segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Custos de produção ameaçam agronegócio

Correio do Povo

Da Redação

Preço alto de energia, insumos e mão de obra é entrave à agropecuária

Alta carga tributária e gastos cada vez maiores com energia, logística, mão de obra e insumos são alguns dos sintomas de uma nova "praga" que tem afetado a produção agropecuária brasileira. Segundo o economista José Roberto Mendonça de Barros, "a doença dos custos altos, que é comum no setor industrial, está chegando ao agronegócio". Durante palestra no Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima, semana passada, em São Paulo, Mendonça de Barros ressaltou que esses são problemas que devem ser atacados, mas que não serão resolvidos no curto prazo. A alta das commodities no cenário internacional ameniza a situação, que, no entanto, poderia piorar diante de uma quebra de produtividade por causa do clima. Conforme o economista, produtores que fornecem para o mercado interno se veem em situação menos confortável. "Os produtores de arroz e suínos, por exemplo, estão tomando prejuízo."
O consultor Carlos Cogo acrescenta como outros agravantes o déficit de armazenagem no país e a elevação nos preços dos fertilizantes - cerca de 20% no último ano. "Hoje, o produtor colhe e é obrigado a vender em seguida porque o Brasil não tem armazenagem para uma safra toda." O cenário atual, segundo ele, é resultado do aquecimento da economia. "Quem acaba pagando esse custo é o produtor." Com um Porto à disposição, o Rio Grande do Sul está em vantagem frente a outros estados brasileiros. O maior problema enfrentado pelos gaúchos, na opinião do economista, é a baixa produtividade e a falta de investimentos em irrigação no Estado. "Tivemos sequencia de quebras de safra, mas as medidas anunciadas a cada novo governo são frágeis", avalia. O consultor também sugere incentivo ao escoamento por meio de ferrovias e hidrovias.

