Quinze anos atrás, Marta Suplicy (conhecida na minha cidade de São Paulo como Martaxa Suplício e rainha do movimento homossexual) introduziu, como deputada federal, um projeto de lei para legitimar a união civil homossexual. A proposta, segundo ela, não era legalizar o chamado “casamento” gay, mas apenas tratar de questões como herança, previdência, etc.
Suplicy sabia que seu projeto fatalmente levaria ao “casamento” gay. Mas a bancada evangélica não estava cega à astúcia dela. Até hoje o projeto dela está emperrado, graças ao contínuo esforço da bancada evangélica..
No entanto, os tempos mudaram. O mesmo discurso de defesa de união civil homossexual já não causa repulsa, principalmente quando vem da boca de Marina Silva, que alega ser contra o “casamento” gay. O que Suplicy fazia e alegava há 15 anos, agora Marina repete. O que o público evangélico não aceitou de Suplicy aceita agora de Marina.
Apesar do forte e esotérico apoio de Caio Fábio, Leonardo Boff e Valnice Milhomens, o messianismo político de Marina tende mais para o radicalismo e fanatismo do PT e do PV do que para esferas espirituais. E tende também para discursos ambíguos. Mesmo assim, congregações evangélicas humildes em todo o Brasil estão sendo doutrinadas a votar na “missionária” Marina.
Em sua recente carta aberta, Silas Malafaia também falou de modo muito acertado sobre as incoerências das posturas de Marina. Alio-me a ele nesses questionamentos e o congratulo pela clareza diante das incoerências de Marina. Mas distancio-me da opinião dele quando diz que votará em Serra. A carta dele está aqui: http://www.vitoriaemcristo.org.br/_gutenweb/_site/pdf/carta_mudanca_voto.pdf
Não voto em Serra nem no PSDB por motivo de consciência. Sob o PSDB, foi implantada em São Paulo em 2001 a pior lei anti-“homofobia” do Brasil, e recentemente sob o mesmo PSDB, sob Alberto Goldman (vice de Serra e antigo comunista), São Paulo fortaleceu sua obsessão pró-sodomia. Veja aqui: http://www.abglt.org.br/docs/PlanoLGBT-SP.pdf
Sobre Dilma Rousseff nem é preciso comentar. Ela dará continuidade a um governo pró-sodomia, pró-aborto, anti-Israel, pró-Fidel Castro, pró-Hugo Chavez, etc. Será um governo essencialmente pró-satanás, comprometido com todo tipo de iniquidade.
Para entender os desafios desta eleição, por favor assista a estes dois vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=GZbkctNw5kE
http://www.youtube.com/watch?v=ykUkxwh6RQs
Para entender o atual processo eleitoral, recomendo ler estes dois artigos:
Vinacc lança carta aberta sobre Eleições
http://www.conscienciacrista.com.br/geral/layout.php?subaction=showfull&id=1285348608&archive=&start_from=&ucat=14,15,18,78&
O voto consciente e o exercício da cidadania
http://juliosevero.blogspot.com/2010/09/o-voto-consciente-e-o-exercicio-da.html
O que recomendo então?
Para presidente, não vejo ninguém em quem votar. De uma forma ou de outra, Serra, Marina e Dilma têm compromissos preocupantes com a iniquidade institucionalizada. Pelo menos no meu caso, eu faço assim nas eleições: Digo para Deus que não há em quem votar e voto 7777... Voto em quantos setes for possível. Sete é o número de Deus, é o número da perfeição.
Prefiro fazer isso a deliberadamente colocar um ímpio para me representar.
Mas para outros cargos, há umas poucas opções disponíveis.
Para ajudar você a escolher bem, faço as seguintes recomendações:
1ª opção: Sugestão de candidatos que podem merecer nosso voto: http://brasilsemaborto.com.br/index.php?action=campanha&cache=0.4742984801022597
2ª opção: Em quem não votar: http://blogdehoje.wordpress.com/2010/09/16/em-quem-nao-votar-lista-de-politicos-gayzistas-lista-completa/
Na primeira opção, recomendo avaliar bem, pois o site Brasil Sem Aborto não inclui a posição de candidatos em questões importantíssimas como “casamento” gay e adoção homossexual. Portanto, é preciso conferir se os candidatos escolhidos por eles defendem realmente a família. Na segunda opção, recomendo rejeitar todos os candidatos.
Que Deus use cada um de nós nestas eleições,
Julio Severo
Fonte: http://www.juliosevero.com/
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Botox nas contas públicas
O Estado de S. Paulo
Editorial
O governo federal está usando botox nas suas contas. Inventou um jeito de gastar, endividar-se e deixar o resultado fiscal mais bonito. A Petrobrás ainda vai precisar de muitos anos para começar a explorar comercialmente o pré-sal, mas sua capitalização já rende benefícios ao governo. A operação de embelezamento contábil envolve o BNDES e o Fundo Soberano do Brasil (FSB).
O resultado previsto inclui uma receita não tributária de uns R$ 30 bilhões para o Tesouro, a obtenção mais fácil do superávit primário programado para o ano e um resultado neutro no endividamento líquido. A dívida bruta aumentará, naturalmente, mas em Brasília não se dá muita importância a esses detalhes prosaicos da realidade.
