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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

BONDADE À PROVA DE NEVE - PARASHAT SHOFTIM 5775

Jerusalém é uma cidade que literalmente para quando ocorre uma nevasca. Como em Israel não neva todos os anos, e mesmo quando neva são apenas alguns poucos dias, então não existe uma estrutura preparada para fazer com que o país funcione após uma nevasca. Por exemplo, não existem equipamentos para limpar e retirar a neve acumulada nas ruas, o que impede as pessoas de circularem de carro. Portanto, quando ocorre uma nevasca em Jerusalém, por dois ou três dias tudo fica paralisado, e as pessoas acabam ficando presas em casa, sem conseguir sair.

Normalmente isto não é um problema. Ao contrário, as crianças fazem guerras de neve na rua e os adultos também acabam se divertindo. Mas às vezes as nevascas podem se transformar em grandes dores de cabeça. Foi o que aconteceu com as famílias Cohen e Diamant (nomes fictícios). O casamento destas famílias estava marcado justamente para a noite em que ocorreu uma grande nevasca em Jerusalém. A pergunta na cabeça de todos era: como os noivos e os convidados conseguiriam chegar até o salão de festas?

Quanto à dificuldade dos noivos chegarem, o problema foi facilmente resolvido. O noivo vivia próximo o suficiente do salão de festas para conseguir chegar lá caminhando. A noiva, que morava um pouco mais longe, foi transportada por uma ambulância da "Hatzalá" (equipe de resgate). Mas o grande problema eram os convidados, justamente os responsáveis por alegrar o casamento. Infelizmente a grande maioria não conseguiria ir, pois não havia qualquer meio de transporte disponível.

A notícia de que haveria uma festa de casamento com grandes chances de ser um fracasso começou a correr entre os judeus religiosos, e chegou às Yeshivót e Seminários para moças. Ao escutar a difícil situação do noivo e da noiva, muitos rapazes das Yeshivót e moças dos Seminários que ficavam no mesmo bairro do salão de festas vieram para participar do casamento e trazer alegria. O lugar logo ficou completamente lotado de pessoas animadas, que apesar de nem conhecerem o noivo e a noiva, faziam de tudo para alegrá-los. A vontade de ajudar era tanta que vieram muito mais pessoas do que havia sido programado. Era tanta gente, em um gesto de amor ao próximo tão impressionante, que em pouquíssimo tempo a comida já havia terminado. 

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Nesta semana lemos a Parashat Shoftim, que nos ensina diversos assuntos, tais como a pena aplicada para pessoas que faziam idolatria, as leis referentes à futura escolha de um rei para o povo judeu, o cuidado com falsas testemunhas e o comportamento do povo judeu durante as guerras.

Em relação às guerras, a Torá nos ensina um detalhe interessante. Antes das batalhas se iniciarem, algumas pessoas eram dispensadas do serviço militar, como está escrito: "Quem é o homem que construiu uma casa nova mais ainda não a inaugurou? Que se vá e volte para sua casa, para que não morra e outro homem a inaugure. Quem é o homem que plantou um vinhedo e ainda não o redimiu? Que se vá e volte para sua casa, para que não morra e outro homem o redima. Quem é o homem que noivou com uma mulher mais ainda não casou com ela? Que se vá e volte para sua casa, para que não morra e outro homem case com ela" (Devarim 20:5-7).  A Torá especificamente registrou três categorias de pessoas que eram dispensadas da guerra. O ponto em comum é que eram pessoas que haviam deixado algo inacabado e, por isso, ficariam preocupadas demais, com medo de morrer na guerra e nunca terminar o que havia ficado pendente.

Muitos comentaristas entendem que esta lei da Torá era uma medida prática. Qualquer soldado que estivesse em uma destas três categorias ficaria, mesmo durante a guerra, com a cabeça completamente ocupada com os pensamentos do que havia deixado para trás, certamente prejudicando seu desempenho. Além disso, sua falta de foco podia ter um impacto negativo sobre seus colegas, diminuindo a moral deles. Por isso, pela segurança do povo, era questão de bom senso dispensar do exército pessoas que se enquadravam nestas três categorias.

