Canal do ProdutorAssessoria de Comunicação CNA
Os produtores rurais brasileiros estão comprometidos em buscar apoio da ciência
para defender o meio ambiente. Uma das palestrantes no “Painel de alto nível
sobre Água e Segurança Alimentar” do 6º Fórum das Águas, que se realiza em
Marselha, na França, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu a ampla divulgação de pesquisas
científicas que permitam preservar o meio ambiente e aumentar a produção de
alimentos.
“Os novos conceitos sobre as questões ambientais precisam ser
amplamente divulgados para as sociedades e também para os produtores, sem
exageros e de forma transparente”, disse a presidente da CNA. Segundo ela, “é
sempre tempo de olhar para o futuro, corrigir os erros eventualmente cometidos,
sem criminalizar, sem penalizar as questões passadas”.
O Brasil foi o
primeiro país do mundo a incluir a preservação dos recursos hídricos dentro da
legislação ambiental. Uma das mais rigorosas do mundo, a lei brasileira obriga
os produtores rurais a manter Áreas de Preservação Permanente (APPs) para
preservar matas ciliares, nascentes e áreas de forte recarga de água.
“E
não lamentamos mais isso. Só lamentamos por um período, quando não conhecíamos a
importância e a necessidade de preservação das matas ciliares”, destacou. “A CNA
buscou o apoio da ciência, dos pesquisadores, para aprender e repassar o
conhecimento aos produtores, recuperando o tempo perdido e mostrando a
importância da preservação da água”, afirmou a senadora Kátia Abreu. No painel, que reuniu atores influentes do cenário
internacional - como o ministro da Agricultura da França, Bruno Le Maire, o
presidente do Conselho Internacional de Segurança Alimentar, Olaniran Yaya, o
ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, o
diretor assistente para meio ambiente da FAO, Alexandre Muller -, a presidente
da CNA voltou a defender a proposta de que o mundo adote normas vinculantes que
estabeleçam áreas de preservação permanente, as APPs, para proteger os recursos
hídricos mundiais.
“Estamos aqui para mostrar nossa preocupação com o
presente e principalmente com o futuro, não só do Brasil, mas de todo o
planeta”, disse a senadora, destacando que a agricultura brasileira, uma das
maiores do mundo, foi construída em apenas 27,7% do território nacional.
O País preserva 61% de suas florestas nativas originais e produz 12% da
água doce do mundo.
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Biblioteca israelense disponibiliza documentos teológicos de Newton
Aron Heller
JERUSALÉM, Israel (Associated Press) — Ele é considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos. Mas Sir Isaac Newton também foi um influente teólogo, que aplicou a abordagem científica ao estudo das Escrituras e do misticismo hebreu e judeu.
Agora a Biblioteca Nacional de Israel, dona de uma enorme coleção de escritos de Newton, digitalizou sua coleção teológica (cerca de 7.500 páginas escritas a mão) e as disponibilizou online. Entre os textos amarelados está a famosa previsão de Newton do apocalipse em 2060.
A coleção também contém mapas esboçados por Newton para ajudá-lo nos seus cálculos e tentativas de revelar a sabedoria secreta que ele acreditava estarem codificada neles.
Ele tentou prever como seria o fim dos dias, e o papel que os judeus desempenhariam quando ele chegasse. A curiosidade objetiva de Newton com o judaísmo e a Terra Santa contrastou com o sentimento antissemita expressado por muitos expoentes acadêmicos do cristianismo da época, afirma Levy-Rubin.
“Ele tinha grande interesse pelos judeus, e não encontramos expressões negativas para com os judeus nos seus escritos”, afirma Levy-Rubin. “Ele declarou que os judeus mais cedo ou mais tarde iriam retornar à sua terra”.
Como essa enorme coleção de trabalhos foi parar nas mãos do estado judaico parece místico por si só.
Anos após a morte de Newton em 1727, seus descendentes deram seus manuscritos científicos à sua alma mater, a Universidade de Cambridge.
Mas a universidade rejeitou os seus manuscritos não científicos, então a família os leiloou na casa de leilões Sotheby’s em Londres em 1936. Por acaso, outra casa de leilões famosa de Londres, a Christie’s, estava oferecendo uma coleção de arte impressionista que chamou muito mais atenção.