domingo, 11 de setembro de 2011

O VALOR DA NOSSA HERANÇA – PARASHÁ KI TETSE

"Sam havia perdido muito dinheiro com a queda das bolsas e estava traumatizado com a idéia de novos investimentos. Certo dia seu amigo Bill, dono de uma empresa de investimentos, ligou para ele e disse:
- Meu querido amigo Sam, eu tenho informações privilegiadas sobre um excelente investimento. É garantido que o investimento dobrará de hoje para amanhã. Queria te dar esta oportunidade, para te ajudar a recuperar seu dinheiro perdido. Invista comigo R$ 10.000 e vamos dobrar este valor.
Mas Sam não queria escutar de investimentos. Ele lembrava o que havia acontecido quando seguiu as "informações privilegiadas" de outros investidores. Agradeceu a oferta mas preferiu não investir nada.
Uma semana depois, Sam recebeu um telefonema de Bill, contando que havia investido os R$ 10.000 e o investimento havia dobrado. Bill avisou que tinha informações de que o investimento continuaria dobrando, e novamente convidou Sam a se juntar a ele nesta empreitada. Mas novamente Sam não aceitou.
Mais uma semana se passou e Bill ligou novamente, informando que os R$ 10.000 haviam sido reinvestidos e agora ele já acumulava R$ 40.000. Pela terceira vez ele convidou Sam a investir junto com ele, garantindo que o investimento novamente dobraria, mas Sam teve medo de arriscar.
Alguns meses se passaram e um dia o telefone de Sam tocou. Era Bill:
- Eu quero lhe dizer uma coisa. Você se lembra de quando, meses atrás, eu te convidei a investir comigo R$ 10.000? Bem, hoje meu dinheiro rendeu e eu tenho mais de 1 milhão. Mas eu não esqueci de você. No meu investimento inicial eu separei R$ 10.000 do meu dinheiro e investi em seu nome. Agora você tem mais de um milhão te esperando no banco. Nós somos bons amigos e eu me importo muito com você, Sam"
Alguém faria por nós um negócio como este? Sim, este 'investimento" existe e já foi feito por nós durante a história do povo judeu. Desde Moshé até Maimônides, do Templo Sagrado à Israel dos nossos dias, os nossos antepassados lutaram e se sacrificaram para construir e nos deixar um legado judaico. Um legado de sabedoria, de idealismo, de educação e de valores. Nossos antepassados construíram uma fortuna que está apenas esperando por nós. Por 3.000 anos o povo judeu tem guardado um grande tesouro acumulado. Somos os descendentes e esta é a nossa herança milionária, que temos agora a oportunidade de receber em nossas mãos e passá-las para os nossos filhos e descendentes.
---------------------------------------------
Por mais de 3.000 anos o povo judeu sobreviveu a vários tipos de ataques e tentativas de extermínio. Dos egípcios aos gregos, dos romanos aos nazistas, muitos foram os que se levantaram contra nós e não tiveram sucesso em nos exterminar. Mas infelizmente há um inimigo que o povo judeu não está conseguindo vencer: a assimilação. Muitos judeus têm abandonado o judaísmo sem nem mesmo saber o que estão deixando para trás. Mais de 3.000 anos de sabedoria, conhecimento e valores, que nos foram entregues diretamente pelo Criador do mundo e transmitidos de geração em geração. Mas afinal, o que há de tão especial no judaísmo, pelo qual nossos antepassados muitas vezes deram a vida para nos manter este legado?
No mundo há milhares de religiões, que prometem para seus fiéis a Vida Eterna. Mas quantas religiões ensinam as pessoas a serem pessoas melhores neste mundo, a respeitarem mais os outros, a serem retos em todos os atos do cotidiano? Em muitas religiões, para receber a Vida Eterna basta acreditar em um salvador, não é necessário mudar nenhum ato nem se esforçar. O judaísmo nos ensina que o único caminho para chegar à Vida Eterna é através do nosso esforço para cada dia se elevar um pouco mais espiritualmente, e as melhorias devem ser tanto em relação à D'us quanto em relação aos nossos semelhantes. Mesmo nas atividades cotidianas mais simples há sempre como crescer e melhorar.