O BNDES comprará ações da Petrobrás com financiamento da União. Para conceder esse crédito, o Tesouro foi autorizado a emitir papéis da dívida pública no valor de até R$ 30 bilhões. A emissão foi autorizada pela Medida Provisória n.º 505, assinada em 24 de setembro. O texto saiu no Diário Oficial do dia 27 e foi republicado, com retificação, no dia seguinte.
Com esse empréstimo se realizará a primeira parte da operação. O banco deverá ao Tesouro um montante igual ao valor dos títulos, acrescido de um custo equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo. Assim, a dívida líquida não será aumentada e os analistas, segundo o cálculo do governo, continuarão julgando a situação do Tesouro tão boa quanto antes.
Mas especialistas divergem dessa interpretação. A dívida bruta crescerá e não há como descartar esse fato. O exame das contas públicas, na maior parte dos países, tem como referência a dívida representada por todos os papéis emitidos. É uma questão de bom senso. O governo poderá desperdiçar seus créditos ou simplesmente não recebê-los, mas continuará tendo de pagar a dívida bruta. É essa, compreensivelmente, a perspectiva dos credores.
O outro lance da operação envolve as transações contábeis entre o Tesouro, os agentes financeiros do governo e a Petrobrás. A União vende à empresa 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal, ao preço total de R$ 74,8 bilhões. A Petrobrás paga esse montante ao Tesouro. Ao mesmo tempo, a empresa vende ações no mesmo valor. Mas o Tesouro compra apenas uma parte desses papéis, gastando US$ 45 bilhões. O resto é comprado pelo BNDES e pelo FSB.
A diferença - cerca de R$ 30 bilhões - entre o total vendido pela Petrobrás e a parcela comprada pelo Tesouro é um ganho fiscal para o governo. Esse valor é contabilizado como parte do superávit primário. Com isso, fica muito mais fácil atingir a meta fixada para o ano, um resultado primário equivalente a 3,3% do PIB.
Até julho, o superávit primário de todo o setor público ficou em apenas 2% do PIB, por causa do grande aumento dos gastos governamentais. O resultado teria sido pior, se os lucros das estatais não reforçassem as contas. Mas o ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro têm reiterado sua confiança na obtenção do resultado fiscal programado para o ano. Mas essa previsão não se baseia num plano de contenção dos gastos do governo.
Ao contrário, o Tesouro deverá continuar gastando livremente nos próximos meses. Novas despesas foram autorizadas há poucos dias, com base numa reavaliação da receita e na expectativa de um resultado um pouco menos negativo nas contas da Previdência. Um governo comprometido com a austeridade aproveitaria essa oportunidade para ajustar suas contas. Nem seria necessário um sacrifício significativo. Bastaria não gastar o dinheiro extra.
A nova transferência de até R$ 30 bilhões será somada aos R$ 180 bilhões emprestados ao BNDES pelo Tesouro desde o ano passado. Numa declaração recente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dado por encerradas essas operações de ajuda ao banco. Talvez estivesse sendo sincero naquela ocasião. Nesse caso, terá mudado de ideia com uma rapidez notável. Mas isso é compreensível. Estranho, mesmo, seria o governo adotar uma política fiscal mais séria neste momento.
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24208&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-29
Editorial
O governo federal está usando botox nas suas contas. Inventou um jeito de gastar, endividar-se e deixar o resultado fiscal mais bonito. A Petrobrás ainda vai precisar de muitos anos para começar a explorar comercialmente o pré-sal, mas sua capitalização já rende benefícios ao governo. A operação de embelezamento contábil envolve o BNDES e o Fundo Soberano do Brasil (FSB).
O resultado previsto inclui uma receita não tributária de uns R$ 30 bilhões para o Tesouro, a obtenção mais fácil do superávit primário programado para o ano e um resultado neutro no endividamento líquido. A dívida bruta aumentará, naturalmente, mas em Brasília não se dá muita importância a esses detalhes prosaicos da realidade.
O BNDES comprará ações da Petrobrás com financiamento da União. Para conceder esse crédito, o Tesouro foi autorizado a emitir papéis da dívida pública no valor de até R$ 30 bilhões. A emissão foi autorizada pela Medida Provisória n.º 505, assinada em 24 de setembro. O texto saiu no Diário Oficial do dia 27 e foi republicado, com retificação, no dia seguinte.
Com esse empréstimo se realizará a primeira parte da operação. O banco deverá ao Tesouro um montante igual ao valor dos títulos, acrescido de um custo equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo. Assim, a dívida líquida não será aumentada e os analistas, segundo o cálculo do governo, continuarão julgando a situação do Tesouro tão boa quanto antes.
Mas especialistas divergem dessa interpretação. A dívida bruta crescerá e não há como descartar esse fato. O exame das contas públicas, na maior parte dos países, tem como referência a dívida representada por todos os papéis emitidos. É uma questão de bom senso. O governo poderá desperdiçar seus créditos ou simplesmente não recebê-los, mas continuará tendo de pagar a dívida bruta. É essa, compreensivelmente, a perspectiva dos credores.