Apenas dois lançadores sérios se interessaram pela coleção de Newton naquele dia. O primeiro foi o renomado economista britânico John Maynard Keynes, que comprou os manuscritos de alquimia de Newton. O segundo foi Abraham Shalom Yahuda, um pesquisador de estudos orientais judaicos, que levaram os escritos teológicos de Newton.
A coleção de Yahuda foi legada à Biblioteca Nacional de Israel em 1969, anos após sua morte. Em 2007, a biblioteca exibiu os papeis pela primeira vez, e agora elas estão disponíveis para todos online.
A coleção contem páginas e mais páginas da letra cursiva de Newton em pergaminhos desbotados em inglês do século 18, com palavras como “similitude”, “prophetique” e “Whence” (“donde”).
Duas versões impressas em letras de forma modernas também estão disponíveis para mais fácil leitura: Uma “diplomática”, que inclui mudanças e correções feitas por Newton ao manuscrito original, e uma versão “limpa”, que incorpora as correções.
Todos os textos estão ligados ao Projeto Newton, organizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e inclui outras coleções dos escritos de Newton.
A biblioteca israelense diz que os manuscritos ajudam a esclarecer a ciência de Newton, assim como sua pessoa.
“No que diz respeito a Newton, sua abordagem da História era tão ciência quanto à da Física. Sua visão de mundo era que o seu ‘laboratório’ para entender a história era a Bíblia”, afirma Levy-Rubin. “Sua fé não era menos importante para ele do que sua ciência”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo da Associated Press: Israeli library uploads Newton’s theological texts
http://juliosevero.blogspot.com/2012/03/biblioteca-israelense-disponibiliza.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JulioSevero+%28Julio+Severo%29
JERUSALÉM, Israel (Associated Press) — Ele é considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos. Mas Sir Isaac Newton também foi um influente teólogo, que aplicou a abordagem científica ao estudo das Escrituras e do misticismo hebreu e judeu.
Agora a Biblioteca Nacional de Israel, dona de uma enorme coleção de escritos de Newton, digitalizou sua coleção teológica (cerca de 7.500 páginas escritas a mão) e as disponibilizou online. Entre os textos amarelados está a famosa previsão de Newton do apocalipse em 2060.
Newton revolucionou a Física, a Matemática e a Astronomia nos séculos
XVII e XVIII, lançando as bases de grande parte da mecânica clássica, como o
princípio da gravitação universal e as três leis do movimento que levam seu
nome.
No entanto, o curador da coleção de Ciências Humanas da Biblioteca
Nacional de Israel afirma que Newton era um cristão devoto, que abordou muito
mais a Teologia do que a Física, e acreditava que a Bíblia fornecia um “código”
para o mundo natural.
“Hoje em dia, tendemos a fazer uma distinção entre ciência e fé, mas
para Newton era tudo parte de um mesmo
mundo”, afirma Milka Levy-Rubin. “Ele acreditava que o estudo cuidadoso dos
textos sagrados era um tipo de ciência, que se analisado corretamente poderia
prever o que estava por vir”.
Dessa forma, ele aprendeu a ler em hebraico, percorreu a Bíblia e se
aprofundou no estudo da Filosofia Judaica e do misticismo da Cabala e do Talmude
(um compêndio da lei oral judaica e histórias de cerca de 1500 anos).
Por exemplo, Newton baseou seu cálculo do fim dos dias na informação
coletada no Livro de Daniel, que projetou o apocalipse para 1260 depois. Newton
calculou que sua contagem começou com a coroação de Carlos Magno como imperador
romano no ano 800.
Os textos abordam assuntos como interpretações da Bíblia, Teologia, a
história de culturas antigas, o tabernáculo e o templo judeu.A coleção também contém mapas esboçados por Newton para ajudá-lo nos seus cálculos e tentativas de revelar a sabedoria secreta que ele acreditava estarem codificada neles.
Ele tentou prever como seria o fim dos dias, e o papel que os judeus desempenhariam quando ele chegasse. A curiosidade objetiva de Newton com o judaísmo e a Terra Santa contrastou com o sentimento antissemita expressado por muitos expoentes acadêmicos do cristianismo da época, afirma Levy-Rubin.
“Ele tinha grande interesse pelos judeus, e não encontramos expressões negativas para com os judeus nos seus escritos”, afirma Levy-Rubin. “Ele declarou que os judeus mais cedo ou mais tarde iriam retornar à sua terra”.