Porém, se esta é a explicação do motivo da dispensa, então por que a Torá trouxe apenas estas três situações? Certamente existem centenas de outras situações que fazem com que a pessoa perca o seu foco. Por exemplo, uma pessoa que está com muitas dificuldades na educação de seu filho, uma criança extremamente rebelde e malcriada, ele também não consegue manter seu foco por estar perturbado com seus problemas familiares. Apesar disso, a Torá não inclui este tipo de situação entre as dispensas militares. Por que justamente estas três são mencionadas pela Torá, se existem muitas outras situações que desviam o foco da pessoa?

A pergunta fica ainda mais difícil quando olhamos a explicação dada por Rashi (França, 1040 - 1105), que afirma que estas três situações em especial causam "Agmat Nefesh" (tormento da alma). Mas se todo o problema era apenas a falta de foco, por que Rashi utilizou uma linguagem tão "poética", de "tormento da alma", ao invés de simplesmente ter explicado que o motivo é a falta de concentração por causa das outras preocupações que podem estar na cabeça do soldado?

A resposta está em um interessante ensinamento do Talmud (Sotá 2a), que afirma que 40 dias antes da formação de um feto (neste caso a expressão "formação" refere-se ao momento em que a alma entra no feto em desenvolvimento), uma Voz Celestial anuncia quem será sua futura esposa, onde será sua residência e de onde virá seu sustento. De acordo com nossos sábios, 40 dias antes da formação do feto é justamente o momento da concepção física, quando todos os dados genéticos contidos no DNA começam a atuar no desenvolvimento do bebê. Neste momento da concepção física, detalhes como a inteligência, a aparência, as habilidades e as inclinações da criança, isto é, os dados genéticos que compõe as características básicas dela, já começam a atuar. Mas por que o Talmud afirma que exatamente neste mesmo momento é anunciado ao feto quem será sua esposa, onde será sua residência e de onde virá seu sustento?

De acordo com o Rav Yohanan Zweig, o Talmud está nos ensinando que, apesar destas três coisas parecerem apenas detalhes externos à essência do ser humano, elas são fatores fundamentais na definição e na forma como se expressa a essência da pessoa, exatamente como a carga genética dela. A esposa é a alma gêmea da pessoa, a parte que falta para completar a sua alma. Também a casa e a profissão de uma pessoa são maneiras de definir a sua essência. Por exemplo, o médico é chamado de "doutor" mesmo quando não está trabalhando, pois sua profissão torna-se parte do seu nome. De forma semelhante, o chefe de família é chamado de "Baal HaBait" (dono da casa), pois ter uma casa o torna uma pessoa mais completa.

Ao dispensar estas três categorias de pessoas do serviço militar, a Torá está nos ensinando uma importante lição: a necessidade de iniciar um casamento, de começar um trabalho e de ter a sua própria casa causam uma preocupação muito forte no ser humano. Não se trata apenas do desvio de foco por causa de algo que o incomoda. Como estes três assuntos definem o próprio "eu" da pessoa, e são formas da alma se definir e se expressar, o fato de não ter completado algum destes processos, junto com o temor de que outra pessoa pode vir a colher os frutos do seu árduo trabalho, chegam a trazer tormento para a alma do soldado, impedindo-o de exercer de maneira eficiente suas funções no exército. Neste caso, é melhor ele voltar para casa e terminar o que está pendente do que ficar, completamente atormentado, na frente de batalha.

Atualmente estes fatores não são levados em consideração para dispensar alguém do exército. Então como podemos utilizar este conceito da Parashat para nossas vidas? Em primeiro lugar, isto nos desperta sobre o verdadeiro valor das nossas esposas e maridos, do nosso trabalho e da nossa casa. Como são coisas que estamos em contato constante, infelizmente acabamos nos acostumando e deixando de dar o seu devido valor.