O outro lance da operação envolve as transações contábeis entre o Tesouro, os agentes financeiros do governo e a Petrobrás. A União vende à empresa 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal, ao preço total de R$ 74,8 bilhões. A Petrobrás paga esse montante ao Tesouro. Ao mesmo tempo, a empresa vende ações no mesmo valor. Mas o Tesouro compra apenas uma parte desses papéis, gastando US$ 45 bilhões. O resto é comprado pelo BNDES e pelo FSB.
A diferença - cerca de R$ 30 bilhões - entre o total vendido pela Petrobrás e a parcela comprada pelo Tesouro é um ganho fiscal para o governo. Esse valor é contabilizado como parte do superávit primário. Com isso, fica muito mais fácil atingir a meta fixada para o ano, um resultado primário equivalente a 3,3% do PIB.
Até julho, o superávit primário de todo o setor público ficou em apenas 2% do PIB, por causa do grande aumento dos gastos governamentais. O resultado teria sido pior, se os lucros das estatais não reforçassem as contas. Mas o ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro têm reiterado sua confiança na obtenção do resultado fiscal programado para o ano. Mas essa previsão não se baseia num plano de contenção dos gastos do governo.
Ao contrário, o Tesouro deverá continuar gastando livremente nos próximos meses. Novas despesas foram autorizadas há poucos dias, com base numa reavaliação da receita e na expectativa de um resultado um pouco menos negativo nas contas da Previdência. Um governo comprometido com a austeridade aproveitaria essa oportunidade para ajustar suas contas. Nem seria necessário um sacrifício significativo. Bastaria não gastar o dinheiro extra.
A nova transferência de até R$ 30 bilhões será somada aos R$ 180 bilhões emprestados ao BNDES pelo Tesouro desde o ano passado. Numa declaração recente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dado por encerradas essas operações de ajuda ao banco. Talvez estivesse sendo sincero naquela ocasião. Nesse caso, terá mudado de ideia com uma rapidez notável. Mas isso é compreensível. Estranho, mesmo, seria o governo adotar uma política fiscal mais séria neste momento.
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24208&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-29
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Quem manda nesta coisa
Olavo de Carvalho
É esse o homem que hoje, diante de acusações mais que justas - e dirigidas nem mesmo a ele, mas à sua candidata -, choraminga, num show de autopiedade histérica, que levou mais chibatadas que Jesus Cristo e, ao mesmo tempo que clama pelo controle estatal da mídia.
As denúncias que hoje circulam contra o PT, e que tanto enfurecem o sr. Presidente da República, não se comparam, em número e virulência, às que o próprio PT espalhou na mídia e alardeou no Parlamento, ao longo de vinte anos, destruindo ou subjugando as lideranças políticas que pudessem se opor aos seus intentos.
Se hoje um Collor, um Sarney, um Maluf e inumeráveis líderes empresariais beijam a mão do presidente da República (como até o valentão Antônio Carlos Magalhães chegou a beijá-la pouco antes de morrer), é porque o partido dele lhes mostrou quem é o chefe, quem é que manda nesta coisa. E o mostrou a gritos e cusparadas, à força de acusações escabrosas, ameaças e escândalos fabricados, tão numerosos e persistentes que os anos 90 ficariam marcados como a década da bandalheira se depois não viessem o Mensalão, os dólares na cueca, os assassinatos dos prefeitos de Campinas e Santo André, etc. etc., reduzindo a corrupção anterior à escala de roubo de chicletes na cantina da escola.
Ao queixar-se da mídia, o sr. Presidente se esquece de que foi ela a sua principal aliada não só na destruição maciça de reputações perigosas, mas na construção da imagem do PT como paladino da justiça, sem o que jamais esse partido poderia ter chegado ao poder em 2002 nas asas da "Campanha pela Ética na Política", uma apoteose de denuncismo e moralismo hipócrita como raramente se viu.
Sem a transformação da mídia inteira em instrumento da indústria petista do escândalo, o sr. Presidente não teria chegado a ser o sr. Presidente: seria o derrotado de sempre até o momento em que seu partido, superando a repugnância da esquerda pela tradição udenista de combate à corrupção, descobriu o poder criador da difamação e da calúnia.
Longe de tratar o sr. Presidente a chicotadas, como ele se queixa, a mídia, que o criou, sempre procurou poupá-lo e afagá-lo. Vocês já se esqueceram do petismo desbragado da Globo, a mais poderosa rede de TV do País, onde até poucos anos atrás não se podia falar do "presidente operário" sem voz embargada e lágrimas mal contidas de comoção cívica?
Naquela época, o sr. Lula não falava de "mídia golpista" nem se queixava de que "oito famílias" monopolizavam a imprensa deste país. Ele deixava isso para os "radicais", para os jovens enragés que rosnavam no fundo do porão da esquerda, enquanto ele, apadrinhado e beneficiário número um do monopólio, brilhava no palco com a nova identidade tranquilizante de "Lulinha Paz e Amor", pronto a imitar mais tarde o discurso dos enfezados, quando o fim do segundo mandato lhe desse certeza de não precisar mais da ajuda dos protetores de ontem.
Em setembro de 2004 escrevi: "No tempo de Collor, a conversa vagamente suspeita entreouvida por um motorista indiscreto desencadeou a mais vasta investigação que já se fez contra um presidente. Hoje em dia, seis testemunhas mortas no caso Celso Daniel não abalam em nada a reputação de governantes ungidos pelo dom da inatacabilidade intrínseca."