Um exemplo da contribuição que a Torá dá ao mundo está na Parashá desta semana, Ki Tetse. A Parashá nos ensina muitas Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e seu semelhante), e entre elas está a Mitzvá de "Hashavat Aveidá" (devolver ao dono um objeto perdido). Não apenas a Torá nos obriga a devolver um objeto que encontramos, mas somos proibidos de ver um objeto perdido e fingir que não o vimos para nos isentar da obrigação e do trabalho de devolver o objeto ao dono. Porém, se refletirmos um pouco, será que esta não é uma Mitzvá lógica, que cumpriríamos mesmo se a Torá não nos tivesse ensinado?
Apesar de parecer algo simples, esta é uma Mitzvá muito difícil de ser cumprida, e é um grande teste de honestidade e sensibilidade. Quando encontramos um objeto perdido na rua, principalmente se for algo de valor elevado, é muito tentador ficar com o objeto, mesmo sabendo que é de outra pessoa. Afinal, ninguém está olhando e ninguém vai ficar sabendo mesmo. Além disso, já que não sabemos quem perdeu o objeto, a vítima torna-se alguém "sem rosto", ficando mais fácil racionalizar o roubo e enganar o nosso lado racional. D'us nos comandou esta Mitzvá para que possamos trabalhar a nossa honestidade mesmo quando ninguém está olhando. Fora isso, a Mitzvá de "Ashavat Aveidá" também nos ajuda a ter mais sensibilidade, a sentir um pouco a dor dos outros, a quebrar o nosso egoísmo.
E a grande novidade é que, apesar de ser algo lógico, se D'us não nos tivesse comandado a devolver um objeto encontrado, provavelmente não o faríamos. Temos uma prova disso ao comparar os valores ensinados pelo judaísmo com os "modernos" valores da nossa sociedade. Por exemplo, segundo nossos valores ocidentais, "achado não é roubado". Quem definiu isso? Quem escolhe o que é roubo e o que não é? Os valores da nossa sociedade variam de acordo com as nossas necessidades e conveniências. Fixamos as regras de acordo com nossos interesses momentâneos. Será que isso é fazer o que é correto? Será que as consequências são positivas? Na nossa sociedade o mais importante são os direitos. Porém, o que acontece quando todos têm apenas direitos? O meu direito invade o direito do meu vizinho, o direito do vizinho invade o meu direito, e no final das contas se forma uma sociedade sem harmonia.
Um dos maiores legados do judaísmo para o mundo é que nós não temos direitos, nós temos deveres, que são as Mitzvót. Quando cada um se preocupa com os seus deveres, no final das contas os direitos de todos estão garantidos. É o que ocorre, por exemplo, no trânsito. Se todos tivessem somente direitos, um iria passar por cima do outro. Mas a partir do momento que os motoristas seguem regras e deveres, os direitos de todos ficam garantidos. A conseqüência é uma sociedade muito mais harmoniosa. Em muitos lugares de Israel é possível ver nas ruas bilhetes colados nos muros e nos pontos de ônibus, anunciando que alguém encontrou um objeto perdido e está procurando o dono para devolvê-lo. Algumas pessoas chegam ao ponto de gastar dinheiro colocando anúncios pagos em jornais e revistas para encontrar o dono de um objeto perdido. Esse é o verdadeiro caminho para o crescimento espiritual.
Ser uma boa pessoa não é algo que cai do céu. Demanda estudo, esforço e dedicação. Ser uma boa pessoa não é apenas dizer "eu não faço mal a ninguém". Os judeus não estão apenas obrigados a não fazer mal a ninguém, estamos obrigados a ativamente fazer o bem, temos que receber sobre nós a responsabilidade de melhorar o mundo. Se nos focarmos nos nossos direitos, estaremos contribuindo para o caos e a desunião que existem atualmente. Mas se nosso foco for os nossos deveres, estaremos dando nossa preciosa contribuição para fazer deste mundo um lugar melhor para se viver.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com/search/label/Parash%C3%A1%20Ki%20Tetze