Além disso, há outra aplicação prática: o Chessed (bondade) que podemos fazer aos outros. Se estas três coisas são tão importantes na vida do ser humano, a ponto de definirem sua essência, então devemos nos esforçar muito para ajudar aqueles que ainda não conseguiram atingi-las. E se pararmos para refletir, perceberemos que as oportunidades de fazer Chessed nestas áreas são imensas. Por exemplo, podemos ajudar alguém desempregado a conseguir um bom emprego, fazendo-o se sentir mais completo. Também podemos participar ativamente da Mitzvá de "Achnassat Kalá", isto é, ajudar casais com dificuldades financeiras a realizarem sua festa de casamento. Também é um grande Chessed ir a uma festa de casamento e, ao invés de se preocupar em comer e se divertir, focar em alegrar o noivo e a noiva e fazer daquele momento algo muito especial para eles.

Pessoas que se sentiam "incompletas" não podiam lutar no exército contra seus inimigos. Da mesma maneira, muitas vezes pessoas que se sentem "incompletas" podem também não conseguir vencer suas batalhas do dia a dia. Por isso é tão importante ajudá-las, principalmente nestas três áreas, para que voltem a ter tranquilidade e possam seguir suas vidas de forma mais harmônica e equilibrada.
SHABAT SHALOM                                          

Rav Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com.br/
Dt. 16:18-21:9, Is. 51:12-52:12

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TUDO É PARA O BEM - PARASHÁ VAERÁ 5775

 "Alguns jovens estavam em uma discussão filosófica profunda. Um deles apresentou uma questão provocadora: "Como vocês teriam criado o mundo se vocês fossem D'us?". Os outros jovens ficaram em silêncio, cada um refletindo e chegando às suas próprias conclusões.
 - Se eu fosse D'us, mudaria isso, aquilo e aquela outra coisa! - disse o primeiro.
 - Se eu fosse D'us, teria mudado isso e aquilo também! - respondeu o segundo.
 Cada jovem que respondia apontava algumas falhas no mundo e sugeria como elas poderiam ser eliminadas. Apenas um dos jovens permanecia em silêncio, pensativo. Quando questionaram sua opinião, ele deu um sorriso e disse, inocentemente:
 - Se eu fosse D'us, eu teria criado o mundo exatamente com ele é, sem pôr nem tirar nada!"
 Muitas vezes gostaríamos que as coisas fossem diferentes. Mas nos esquecemos que o mundo foi criado com perfeição e que tudo o que acontece passa pela Supervisão Divina. Não há como melhorar o mundo perfeito que D'us criou, apenas nos resta entender que somos limitados e nunca conseguiremos enxergar o quadro completo como Ele enxerga.
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Na Parashá desta semana, Vaerá, a Torá começa a descrever o processo de libertação do povo judeu da escravidão egípcia e as primeiras das 10 pragas enviadas por D'us. E a Parashá começa com as seguintes palavras: "E disse D'us (Elokim) para Moshé e falou para ele: 'Eu sou Hashem. Eu me revelei para Avraham, para Itzchak e para Yaacov como 'Kel Shakai', mas o Meu nome 'Hashem' não Me fiz conhecer a eles. E também estabeleci com eles Meu pacto, de dar para eles a terra de Knaan" (Shemot 6:2,3). Mas qual a diferença entre os nomes através dos quais D'us se revelou a Moshé e aos patriarcas? E qual a relação com o fato de D'us ter feito um pacto com os patriarcas de dar para eles a Terra de Israel? E por que a Parashá começou com D'us falando estas palavras para Moshé, comparando-o aos patriarcas?

A resposta está em um incrível Midrash (Torá Oral) que explica que as palavras destes versículos são uma grande bronca que D'us estava dando em Moshé. Mas para entender a bronca, temos que voltar ao final da Parashá da semana passada, Shemot. Moshé foi pela primeira vez, ordenado por D'us, pedir para o Faraó libertar o povo o judeu e acabar com os terríveis sofrimentos pelos quais os judeus passavam. Porém, ao invés de escutar Moshé, o Faraó endureceu ainda mais o trabalho deles, causando mais sofrimentos ao povo judeu. Quando Moshé viu que o sofrimento do povo havia aumentado, questionou: "D'us, por que Você fez mal a este povo? Por que você me enviou?" (Shemot 5:22).