Referindo-me às CPIs de 1993, quando os srs. Dirceu e Mercadante berravam acusações do alto das tribunas como se fossem reencarnações de Marat e Robespierre, prossegui: "É impossível não perceber, hoje, que tudo isso foi apenas um pretexto para aplanar a estrada para o PT, colocá-lo no poder e nunca mais fazer perguntas, aceitando dos novos patrões, com docilidade incuriosa e muda, condutas muito mais suspeitas e extravagantes que as de todos os seus antecessores."
Assim foi em todos os escândalos do governo Lula. Por mais que se revelassem os crimes dos aliados e colaboradores mais próximos do sr. Presidente, o cuidado obsessivo da mídia era um só: preservar a pessoa dele, aceitar como cláusula pétrea do jornalismo nacional a hipótese louca de que ele nunca, nunca sabia de nada.
É esse o homem que hoje, diante de acusações mais que justas - e dirigidas nem mesmo a ele, mas à sua candidata -, choraminga, num show de autopiedade histérica, que levou mais chibatadas que Jesus Cristo e, ao mesmo tempo que clama pelo controle estatal da mídia, diz que o exercício do mero direito de cobrar explicações do seu partido é "uma ameaça à liberdade de imprensa".
Vejam a enxurrada de livros investigativos que espalharam acusações temíveis contra Fernando Collor, contra os militares, contra o Congresso, contra as empreiteiras, e comparem-na ao destino do livro que ousou provar a responsabilidade do sr. Presidente no caso do Mensalão: "O Chefe", de Ivo Patarra, não encontrou um só editor com coragem para publicá-lo. Circula pela internet, como um sussurro proibido.
Liberto de adversários substantivos e elevado ao posto supremo da Nação pelos bons serviços da mídia, esse homem se acostumou de tal modo à subserviência da classe jornalística que já não suporta da parte dela a menor desobediência. E de nada adianta apelar à "opinião pública". Ele, e só ele, é a opinião pública.
Mas, afinal, quem criou as condições para isso foi a própria mídia. Invertendo o senso moral normal, que desprezava os medalhões de cabeça oca e louvava os pobres estudiosos, ela convenceu o país inteiro de que a coisa mais linda, mais louvável, mais meritória, é subir na vida permanecendo analfabeto. Se você cria um monstrengo desses, não tem muito direito de reclamar quando ele, inflado dos aplausos imerecidos com que você mesmo o alimentou, manda você calar a boca e proclama que quem manda é ele
http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11463-quem-manda-nesta-coisa-.html
É esse o homem que hoje, diante de acusações mais que justas - e dirigidas nem mesmo a ele, mas à sua candidata -, choraminga, num show de autopiedade histérica, que levou mais chibatadas que Jesus Cristo e, ao mesmo tempo que clama pelo controle estatal da mídia.
As denúncias que hoje circulam contra o PT, e que tanto enfurecem o sr. Presidente da República, não se comparam, em número e virulência, às que o próprio PT espalhou na mídia e alardeou no Parlamento, ao longo de vinte anos, destruindo ou subjugando as lideranças políticas que pudessem se opor aos seus intentos.
Se hoje um Collor, um Sarney, um Maluf e inumeráveis líderes empresariais beijam a mão do presidente da República (como até o valentão Antônio Carlos Magalhães chegou a beijá-la pouco antes de morrer), é porque o partido dele lhes mostrou quem é o chefe, quem é que manda nesta coisa. E o mostrou a gritos e cusparadas, à força de acusações escabrosas, ameaças e escândalos fabricados, tão numerosos e persistentes que os anos 90 ficariam marcados como a década da bandalheira se depois não viessem o Mensalão, os dólares na cueca, os assassinatos dos prefeitos de Campinas e Santo André, etc. etc., reduzindo a corrupção anterior à escala de roubo de chicletes na cantina da escola.
Ao queixar-se da mídia, o sr. Presidente se esquece de que foi ela a sua principal aliada não só na destruição maciça de reputações perigosas, mas na construção da imagem do PT como paladino da justiça, sem o que jamais esse partido poderia ter chegado ao poder em 2002 nas asas da "Campanha pela Ética na Política", uma apoteose de denuncismo e moralismo hipócrita como raramente se viu.
Sem a transformação da mídia inteira em instrumento da indústria petista do escândalo, o sr. Presidente não teria chegado a ser o sr. Presidente: seria o derrotado de sempre até o momento em que seu partido, superando a repugnância da esquerda pela tradição udenista de combate à corrupção, descobriu o poder criador da difamação e da calúnia.
Longe de tratar o sr. Presidente a chicotadas, como ele se queixa, a mídia, que o criou, sempre procurou poupá-lo e afagá-lo. Vocês já se esqueceram do petismo desbragado da Globo, a mais poderosa rede de TV do País, onde até poucos anos atrás não se podia falar do "presidente operário" sem voz embargada e lágrimas mal contidas de comoção cívica?