Como essa enorme coleção de trabalhos foi parar nas mãos do estado judaico parece místico por si só.
Anos após a morte de Newton em 1727, seus descendentes deram seus manuscritos científicos à sua alma mater, a Universidade de Cambridge.
Mas a universidade rejeitou os seus manuscritos não científicos, então a família os leiloou na casa de leilões Sotheby’s em Londres em 1936. Por acaso, outra casa de leilões famosa de Londres, a Christie’s, estava oferecendo uma coleção de arte impressionista que chamou muito mais atenção.
Apenas dois lançadores sérios se interessaram pela coleção de Newton naquele dia. O primeiro foi o renomado economista britânico John Maynard Keynes, que comprou os manuscritos de alquimia de Newton. O segundo foi Abraham Shalom Yahuda, um pesquisador de estudos orientais judaicos, que levaram os escritos teológicos de Newton.
A coleção de Yahuda foi legada à Biblioteca Nacional de Israel em 1969, anos após sua morte. Em 2007, a biblioteca exibiu os papeis pela primeira vez, e agora elas estão disponíveis para todos online.
A coleção contem páginas e mais páginas da letra cursiva de Newton em pergaminhos desbotados em inglês do século 18, com palavras como “similitude”, “prophetique” e “Whence” (“donde”).
Duas versões impressas em letras de forma modernas também estão disponíveis para mais fácil leitura: Uma “diplomática”, que inclui mudanças e correções feitas por Newton ao manuscrito original, e uma versão “limpa”, que incorpora as correções.
Todos os textos estão ligados ao Projeto Newton, organizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e inclui outras coleções dos escritos de Newton.
A biblioteca israelense diz que os manuscritos ajudam a esclarecer a ciência de Newton, assim como sua pessoa.
“No que diz respeito a Newton, sua abordagem da História era tão ciência quanto à da Física. Sua visão de mundo era que o seu ‘laboratório’ para entender a história era a Bíblia”, afirma Levy-Rubin. “Sua fé não era menos importante para ele do que sua ciência”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo da Associated Press: Israeli library uploads Newton’s theological texts
http://juliosevero.blogspot.com/2012/03/biblioteca-israelense-disponibiliza.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JulioSevero+%28Julio+Severo%29
terça-feira, 13 de março de 2012
Uma proposta brasileira para o mundo
Canal do Produtor |
Assessoria de Comunicação da CNA |
A Missão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, liderada pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, está em Marselha, na França, onde participa do 6º Fórum Mundial da Água |
|
O 6º Fórum Mundial da Água começou hoje, 12 de março. Em parceria com a Embrapa e a Agência Nacional de Águas - ANA, a CNA vai lançar a proposta de Área de Proteção Permanente (APP) para o mundo. A idéia é propor um debate sobre a proteção das nascentes, de margens de rios e das áreas de recarga dos aqüíferos que, no Brasil, se chamam Áreas de Preservação Permanente (APPs). Katia Abreu vai apresentar a proposta durante a palestra “Agronegócio Brasileiro: Construindo Soluções para Proteção e Uso Sustentável da Água no Campo”, nesta terça-feira, 13 de março, no Pavilhão Brasil, onde mais de 40 instituições públicas e privadas brasileiras apresentarão seus projetos de responsabilidade ambiental. A presidente da CNA vai mostrar que o Brasil é exemplo. Tem 12% da água doce do planeta. Preserva 61% de vegetação nativa e usa apenas 27,7% do seu território com produção. “Mesmo com todos esses resultados que levaram o país a ser o que é hoje, potencia ambiental e agrícola, não estamos satisfeitos. Queremos e vamos continuar investindo em tecnologia, em pesquisa, para aumentar a produção de alimentos e seguir cuidando dos nossos recursos ambientais, das nossas matas ciliares, da nossa água. E vamos propor que o mundo faça o mesmo”, explica Kátia Abreu. |
segunda-feira, 12 de março de 2012
Seis produtos são responsáveis por metade das exportações brasileiras
Luiz Guilherme Gerbelli
O Estado de S. Paulo
Minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja, carne, açúcar e café somaram 47% do valor exportado
O Brasil vem aumentando cada vez mais nos últimos anos sua dependência da exportação de matérias-primas. No ano passado, apenas seis grupos de produtos - minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja e carne, açúcar e café - representaram 47,1% do valor exportado. Em 2006, essa participação era de 28,4%.