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FRIO ESPIRITUAL - PARASHÁ KI TETSE 5771 (09 de setembro de 2011)

Em uma madrugada, o Rabino Israel Salanter passou pela casa do sapateiro da cidade e percebeu que ainda havia uma luz acesa. O sapateiro estava sentado, concentrado, fazendo o seu trabalho sob a luz oscilante de uma vela que estava prestes a se extinguir.
- Por que você ainda está trabalhando? - perguntou o Rabino Israel Salanter- Está muito tarde! E, além disso, a sua vela em breve se extinguirá e você não poderá terminar o que você está fazendo.
- Isto não é problema - respondeu o sapateiro, com simplicidade - Todo o tempo que a vela estiver acesa, ainda é possível trabalhar e consertar.
O Rabino Israel se impressionou profundamente com estas palavras, e utilizou-as para seu trabalho espiritual. Se a pessoa deve trabalhar pelas suas necessidades físicas todo o tempo que a vela estiver acesa, muito mais a pessoa deve trabalhar para o seu aperfeiçoamento espiritual todo o tempo em que a alma, a "vela de D'us", ainda estiver brilhando dentro dela.
********************************************
No final da Parashá desta semana, Ki Tetse, a Torá nos comanda a nunca esquecer todo o mal que o povo de Amalek nos fez. Os traços negativos de Amalek são tão fortes que a Torá nos comanda inclusive a apagar qualquer memória deste povo no mundo. Eles nos atacaram pelas costas na saída do Egito, de uma maneira covarde, como está escrito: "Lembre o que Amalek te fez em teu caminho de saída do Egito. Quando eles te encontraram no caminho, e eles atacaram aqueles que se retardavam, todos os que estavam fracos atrás, quando você estava cansado e exausto, e eles não temeram a D'us" (Devarim 25:17,18).
Mas o versículo aparentemente não explica o que Amalek fez de tão grave que precisa ser apagado. Muitos foram os povos que nos perseguiram e nos atacaram de maneira covarde durante nossa história. Por exemplo, os egípcios nos maltrataram, atiraram nossos bebês no rio Nilo, nos escravizaram, e mesmo assim a Torá não nos comanda a apagar sua lembrança do mundo. O que torna o ataque de Amalek tão grave? E qual a essência deste povo que, segundo a Torá, é tão negativo que precisa ser apagado completamente para que o mundo possa chegar ao seu objetivo?
Explica o Rav Chaim Shmulevitz que Amalek não é apenas mais um povo contra o qual o povo judeu lutou. Na realidade, todo o mal do mundo e o lado sombrio do ser humano estão enraizados em Amalek. E a essência do mal se encontra justamente no versículo do ataque de Amalek, mais precisamente nas palavras "te encontraram no caminho". A linguagem utilizada na Torá para "encontraram", "Karechá", vem da linguagem "Kar", que significa "frio'. A essência de Amalek é esfriar o ser humano. O que isto significa?
Para entender, antes precisamos observar as particularidades da luta do povo judeu contra Amalek. Diferente de todas as outras guerras descritas na Torá, na qual os povos lutaram contra o povo judeu para defender seus territórios, Amalek nunca foi ameaçado. Eles viajaram centenas de quilômetros no deserto apenas para nos atacar, com um ódio gratuito. Rashi, famoso comentarista da Torá, explica o motivo verdadeiro do ataque com uma parábola. Imagine que há uma banheira com água fervendo, com uma temperatura tão alta que ninguém se atreve a entrar nela. Vem então um estúpido e, apesar de saber que vai se queimar, se atira na banheira com o único intuito de esfriar a água e permitir que outras pessoas entrem nela.
Quando o povo judeu foi retirado por D'us do Egito, com milagres abertos que esmagaram o até então invencível exército egípcio, todos os povos do mundo temeram. Ninguém ficou apático diante daquela fenomenal demonstração de força, onde as leis da natureza foram quebradas. A única exceção foi Amalek. Não apenas eles não temeram a D'us, mas também saíram para guerrear contra o povo judeu. Eles não tinham visto os milagres? Eles não sabiam que seriam facilmente derrotados? Então por que assim mesmo atacaram?
O ser humano se diferencia de todo o resto da criação, pois é a única criatura em todo o universo que tem a possibilidade de mudar e melhorar as condições espirituais nas quais foi criado. Mesmo os anjos não têm esta característica, pois apesar de terem sido criados em um elevado nível espiritual, eles não pode mais crescer e melhorar em nada. Qual é a maneira de conseguir este crescimento? Prestando atenção, refletindo. Quando a pessoa reflete e presta atenção nas coisas que ocorrem à sua volta, ele pode se elevar espiritualmente a cada instante.
Mas se o ser humano tem este potencial de crescimento, por que não vemos todas as pessoas crescendo espiritualmente? Pois lutamos constantemente contra a apatia e a acomodação, dois terríveis obstáculos para o nosso crescimento. Pessoas apáticas não despertam e não aprendem a tomar decisões corretas nas questões mais importantes da vida. E esta é a essência espiritual de Amalek, que pode ser encontrada em todos os seres humanos: a apatia e a falta de reflexão, mesmo diante das maiores revelações de D'us. Amalek também escutou os milagres de D'us, mas por sua apatia não despertou. Além disso, eles quiseram também contaminar os outros povos com este sentimento. Por isso viajaram centenas de quilômetros para nos atacar, apenas para esfriar o fogo do povo judeu, o fogo da reflexão e do despertar, que estava começando a se espalhar por todos os povos.
A luta contra Amalek é uma batalha para todas as gerações. Infelizmente nos nossos dias sentimos mais do que nunca a terrível influência espiritual negativa da apatia. Acordamos, trabalhamos, comemos, dormimos. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta. Vivemos para o próximo final de semana, para as próximas férias, para a nossa aposentadoria. E como vivemos o nosso cotidiano, os detalhes do nosso dia a dia? Como reagimos aos acontecimentos no mundo? Assistimos aos Tsunamis, terremotos, vulcões e tragédias sentados na poltrona, diante da televisão, como se estivéssemos assistindo a um filme de ficção científica, como se tudo aquilo não estivesse realmente acontecendo. Não paramos para refletir, para tentar entender a mensagem que está por trás de tudo o que ocorre. As forças da natureza são apenas uma capa que oculta a mão de D'us. Precisamos aprender a escutar as mensagens. E a única maneira é através da reflexão, prestar atenção às coisas que ocorrem no mundo e em nossas vidas. Nada é um acaso, nada segue regras naturais, pois tudo tem um motivo, qualquer manifestação física tem uma causa espiritual.
A grandeza do ser humano está no fato de podermos mudar nossas vidas em apenas um instante. Um momento de claridade pode mudar nossa eternidade. Como nos ensina um dos maiores líderes do nosso povo na época do Talmud, Rebi HaNassi: "Há aqueles que adquirem sua eternidade em um único instante". Amalek tentou nos esfriar, mas podemos reacender a chama a qualquer momento.
Estamos no mês de Elul, o último mês do ano, a reta final antes do nosso julgamento de Rosh Hashaná. Espiritualmente são dias propícios para tomar decisões, receber sobre si responsabilidade sobre nossos atos, fazer planos para o próximo ano. Estaremos em Rosh Hashaná pedindo a D'us mais um ano de vida, mas que planos mostraremos para Ele? Por que valerá a pena D'us investir em nós por mais um ano?
Nunca é tarde para começar. Enquanto a vela que temos dentro de nós estiver acesa, ainda há tempo. E cada vela que se reacende, ilumina e aquece um pouquinho mais o mundo inteiro, ajudando a acabar definitivamente com o frio espiritual de Amalek.
"Sheticatev Vetechatem Bessefer Chaim Tovim" (Que sejamos inscritos e selados no Livro da Vida).
SHABAT SHALOM
R' Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com/
Dt. 21:10-25:19, Is. 54:1-10, I Co.5:1-5

