediu para que D'us nos mandasse sofrimentos. D'us concordou e começou por Itzchak mesmo, deixando-o cego. Mas por que Itzchak queria sofrimentos no mundo?

Explica o Chafetz Chaim que existe uma grande diferença entre os castigos aplicado pelos seres humanos e os castigos aplicado por D'us. Os castigos aplicados pelos seres humanos são apenas um meio de colocar medo na pessoa. Aquele que castiga espera que o transgressor aprenda a lição e não volte a errar novamente no futuro. Já os castigos Divinos, além de ajudarem as pessoas a não voltar a transgredir mais, também limpam, através dos sofrimentos, os erros cometidos.

Não existe Tzadik no mundo que faz o bem e não peca. Cada transgressão que fazemos cria um anjo, que se torna um acusador no Tribunal Celestial. E quanto maior o nível da pessoa, mais ele é cobrado por qualquer erro cometido. É como uma pessoa dentro de uma empresa, quanto maior o cargo, maior a responsabilidade e maiores as consequências no caso de um erro cometido. Quando o faxineiro erra, a sala pode ficar um pouco mais suja, mas se o presidente erra, ele pode quebrar toda a empresa. Itzchak, com seu grande nível espiritual, entendeu que sem sofrimentos nenhum ser humano conseguiria passar pela Justiça Celestial quando saísse deste mundo. Por isso ele pediu para que D'us descontasse parte dos nossos erros através de sofrimentos ainda neste mundo.

Sentir dor é bom? A maioria das pessoas diria que não. Mas existe uma doença chamada CIPA (insensibilidade congênita à dor) que causa com que a pessoa não sinta nenhuma dor. Mas bem longe de viver uma vida paradisíaca, em geral estas pessoas morrem muito jovens, quase sempre por motivos banais como queimaduras ou pequenos ferimentos. Qualquer criança normal que coloca a mão no fogo, ao primeiro sinal de dor, retira rapidamente o braço, num ato reflexo de proteção. Mas estas crianças com a doença, por não sentirem nenhuma dor, não entendem o perigo que estão correndo e acabam morrendo. A dor é, portanto, algo amargo mas que salva nossas vidas. E da mesma forma que isso ocorre no mundo material, assim também ocorre nos mundos espirituais, isto é, os sofrimentos são amargos e difíceis, mas salvam nossa vida eterna, funcionando tanto como um alarme de que algo vai mal quanto como uma maneira de limpar nossos erros e permitir que possamos sair limpos deste mundo.

Este ensinamento nos ajuda muito em nossas vidas, pois não existe ninguém que não passa por sofrimentos e dificuldades. Saber que os sofrimentos têm um propósito nos ajuda a aceitá-los. Não temos que pedir mais sofrimentos para D'us, pois mal e mal suportamos os que já temos, mas temos a obrigação de receber os sofrimentos que Ele nos manda com alegria, pois apesar de serem amargos e difíceis, os sofrimentos, que são limitados, nos ajudarão a ter uma eternidade de prazeres ilimitados.

Shabat Shalom

Rav Efraim Birbojm