Esse aumento da dependência ganha contornos ainda mais preocupantes porque o maior comprador atual das matérias-primas brasileiras passa por um momento de transição. Na semana passada, a China anunciou que vai perseguir uma meta de crescimento de 7,5% ao ano. A meta anterior era de 8% ao ano.
"Esse novo crescimento chinês ainda é expressivo para qualquer país, mas, nesse momento, cria um fato negativo para a cotação das commodities", diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. "Ao dizer que vai reduzir o ritmo de crescimento, a China diz, indiretamente, que vai comprar menos insumos."
Em dezembro, a entidade previu que o Brasil terá este ano um superávit de US$ 3 bilhões, resultado bem inferior ao saldo comercial de US$ 29,7 bilhões do ano passado. "Mas houve uma melhora do cenário dos preços desde então", diz Castro.
De qualquer forma, o Índice de Preços de Commodities do Banco Central (IC-BR) já aponta um recuo na cotação das commodities. Em fevereiro, o indicador caiu 2,96% na comparação com janeiro e, no acumulado de 12 meses, teve queda de 12,68%.
"Essa tendência de queda só não é mais forte porque está havendo uma injeção global de recursos no mundo todo. Há uma expansão de crédito para economia mundial que não começou agora", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Apesar disso, ele estima um recuo de 10% no preço da soja, carne, açúcar e do café este ano. "O crescimento menor da China reafirma a perspectiva de baixa dos preços", afirma.
Meta de vendas
Entre 2006 e 2011, puxada pelas commodities, a receita de exportação do Brasil aumentou de US$ 135,9 bilhões para US$ 256 bilhões. Este ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) definiu US$ 264 bilhões como a meta de exportação, valor 3,1% maior que o do ano passado.
Para Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), as exportações de commodities vão continuar dominando a pauta brasileira este ano. Ele ressalta, porém, que o saldo comercial do País deverá ser menor, porque, além do preço mais baixo das commodities, as importações devem permanecer em um patamar elevado.
"Estamos com uma demanda relativamente aquecida em relação ao resto do mundo, principalmente de bens de consumo duráveis", diz.
Esse aumento da dependência ganha contornos ainda mais preocupantes porque o maior comprador atual das matérias-primas brasileiras passa por um momento de transição. Na semana passada, a China anunciou que vai perseguir uma meta de crescimento de 7,5% ao ano. A meta anterior era de 8% ao ano.
"Esse novo crescimento chinês ainda é expressivo para qualquer país, mas, nesse momento, cria um fato negativo para a cotação das commodities", diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. "Ao dizer que vai reduzir o ritmo de crescimento, a China diz, indiretamente, que vai comprar menos insumos."
Em dezembro, a entidade previu que o Brasil terá este ano um superávit de US$ 3 bilhões, resultado bem inferior ao saldo comercial de US$ 29,7 bilhões do ano passado. "Mas houve uma melhora do cenário dos preços desde então", diz Castro.
De qualquer forma, o Índice de Preços de Commodities do Banco Central (IC-BR) já aponta um recuo na cotação das commodities. Em fevereiro, o indicador caiu 2,96% na comparação com janeiro e, no acumulado de 12 meses, teve queda de 12,68%.
"Essa tendência de queda só não é mais forte porque está havendo uma injeção global de recursos no mundo todo. Há uma expansão de crédito para economia mundial que não começou agora", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Apesar disso, ele estima um recuo de 10% no preço da soja, carne, açúcar e do café este ano. "O crescimento menor da China reafirma a perspectiva de baixa dos preços", afirma.
Meta de vendas
Entre 2006 e 2011, puxada pelas commodities, a receita de exportação do Brasil aumentou de US$ 135,9 bilhões para US$ 256 bilhões. Este ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) definiu US$ 264 bilhões como a meta de exportação, valor 3,1% maior que o do ano passado.
Para Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), as exportações de commodities vão continuar dominando a pauta brasileira este ano. Ele ressalta, porém, que o saldo comercial do País deverá ser menor, porque, além do preço mais baixo das commodities, as importações devem permanecer em um patamar elevado.