Naquela época, o sr. Lula não falava de "mídia golpista" nem se queixava de que "oito famílias" monopolizavam a imprensa deste país. Ele deixava isso para os "radicais", para os jovens enragés que rosnavam no fundo do porão da esquerda, enquanto ele, apadrinhado e beneficiário número um do monopólio, brilhava no palco com a nova identidade tranquilizante de "Lulinha Paz e Amor", pronto a imitar mais tarde o discurso dos enfezados, quando o fim do segundo mandato lhe desse certeza de não precisar mais da ajuda dos protetores de ontem.
Em setembro de 2004 escrevi: "No tempo de Collor, a conversa vagamente suspeita entreouvida por um motorista indiscreto desencadeou a mais vasta investigação que já se fez contra um presidente. Hoje em dia, seis testemunhas mortas no caso Celso Daniel não abalam em nada a reputação de governantes ungidos pelo dom da inatacabilidade intrínseca."
Referindo-me às CPIs de 1993, quando os srs. Dirceu e Mercadante berravam acusações do alto das tribunas como se fossem reencarnações de Marat e Robespierre, prossegui: "É impossível não perceber, hoje, que tudo isso foi apenas um pretexto para aplanar a estrada para o PT, colocá-lo no poder e nunca mais fazer perguntas, aceitando dos novos patrões, com docilidade incuriosa e muda, condutas muito mais suspeitas e extravagantes que as de todos os seus antecessores."
Assim foi em todos os escândalos do governo Lula. Por mais que se revelassem os crimes dos aliados e colaboradores mais próximos do sr. Presidente, o cuidado obsessivo da mídia era um só: preservar a pessoa dele, aceitar como cláusula pétrea do jornalismo nacional a hipótese louca de que ele nunca, nunca sabia de nada.
É esse o homem que hoje, diante de acusações mais que justas - e dirigidas nem mesmo a ele, mas à sua candidata -, choraminga, num show de autopiedade histérica, que levou mais chibatadas que Jesus Cristo e, ao mesmo tempo que clama pelo controle estatal da mídia, diz que o exercício do mero direito de cobrar explicações do seu partido é "uma ameaça à liberdade de imprensa".
Vejam a enxurrada de livros investigativos que espalharam acusações temíveis contra Fernando Collor, contra os militares, contra o Congresso, contra as empreiteiras, e comparem-na ao destino do livro que ousou provar a responsabilidade do sr. Presidente no caso do Mensalão: "O Chefe", de Ivo Patarra, não encontrou um só editor com coragem para publicá-lo. Circula pela internet, como um sussurro proibido.
Liberto de adversários substantivos e elevado ao posto supremo da Nação pelos bons serviços da mídia, esse homem se acostumou de tal modo à subserviência da classe jornalística que já não suporta da parte dela a menor desobediência. E de nada adianta apelar à "opinião pública". Ele, e só ele, é a opinião pública.
Mas, afinal, quem criou as condições para isso foi a própria mídia. Invertendo o senso moral normal, que desprezava os medalhões de cabeça oca e louvava os pobres estudiosos, ela convenceu o país inteiro de que a coisa mais linda, mais louvável, mais meritória, é subir na vida permanecendo analfabeto. Se você cria um monstrengo desses, não tem muito direito de reclamar quando ele, inflado dos aplausos imerecidos com que você mesmo o alimentou, manda você calar a boca e proclama que quem manda é ele
http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11463-quem-manda-nesta-coisa-.html
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Em ano ruim, agronegócio pode salvar contas externas do país
A exportação de cana trará us$ 12 bi, a de laranja, us$ 2 bi, a de carne bovina, us$ 5 bi, a de café, us$ 5 bi. É provável que o agronegócio traga mais de us$ 70 bi ao país neste ano.
Quero compartilhar com o leitor da Folha um incômodo. Por interesses distintos e por falta de conhecimento, insiste-se em contrapor no Brasil três coisas que não são contrapostas e que atrapalham nosso planejamento e nosso desenvolvimento.
A primeira é "agricultura contra ambiente" ou "ruralistas contra ambientalistas".
O agricultor tem de ser ambientalista.
A segunda é "agricultura familiar contra agricultura empresarial".
Passa a impressão de que, se é familiar, não pode ser empresarial. Se é assentado, o agricultor não pode ser competitivo.
No Brasil, existe uma só agricultura, a líder mundial. Somos também um caso raro de país que tem dois ministérios para o mesmo assunto.
A terceira é a ignorância em relação ao conceito de agronegócio. Somos obrigados a ver propaganda eleitoral dizendo que "somos contra o agronegócio, contra a opressão, contra a violência..." e contra tudo o que gera renda -provavelmente a favor apenas da perpetuação da miséria.
É importante que essas lideranças que criticam o agronegócio entendam que esse conceito foi criado em 1957 nos Estados Unidos (apenas em 1990 no Brasil) para dar o caráter de integração à agricultura.
Agricultura integrada com o comércio, com a indústria, com os serviços, com a pesquisa, com os insumos e com os produtores.
Na definição, não existe a palavra "tamanho". É preciso entender que agronegócio não significa algo grande, e sim algo "integrado". Há dez anos festejávamos quando uma cadeia produtiva passava do US$ 1 bilhão em exportação. Éramos o gigante adormecido. Neste ano, que será desastroso para as contas externas, o país pode ser salvo pelo agronegócio. A cana trará US$ 12 bilhões, a laranja, US$ 2 bilhões, a carne bovina, US$ 5 bilhões, o café, US$ 5 bilhões.