Este questionamento de Moshé desagradou muito a D'us, pois aos patriarcas Ele havia se revelado apenas como 'Kel Shakai', uma forma menos explícita da grandeza e da bondade perfeita de D'us, enquanto para Moshé Ele havia se revelado como 'Hashem' (o Nome de 4 letras: iud – kei – vav – kei), uma forma muito mais explícita. Além disso, D'us havia mandado testes muito difíceis para os patriarcas e havia prometido a eles a Terra de Israel, mas fez com que tivessem que comprar partes da terra por altos preços, como no caso de Avraham, que pagou uma fortuna por um pequeno pedaço de terra para enterrar sua esposa Sara. Apesar de D'us ter se revelado de uma maneira menos explícita e de ter testado os patriarcas, eles nunca questionaram as atitudes Dele. Já Moshé, em sua primeira missão sob o comando de D'us, questionou a Sua bondade.

Mas esta bronca que Moshé recebeu desperta um grande questionamento. D'us comparou Moshé aos patriarcas, que tiveram muitos testes em suas vidas e nunca questionaram D'us. Porém, esta comparação não está correta, pois da mesma forma que os patriarcas nunca reclamaram com D'us sobre acontecimentos difíceis em suas vidas particulares, também Moshé não estava questionando D'us sobre acontecimentos difíceis em sua vida particular. Como um líder exemplar e responsável pelo seu povo, ele questionou D'us sobre o aumento das dificuldades e sofrimentos que recaíram sobre os judeus após ele cumprir a sua missão ordenada por D'us. Como Moshé poderia se calar diante do sofrimento do povo do qual ele era responsável, vendo que eles estavam gemendo de dor e não podiam mais suportar o peso dos terríveis sofrimentos e castigos aos quais eles eram diariamente submetidos? Então por que D'us se irritou com a reação de Moshé, se era esta a reação esperada de um verdadeiro líder?
A pergunta fica ainda mais difícil ao observarmos que houve outro momento na história do povo judeu em que Moshé, nosso grande líder, teve que intervir em prol dos judeus. Quando os judeus fizeram o bezerro de ouro no deserto, D'us quis destruir todo o povo. Moshé, em desespero, questionou: "D'us, por que Sua fúria deve queimar contra Seu povo?" (Shemot 32:11). Porém, daquela vez as palavras de Moshé foram escutadas por D'us e o povo foi salvo da destruição. Qual foi a diferença entre a reação de Moshé diante dos sofrimentos da escravidão, que mereceu uma bronca, e a reação diante da ameaça de destruição do povo por causa do bezerro de ouro, que foi louvável?

Explica o Rav Yaacov Naiman (Bielorússia, 1909 - EUA, 2009) que a bronca de D'us não foi pela atitude de Moshé, de ter se levantado em defesa do povo judeu. Ao contrário, esta foi a atitude correta, de um verdadeiro líder. A prova disso é que quando Moshé se levantou para implorar pela salvação do povo judeu após o bezerro de ouro, suas súplicas foram escutadas e D'us não se ressentiu de sua atitude. Mas o erro que Moshé cometeu quando se levantou para protestar contra os sofrimentos do povo judeu foi as palavras que ele utilizou. A expressão "por que Você fez mal a este povo?" foi um questionamento sobre a bondade de D'us. Não existe maldade nos atos de D'us. Tudo o que Ele faz é para o nosso bem, e mesmo situações difíceis e sofrimentos são bondades. D'us enxerga o passado, o presente e o futuro, e Ele sabe exatamente o que é o melhor para cada um de nós em cada momento.