"Estamos com uma demanda relativamente aquecida em relação ao resto do mundo, principalmente de bens de consumo duráveis", diz.
domingo, 11 de março de 2012
É a indústria definhando
O Estado de São PauloCelso Ming
Os decepcionantes resultados da indústria em janeiro podem ter sido agravados pela crise externa ou por fator sazonal atípico. Mas não foram causados por eles. São resultado das omissões deste governo e dos anteriores.A queda da produção física em janeiro sobre o mês anterior foi de 2,1%, como apontou o IBGE na última quarta-feira. E a redução em 12 meses terminados em janeiro, de 0,2%. Alegações de que o mês foi atípico, por causa das férias coletivas da indústria, não têm cabimento. Embora também tenha sido atípico, janeiro de 2011 apontou produção industrial física 2,3% maior do que a de janeiro deste ano.
O desempenho ruim deste início de ano vem quando o consumo avança perto dos 5% - mostraram as Contas Nacionais - e há pleno emprego. Ou seja, quando o mercado interno cresce vigorosamente, mas não consegue ser plenamente atendido pela indústria. Outro sinal de que o setor perde competitividade.
O governo ainda aposta em que o aumento dos investimentos na área, a partir deste ano, melhorarão seu desempenho. Mas os obstáculos de base continuam aí.
Como pode a indústria enfrentar o jogo duro da crise global se arca com carga tributária de 36% do PIB? Ainda nessa sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconhecia que era preciso levar adiante a desoneração dos encargos sociais que incham as folhas de pagamentos. E, no entanto, já em fevereiro de 2011, a presidente Dilma prometia prioridade à tal desoneração, adiada indefinidamente e, ainda assim, quando sair, será por período relativamente curto.
Como a indústria do Brasil pode competir se, num país em que quase 80% da matriz energética é de fonte hídrica (ou seja, tem custo zero de matéria-prima), lhe é cobrada a quarta mais alta tarifa por quilowatt/hora do mundo?
Os dados do Banco Central mostram que as empresas pagaram, em fevereiro, custo (médio) de 40,9% ao ano nos juros para desconto de duplicatas; de 55,8% ao ano para desconto de notas promissórias; de 26,o% ao ano para financiamentos de capital de giro; e de 109,1% ao ano para financiamentos de conta garantida. Que empresa enfrenta impunemente essas despesas financeiras? Ou, perguntado de outra forma, de quanto precisa ser o lucro para enfrentar essas contas?
Há um mês, a consultoria MB Associados apontou que os custos de logística estão em 20% do PIB no Brasil. Enquanto isso, são de 10,5%, nos Estados Unidos; de 12,0%, no Canadá; de 13,0%, na Alemanha; e de 20,0%, no México.
Essa baixa competitividade não começou anteontem. Vem lá de trás, dos tempos de substituição de importações e das políticas industriais distorcidas. Mas vinha sendo compensada com generosas desvalorizações da moeda nacional, que barateavam em dólares o produto exportado e encareciam em moeda nacional o produto importado.
Não dá mais para prosseguir com esse arranjo. E, no entanto, o governo federal não tem nenhum plano firme e abrangente destinado a atacar com coragem as reformas que fortificarão a indústria.
Os decepcionantes resultados da indústria em janeiro podem ter sido agravados pela crise externa ou por fator sazonal atípico. Mas não foram causados por eles. São resultado das omissões deste governo e dos anteriores.A queda da produção física em janeiro sobre o mês anterior foi de 2,1%, como apontou o IBGE na última quarta-feira. E a redução em 12 meses terminados em janeiro, de 0,2%. Alegações de que o mês foi atípico, por causa das férias coletivas da indústria, não têm cabimento. Embora também tenha sido atípico, janeiro de 2011 apontou produção industrial física 2,3% maior do que a de janeiro deste ano.
O desempenho ruim deste início de ano vem quando o consumo avança perto dos 5% - mostraram as Contas Nacionais - e há pleno emprego. Ou seja, quando o mercado interno cresce vigorosamente, mas não consegue ser plenamente atendido pela indústria. Outro sinal de que o setor perde competitividade.
O governo ainda aposta em que o aumento dos investimentos na área, a partir deste ano, melhorarão seu desempenho. Mas os obstáculos de base continuam aí.
Como pode a indústria enfrentar o jogo duro da crise global se arca com carga tributária de 36% do PIB? Ainda nessa sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconhecia que era preciso levar adiante a desoneração dos encargos sociais que incham as folhas de pagamentos. E, no entanto, já em fevereiro de 2011, a presidente Dilma prometia prioridade à tal desoneração, adiada indefinidamente e, ainda assim, quando sair, será por período relativamente curto.