E ainda temos o frango, o papel e a celulose, as frutas, o fumo, os couros, o milho, os lácteos e muitos outros.
É provável que entrem mais de US$ 70 bilhões em 2010. E, nos próximos dez anos, o agronegócio trará mais, devido ao consumo mundial de alimentos e graças à distribuição da renda.
O agronegócio brasileiro vem conquistando respeito internacional. Todos querem saber mais para entender o que fizemos e nossa capacidade de suprir o mundo de alimento e energia renovável de maneira sustentável.
Exemplo é a reportagem feita pela revista "The Economist" em 26 de agosto, que diz que "o mundo está enfrentando uma crise na produção de alimentos e deveria aprender com o Brasil".
O agronegócio gera renda para ser distribuída no Brasil. É um setor que merece respeito e admiração.
Folha de S. Paulo
MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento na FEA/USP (Campus de Ribeirão Preto) e coordenador científico do Markestrat.
Internet: www.favaneves.org
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24023&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-25
Quero compartilhar com o leitor da Folha um incômodo. Por interesses distintos e por falta de conhecimento, insiste-se em contrapor no Brasil três coisas que não são contrapostas e que atrapalham nosso planejamento e nosso desenvolvimento.
A primeira é "agricultura contra ambiente" ou "ruralistas contra ambientalistas".
O agricultor tem de ser ambientalista.
A segunda é "agricultura familiar contra agricultura empresarial".
Passa a impressão de que, se é familiar, não pode ser empresarial. Se é assentado, o agricultor não pode ser competitivo.
No Brasil, existe uma só agricultura, a líder mundial. Somos também um caso raro de país que tem dois ministérios para o mesmo assunto.
A terceira é a ignorância em relação ao conceito de agronegócio. Somos obrigados a ver propaganda eleitoral dizendo que "somos contra o agronegócio, contra a opressão, contra a violência..." e contra tudo o que gera renda -provavelmente a favor apenas da perpetuação da miséria.
É importante que essas lideranças que criticam o agronegócio entendam que esse conceito foi criado em 1957 nos Estados Unidos (apenas em 1990 no Brasil) para dar o caráter de integração à agricultura.
Agricultura integrada com o comércio, com a indústria, com os serviços, com a pesquisa, com os insumos e com os produtores.
Na definição, não existe a palavra "tamanho". É preciso entender que agronegócio não significa algo grande, e sim algo "integrado". Há dez anos festejávamos quando uma cadeia produtiva passava do US$ 1 bilhão em exportação. Éramos o gigante adormecido. Neste ano, que será desastroso para as contas externas, o país pode ser salvo pelo agronegócio. A cana trará US$ 12 bilhões, a laranja, US$ 2 bilhões, a carne bovina, US$ 5 bilhões, o café, US$ 5 bilhões.
E ainda temos o frango, o papel e a celulose, as frutas, o fumo, os couros, o milho, os lácteos e muitos outros.
É provável que entrem mais de US$ 70 bilhões em 2010. E, nos próximos dez anos, o agronegócio trará mais, devido ao consumo mundial de alimentos e graças à distribuição da renda.
O agronegócio brasileiro vem conquistando respeito internacional. Todos querem saber mais para entender o que fizemos e nossa capacidade de suprir o mundo de alimento e energia renovável de maneira sustentável.
Exemplo é a reportagem feita pela revista "The Economist" em 26 de agosto, que diz que "o mundo está enfrentando uma crise na produção de alimentos e deveria aprender com o Brasil".
O agronegócio gera renda para ser distribuída no Brasil. É um setor que merece respeito e admiração.
Folha de S. Paulo
MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento na FEA/USP (Campus de Ribeirão Preto) e coordenador científico do Markestrat.
Internet: www.favaneves.org
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24023&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-25
A arrogância é o grande risco
O governo Lula tem mostrado arrogância ímpar ao pretender enganar a sociedade por meio da manipulação dos resultados fiscais. Em sua arrogância, o governo parte do princípio de que ninguém vai se dar conta da perda consistente de qualidade da gestão das finanças públicas, todos se deixando enganar pelos "maravilhosos" resultados divulgados pelo governo. São várias as evidências do processo de gradual e lenta destruição do edifício de responsabilidade fiscal construído ao longo dos últimos anos. Como exemplos, vale mencionar as exceções à legislação fiscal e, principalmente, o uso e abuso da contabilidade criativa na apuração dos principais indicadores de acompanhamento das finanças públicas.
A recém-editada Medida Provisória (MP) n.º 500 ilustra bem o absurdo a que chegou a gestão das finanças públicas no Brasil. Ao autorizar que a União vendesse receitas futuras da Eletrobrás para o BNDES, a citada MP criou artificialmente receitas primárias para o Tesouro, para auxiliar no fechamento das contas em agosto. O mais grave é que o dinheiro utilizado pelo BNDES para fazer tal aquisição veio dos cofres do próprio Tesouro, que desde o ano passado vem fazendo generosos aportes ao banco sob a forma de capital e de empréstimos, com recursos oriundos de emissão de dívida pública. Além disso, o mesmo instrumento legal embute outro mecanismo de criação artificial de resultados, caso o Tesouro não utilize integralmente os recursos da cessão onerosa à Petrobrás dos direitos de exploração das reservas do pré-sal na subscrição de ações da empresa.