Apesar do gigantesco nível espiritual de Moshé, sua frase demonstrou uma pequena falha na sua Emuná (fé), ao não perceber que o trabalho mais pesado e o acréscimo de sofrimentos eram para o bem do povo. Alguns comentaristas da Torá explicam que havia uma "cota" de sofrimentos pelos quais o povo judeu precisava passar antes da libertação. Ao aumentar o peso do trabalho, D'us estava acelerando o processo e antecipando o fim da escravidão. É como uma panela que está sobre o fogo e que não pode ser retirada antes do cozimento completo da comida. Ao aumentarmos o fogo, antecipamos o fim do cozimento e podemos tirar a panela do fogo antes. Moshé deveria ter entendido que havia bondade nos atos de D'us, apesar de, aos nossos olhos limitados, parecer algo ruim e negativo.

As consequências desta pequena falha de Moshé foram terríveis. Logo após o questionamento dele, D'us respondeu: "Agora você vai ver o que Eu farei com o Faraó" (Shemot 6:1). O Rav Shlomo Itzchaki  (França, 1040 - 1105), mais conhecido como Rashi, explica que estas palavras de D'us não foram apenas um aviso de que a redenção do povo judeu estava efetivamente começando naquele momento, mas as palavras incluíam também um decreto duro contra Moshé. Por que D'us utilizou a palavra "agora"? Para indicar que agora Moshé veria os milagres da saída do Egito, mas futuramente ele não veria os milagres que aconteceriam na conquista da Terra de Israel. Em outras palavras, D'us estava decretando naquele momento que, por causa de sua falha de Emuná, Moshé não entraria em Israel junto com o resto do povo. Apesar de ser um decreto ainda revogável através de Tefilá (reza) e Tzedaká, é um bom indicador de como são duras as consequências da falta de Emuná.

Quando olhamos as primeiras palavras da Parashá, "E disse D'us (Elokim) para Moshé e falou para ele: 'Eu sou Hashem'", há mais um interessante ensinamento. O versículo começa com 'Elokim', um dos nomes de D'us, e termina como 'Hashem' (o Nome de 4 letras: iud – kei – vav – kei), outro nome de D'us. Cada nome de D'us representa uma forma Dele se conectar conosco. 'Elokim' representa a característica de Din (Justiça), enquanto 'Hashem' representa a característica de Rachamim (Misericórdia). Na resposta ao questionamento de Moshé, D'us estava dando-lhe uma lição. Mesmo nos momentos em que Ele está nos julgando, isto é, utilizando Seu atributo de justiça, Ele sempre mistura Seu atributo de misericórdia, visando sempre o nosso bem. Mesmo nos castigos, nas dificuldades e nos sofrimentos, há muito amor de D'us por nós, há muita misericórdia. A Emuná é o que nos dá a força para vencermos estes momentos difíceis.

Deste ensinamento fica para nós uma lição muito importante e profunda. Passamos diariamente por testes e dificuldades, que muitas vezes estão acima do nosso entendimento limitado. Os patriarcas conseguiram chegar ao nível de entender que tudo é para o bem, e mesmo as coisas que vão contra a nossa lógica são, em última instância, bondades gigantescas de D'us. Nós também temos este potencial, basta pararmos para refletir um pouco sobre o que acontece em nossas vidas. Quantas vezes olhamos para trás e percebemos que eventos que pareciam negativos foram, na verdade, positivos e nos ajudaram? Quantas pessoas que, por causa de dificuldades que passaram, acabaram se superando e se tornando pessoas de sucesso? Da mesma forma que muitas vezes vemos as bondades de D'us, precisamos ter a Emuná e a humildade de saber que somos limitados, e mesmo quando não conseguimos enxergar imediatamente Sua bondade, precisamos saber que em última instância tudo passa pelo controle e pela supervisão de D'us, que quer apenas o nosso bem. Assim, viveremos mais tranquilos e mais felizes, com a certeza de que há Alguém que o tempo inteiro cuida de nós com atenção e carinho.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
Ex. 6:2-9:35, Ez. 28:25-29:21