Como a indústria do Brasil pode competir se, num país em que quase 80% da matriz energética é de fonte hídrica (ou seja, tem custo zero de matéria-prima), lhe é cobrada a quarta mais alta tarifa por quilowatt/hora do mundo?
Os dados do Banco Central mostram que as empresas pagaram, em fevereiro, custo (médio) de 40,9% ao ano nos juros para desconto de duplicatas; de 55,8% ao ano para desconto de notas promissórias; de 26,o% ao ano para financiamentos de capital de giro; e de 109,1% ao ano para financiamentos de conta garantida. Que empresa enfrenta impunemente essas despesas financeiras? Ou, perguntado de outra forma, de quanto precisa ser o lucro para enfrentar essas contas?
Há um mês, a consultoria MB Associados apontou que os custos de logística estão em 20% do PIB no Brasil. Enquanto isso, são de 10,5%, nos Estados Unidos; de 12,0%, no Canadá; de 13,0%, na Alemanha; e de 20,0%, no México.
Essa baixa competitividade não começou anteontem. Vem lá de trás, dos tempos de substituição de importações e das políticas industriais distorcidas. Mas vinha sendo compensada com generosas desvalorizações da moeda nacional, que barateavam em dólares o produto exportado e encareciam em moeda nacional o produto importado.
Não dá mais para prosseguir com esse arranjo. E, no entanto, o governo federal não tem nenhum plano firme e abrangente destinado a atacar com coragem as reformas que fortificarão a indústria.
sexta-feira, 9 de março de 2012
NÃO CONDENE DE FORMA PRECIPITADA - PARASHÁ KI TISSÁ 5772
Um pai desejava ensinar aos seus quatro filhos uma
importante lição a respeito de julgamentos precipitados. Assim, enviou cada um
deles, em uma estação diferente do ano, para observar uma determinada árvore que
estava plantada em uma terra distante. O primeiro filho chegou no inverno, o
segundo na primavera, o terceiro no verão e o quarto no outono. Quando voltaram,
cada um tentou descrever a árvore que havia visto.
O primeiro informou que a árvore era feia, seca e
retorcida. O segundo, indignado com o que havia escutado de seu irmão, disse que
a árvore não tinha nada de seca, ao contrário, estava carregada de botões, cheia
de promessas. O terceiro filho contestou a descrição dos dois irmãos e afirmou
que viu uma árvore coberta de flores, com um cheiro doce e de incrível beleza.
Finalmente, o quarto filho falou que ninguém soubera descrever a árvore de
maneira correta, pois era uma árvore frutífera, carregada de frutas e de vida.
Os quatro irmãos começaram então a discutir, cada um tentando provar que estava
certo, mas não chegavam a nenhuma conclusão. O pai precisou intervir. Ponderado,
explicou: - Vocês todos estão certos. A diferença é que cada um julgou a árvore apenas de acordo com a época do ano em que a viram. Vocês viram a árvore de forma limitada e tomaram decisões precipitadas.
- Na vida - continuou o pai - também é assim. Quase sempre somos precipitados nos julgamentos. Para julgar com acerto, compete-nos observar com atenção e procurar, antes de decidir, informações detalhadas.
********************************************
Na Parashá esta semana, Ki Tissa, a Torá descreve uma das maiores transgressões cometidas pelo povo judeu: a construção do bezerro de ouro. Foi algo tão grave que D'us decidiu destruir todo o povo, fato que não aconteceu somente graças à intervenção de Moshé e à Teshuvá (arrependimento) de todo o povo.
Mas este episódio levanta muitos questionamentos, pois é difícil entender como os judeus puderam fazer um bezerro de ouro 40 dias depois da revelação de D'us no Monte Sinai. Será que eles realmente fizeram idolatria? Lendo a Torá de maneira superficial, parece que sim. Mas quando deixamos escapar importantes detalhes, comprometemos todo o entendimento do que foi transmitido por D'us. E um exemplo clássico disso é o episódio do bezerro de ouro.
Observando com cuidado os versículos, percebemos muitas dificuldades e contradições. Por um lado parece óbvio que o povo fez idolatria. Por exemplo, inicialmente a Torá diz explicitamente que foi isto o que o povo pediu para Aharon: "Nos faça um deus que ande na nossa frente" (Shemot 32:1). Há também adiante outro versículo explícito: "Eles disseram: este é o seu deus, Israel, que te tirou da terra do Egito" (Shemot 32:4).