Como se observa, a referida MP formaliza a criação de um verdadeiro motoperpétuo de geração de resultados fiscais primários, a partir do aumento do endividamento, o que torna as contas públicas ainda mais opacas. Vale ressaltar que a transparência dos resultados fiscais já se encontrava bastante prejudicada pelo uso de abatimentos contábeis dos gastos do PAC e pela expansão da dívida bruta para suprimento de recursos ao BNDES.
Com isso o governo se julga capaz de seguir expandindo seus gastos, sem se preocupar com a repercussão da divulgação de resultados fiscais ruins. Ocorre que tudo isso são artificialismos contábeis que não têm o condão de alterar a natureza real do processo de piora da qualidade das contas públicas no Brasil. O que é certo é que o real superávit fiscal tem minguado nos últimos anos, por força da expansão desmedida da despesa pública.
Outro recente atentado à responsabilidade fiscal foi a brecha aberta pelo governo na legislação vigente para permitir a contração, pelas cidades-sede de jogos da Copa do Mundo de 2014, de financiamentos vinculados às obras necessárias à realização do torneio. O afrouxamento dos limites de endividamento é um preocupante precedente que abre o caminho para novas exceções, todas elas justificáveis com "bons argumentos", como o utilizado no caso da Copa.
Agrava esse quadro a crescente tendência de expansão da participação do Estado na economia, com a criação ou ressurreição de empresas estatais em variados setores da atividade empresarial. Não apenas tais projetos estatizantes são equivocados sob o ponto de vista da eficiência econômica, como também ensejam riscos fiscais elevados, como ensina nossa experiência histórica. Afinal de contas, grande parte dos esqueletos fiscais no Brasil foi gerada pela atuação equivocada de empresas estatais em projetos mirabolantes de baixo retorno econômico.
Esse quadro de deterioração fiscal, se não revertido a tempo, trará prejuízos macroeconômicos sérios, em que pese o emprego de expedientes variados para mascarar o aumento do gasto. Em algum momento os agentes econômicos vão perceber que o rei está nu e o ambiente hoje favorável se reverterá para um de crescente desconfiança quanto à manutenção da estabilidade da economia no futuro. Com isso as perspectivas de crescimento da economia ficarão comprometidas.
O Estado de S. Paulo
Gustavo Loyola
Sócio Diretor da Tendências Consultoria, foi presidente do Banco Central
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24008&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-25
A recém-editada Medida Provisória (MP) n.º 500 ilustra bem o absurdo a que chegou a gestão das finanças públicas no Brasil. Ao autorizar que a União vendesse receitas futuras da Eletrobrás para o BNDES, a citada MP criou artificialmente receitas primárias para o Tesouro, para auxiliar no fechamento das contas em agosto. O mais grave é que o dinheiro utilizado pelo BNDES para fazer tal aquisição veio dos cofres do próprio Tesouro, que desde o ano passado vem fazendo generosos aportes ao banco sob a forma de capital e de empréstimos, com recursos oriundos de emissão de dívida pública. Além disso, o mesmo instrumento legal embute outro mecanismo de criação artificial de resultados, caso o Tesouro não utilize integralmente os recursos da cessão onerosa à Petrobrás dos direitos de exploração das reservas do pré-sal na subscrição de ações da empresa.
Como se observa, a referida MP formaliza a criação de um verdadeiro motoperpétuo de geração de resultados fiscais primários, a partir do aumento do endividamento, o que torna as contas públicas ainda mais opacas. Vale ressaltar que a transparência dos resultados fiscais já se encontrava bastante prejudicada pelo uso de abatimentos contábeis dos gastos do PAC e pela expansão da dívida bruta para suprimento de recursos ao BNDES.
Com isso o governo se julga capaz de seguir expandindo seus gastos, sem se preocupar com a repercussão da divulgação de resultados fiscais ruins. Ocorre que tudo isso são artificialismos contábeis que não têm o condão de alterar a natureza real do processo de piora da qualidade das contas públicas no Brasil. O que é certo é que o real superávit fiscal tem minguado nos últimos anos, por força da expansão desmedida da despesa pública.
Outro recente atentado à responsabilidade fiscal foi a brecha aberta pelo governo na legislação vigente para permitir a contração, pelas cidades-sede de jogos da Copa do Mundo de 2014, de financiamentos vinculados às obras necessárias à realização do torneio. O afrouxamento dos limites de endividamento é um preocupante precedente que abre o caminho para novas exceções, todas elas justificáveis com "bons argumentos", como o utilizado no caso da Copa.
Agrava esse quadro a crescente tendência de expansão da participação do Estado na economia, com a criação ou ressurreição de empresas estatais em variados setores da atividade empresarial. Não apenas tais projetos estatizantes são equivocados sob o ponto de vista da eficiência econômica, como também ensejam riscos fiscais elevados, como ensina nossa experiência histórica. Afinal de contas, grande parte dos esqueletos fiscais no Brasil foi gerada pela atuação equivocada de empresas estatais em projetos mirabolantes de baixo retorno econômico.