Porém, por outro lado parece que não foi idolatria, pois logo depois está escrito "Um festival para D'us amanhã" (Shemot 32:5). Se estavam criando uma nova religião com um novo deus, a festa deveria ser para o bezerro de ouro, não para D'us! Além disso, as pessoas querem deuses da guerra, da fertilidade e até mesmo do amor. Não é muito pouco os judeus pedirem um novo deus cuja única função seria andar diante deles? E finalmente, se Moshé era apenas o líder do povo, será que sua morte justificava a criação de uma nova religião com um novo deus?
Há também algumas outras dificuldades nos versículos. Por exemplo, assim D'us avisou para Moshé que o povo havia pecado: "Seu povo, que você trouxe da terra do Egito, se corrompeu" (Shemot 32:7). O povo era de Moshé? Foi ele quem decidiu tirar o povo do Egito?
Finalmente, há algumas dificuldades em relação ao castigo aplicado ao povo. Primeiro está escrito que Moshé, ao ver o bezerro de ouro, ficou muito bravo. Ele moeu o bezerro até virar um pó fino, espalhou sobre a água e fez os judeus beberem (Shemot 32:19). Que tipo de castigo é esse? Além disso, mais adiante a Torá fala sobre 3 mil mortos, executados com espadas pelos homens da tribo de Levi (Shemot 32:26-28). E alguns versículos depois, a Torá fala da morte dos transgressores através de uma praga (Shemot 32:35). Por que tantos castigos diferentes para a mesma transgressão?
Ensina o Rav Dovid Gottlieb que a chave para
começar a entender tantas contradições é saber que não houve um único pecado,
mas diferentes pecados, cometidos por diferentes
pessoas.
O problema começou quando Moshé subiu no Monte Sinai e
avisou que voltaria depois de 40 dias. Mas devido a um erro na contagem feita
pelo povo, ele não desceu na data esperada. Acreditando que ele havia morrido,
os judeus entraram em pânico, pois viam Moshé como o intermediário entre eles e
D'us. Desde a saída do Egito, a interação de D'us com o povo sempre veio através
de Moshé. As pragas começaram e terminam através dele, o Mar Vermelho abriu e
fechou ao comando dele. Sem Moshé, o povo se sentiu desconectado de D'us. Era
necessário urgentemente escolher um novo intermediário e criar uma nova conexão
com D'us. Por que uma estátua? Pois acharam que se fosse novamente alguém de
carne e osso, quando esta pessoa morresse, novamente teriam uma
crise.É por isso que o versículo ressalta que era um festival para D'us, pois eles não pretendiam criar uma nova religião, não faria sentido 40 dias depois da revelação de D'us. O que eles queriam era uma nova conexão com D'us, que eles acharam que havia sido interrompida. Esta foi a intenção da grande maioria do povo.
Então o que significa o versículo "Eles disseram: este é o seu deus, Israel, que te tirou da terra do Egito"? Dentro do povo havia um pequeno grupo que ultrapassou a "linha vermelha" e realmente fez idolatria. Quem fazia parte deste grupo? Na descrição da saída do Egito há um versículo que ajuda a responder: "E também uma grande multidão subiu com eles, e rebanho e gado, e uma posse de animais muito grande" (Shemot 12:38). Que grande multidão era esta? Eram egípcios que ficaram impressionados com os milagres das pragas e quiseram se juntar ao povo judeu. Moshé aceitou levá-los junto com o povo, mas D'us não deixou, pois sabia que a única motivação deles era o medo do castigo, não havia amor pelos caminhos corretos. Mesmo assim Moshé insistiu e finalmente D'us concordou, mas avisou que seria responsabilidade de Moshé caso ocorressem problemas. Foi por isso que D'us disse que o povo que pecou era "o seu povo", que Moshé, sob sua própria responsabilidade, havia decidido tirar do Egito.
Estes egípcios não haviam se arrependido de coração de todos os seus pecados e, portanto, ainda estavam conectados com suas idolatrias. Infelizmente eles conseguiram enganar também alguns judeus, que começaram com a idéia de uma nova conexão com D'us, mas acabaram também cruzando a linha vermelha da idolatria. Porém, nem todos os que cometeram idolatria pecaram da mesma maneira e, por isso, foram castigados de maneiras diferentes.