Esse quadro de deterioração fiscal, se não revertido a tempo, trará prejuízos macroeconômicos sérios, em que pese o emprego de expedientes variados para mascarar o aumento do gasto. Em algum momento os agentes econômicos vão perceber que o rei está nu e o ambiente hoje favorável se reverterá para um de crescente desconfiança quanto à manutenção da estabilidade da economia no futuro. Com isso as perspectivas de crescimento da economia ficarão comprometidas.
O Estado de S. Paulo
Gustavo Loyola
Sócio Diretor da Tendências Consultoria, foi presidente do Banco Central
http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=24008&idcontato=8897966&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-09-25
domingo, 26 de setembro de 2010
Início de uma nova etapa
Ontem iniciei mais uma etapa em minha vida. Estou começando a subir mais um degrau na minha escada acadêmica. Fiquei chateada porque meu amor não está comigo ainda, mas se Deus quiser, ainda existe uma chance, só preciso que alguns desistam porque ele está nas vagas de espera.
Passei o dia todo na primeira aula presencial da minha Pós-Graduação em Educação Ambiental pela UFLA. Gostei muito dos professores, do conteúdo, enfim, do conjunto elaborado por uma das melhores faculdades federais do Brasil.
Quero me dedicar e aproveitar ao máximo esta oportunidade.
Adquirir conhecimento em todas as instâncias sempre foi um lema para mim. Como dizia minha vó: "Saber não ocupa lugar!" Sei que devo muito aos meus pais também. Imagino se meu pai estivesse aqui comigo, como ele estaria orgulhoso e contando para os seus amigos da filha que sempre busca o sucesso.
À minha mãe devo mais ainda. Pois ela sempre me incentivou e principalmente, me financiou em todos os meus primeiros empreendimentos tais como como Informática (lembra do MS-DOS? foi o primeiro curso que fiz há quase 20 vinte anos!), Inglês, cursinho no Objetivo... Sem ela seria mais difícil. Obrigada, mamãe!
É só mais passo dos muitos que ainda pretendo caminhar e chegar talvez a um mestrado. Basta dedicação e estudo.
Passei o dia todo na primeira aula presencial da minha Pós-Graduação em Educação Ambiental pela UFLA. Gostei muito dos professores, do conteúdo, enfim, do conjunto elaborado por uma das melhores faculdades federais do Brasil.
Quero me dedicar e aproveitar ao máximo esta oportunidade.
Adquirir conhecimento em todas as instâncias sempre foi um lema para mim. Como dizia minha vó: "Saber não ocupa lugar!" Sei que devo muito aos meus pais também. Imagino se meu pai estivesse aqui comigo, como ele estaria orgulhoso e contando para os seus amigos da filha que sempre busca o sucesso.
À minha mãe devo mais ainda. Pois ela sempre me incentivou e principalmente, me financiou em todos os meus primeiros empreendimentos tais como como Informática (lembra do MS-DOS? foi o primeiro curso que fiz há quase 20 vinte anos!), Inglês, cursinho no Objetivo... Sem ela seria mais difícil. Obrigada, mamãe!
É só mais passo dos muitos que ainda pretendo caminhar e chegar talvez a um mestrado. Basta dedicação e estudo.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Dia de Pescaria
Ao entardecer estávamos pescando e num clima muito agradável resolvemos esticar. Ligamos o holofote, fiz uns tira-gostos, meu amor bebendo cerveja e eu na minha Coca-Cola. Passamos bons momentos.
A semana foi um tanto dura, mas consegui a vaga na pós-graduação de Educação Ambiental que eu já tinha procurado tanto em uma faculdade federal, neste caso, UFLA, que melhora meu CV e aumenta meu conhecimento.
Pena que meu amor ficou na lista de espera. Torçam comigo para que 14 pessoas desistam! Como sempre fazemos tudo juntos eu gostaria muito que pudéssemos realizar mais este projeto.
Vamos agora relaxar e descansar neste final de semana. Porque a próxima promete...
Como não conseguimos instalar a irrigação devido a N problemas, e jeito é esperar pela chuva e plantar logo.
A primavera chegou e com ela minhas dulcíssimas amoras. Todo dia uma festa de passarinhos de todas as cores e cantos. Tem situações que só aqui mesmo para vivenciarmos, absorvendo o melhor deste contato direto com a natureza e nestes momentos sempre penso no meu pai. Sinto muita falta dele...
A semana foi um tanto dura, mas consegui a vaga na pós-graduação de Educação Ambiental que eu já tinha procurado tanto em uma faculdade federal, neste caso, UFLA, que melhora meu CV e aumenta meu conhecimento.
Pena que meu amor ficou na lista de espera. Torçam comigo para que 14 pessoas desistam! Como sempre fazemos tudo juntos eu gostaria muito que pudéssemos realizar mais este projeto.
Vamos agora relaxar e descansar neste final de semana. Porque a próxima promete...
Como não conseguimos instalar a irrigação devido a N problemas, e jeito é esperar pela chuva e plantar logo.
A primavera chegou e com ela minhas dulcíssimas amoras. Todo dia uma festa de passarinhos de todas as cores e cantos. Tem situações que só aqui mesmo para vivenciarmos, absorvendo o melhor deste contato direto com a natureza e nestes momentos sempre penso no meu pai. Sinto muita falta dele...
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