Para um Beit Din (Tribunal) aplicar a pena de morte em uma pessoa que cometeu transgressões puníveis com morte, como idolatria, há duas condições: é necessário que a transgressão tenha sido vista por pelo menos duas testemunhas e que o transgressor tenha sido advertido, antes da transgressão, de que seu ato seria punido com morte.
Uma parte daqueles que cometeram idolatria o fizeram diante de testemunhas e após terem sido advertidos. Foram os 3 mil que a Torá descreve que receberam como punição a morte com espadas. Outra parte transgrediu diante de testemunhas, mas sem ter recebido advertência. Portanto, este segundo grupo, que não podia ser morto através do Beit Din, morreu através de uma praga. Houve ainda um terceiro grupo que fez idolatria sem testemunhas, isto é, não demonstraram através de seus atos, apenas o fizeram em seus corações. Como saber quem havia se comportado desta maneira? A água com ouro era um "teste interno", para aqueles que fizeram a transgressão escondidos. Quem havia feito idolatria em seu coração morreu ao beber a água.
E como explicar o versículo que diz "Nos faça um deus que ande na nossa frente", já que este versículo, pelo contexto, certamente se refere a um pedido feito pela maioria do povo? A resposta é que o termo utilizado neste versículo, "elohim", significa tanto "deus" quanto "intermediário". O mesmo termo é utilizado, por exemplo, quando D'us mandou Aharon acompanhar Moshé no encontro com o Faraó, como está escrito: "Ele será para você uma boca e você será para ele elohim" (Shemot 4:16). Certamente Moshé não seria um deus para Aharon, e sim um intermediário entre ele e o faraó. Se fosse realmente um deus que o povo judeu estava construindo, iriam esperar muito mais dele. Como a intenção era apenas ter um intermediário, o único propósito do bezerro de ouro era andar na frente deles, isto é, guiá-los, da mesma forma que Moshé, um intermediário de D'us, fazia.
A conclusão é que a maioria do povo judeu cometeu, ao contrário do que parecia, apenas um crime "filosófico", isto é, tomou decisões que D'us não havia pedido e de maneira que Ele não havia ensinado. Eles quiseram inventar uma nova conexão. Mas D'us não nos pediu para criarmos nada novo, pois não decidimos nada aqui. D'us nos deu livre escolha, mas é Ele, e apenas Ele, Quem decide o que é certo ou errado e como as coisas devem ser feitas.
Portanto, a pergunta "Como os judeus puderam fazer idolatria 40 dias depois do Sinai?" é um equívoco. Eles erraram, um erro considerado por D'us como algo muito grave, mas não foi idolatria. Então por que D'us não ensinou explicitamente este conceito? Um dos motivos é para nos deixar um ensinamento muito importante: nunca devemos julgar pessoas ou situações apenas pelas aparências. Se lemos a Torá de forma superficial, parece que todo o povo cometeu idolatria. Mas quando nos aprofundamos e entendemos todas as dificuldades e contradições dos versículos, aprendemos que foi uma transgressão que, apesar de séria, era muito menor do que idolatria.
Da mesma forma erramos quando vemos alguém com atitudes que não concordamos e somos rápidos em julgar para o mal, sem antes verificar o que ocorreu. Sempre consideramos que foi muito mais grave do que realmente foi e não procuramos os motivos que podem ter levado a pessoa a cometer este erro. Julgamos de maneira precipitada e sem todos os dados em mãos.
O Pirkei Avót nos ensina o comportamento correto: "Julgue toda pessoa para o bem" (Pirkei Avót 1:6). Mas a tradução literal seria "Julgue toda a pessoa para o bem". O que significa julgar toda a pessoa? Que quando julgamos alguém, não podemos julgar de maneira superficial, temos que conhecer os detalhes. Se uma pessoa está mal-humorada, pode ser que acabou de perder o emprego, bater o carro ou perder dinheiro. Da mesma maneira que gostaríamos que os outros levassem em consideração nossas dificuldades quando fazemos algo errado, assim devemos nos esforçar para procurar sempre motivos de como julgar os outros para o bem.
SHABAT SHALOM
R' Efraim Birbojmhttp://ravefraim.blogspot.com/
Ex. 30:11-34:35, 1Re. 18:1-39, 2 Co. 3:1-18
quinta-feira, 8 de março de 2012
O Homem e A Mulher
O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.Victor Hugo
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.Victor Hugo
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