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Message from Above

At one point during the Purim story, Mordechai decided to try and find out if he would be victorious in his struggle. He asked three children to tell him verses that they had learned that day. Such verses are said to have an inkling of prophesy and would indicate in which direction things were heading.
The first child said: “Be not afraid of sudden fear, nor of the ruin of the wicked, when it comes” (Mishlei 3,25). The second child said: “[Our enemies] take counsel together and it shall come to naught, for G-d is with us” (Yeshaya 8,25). The last child said: “Even in My old age I will carry you; even in My later years I will carry you, I have made and I will bear you, and I will carry and deliver you” (Yeshaya 46,4).
Mordechai understood that all three of these verses indicated that the Jewish people would be victorious and that their enemies would fall. Confident that these were Divine signs of his success, he continued his prayers and efforts. Eventually these prophecies were fulfilled, and the Jewish people prevailed in their struggle against Haman (Yalkut Shemoni Esther 1057).
Some halachic authorities mention the custom to say these three verses every day (Taz, end of Orach Chaim 132). In many siddurim they have been inserted after Aleinu. What is their connection to Aleinu?
Some commentators explain that Aleinu was established as part of our daily prayers to reiterate our belief in the One and Only G-d, since in the merit of this faith our prayers will be answered. Since this is the reward of such faith, Aleinu and these verses are said at the end of every tefilla (Seder Hayom p. 70).
Aleinu and these three verses are a final reminder before we leave the haven of the shul and go back to face our struggles, that the same message Mordechai heard so many years ago still applies to us today. No matter how bad things look, with Hashem’s help the Jewish people will ultimately prevail. As ever, Hashem is guiding the course of history with an Omniscient Hand, and He will ensure that our prayers are answered.
Aleinu sums up the message of our prayers and gives us hope that they will be answered quickly.

Tefilah: Waking Up Jewish, Copyright © 2011 by Rabbi Daniel Travis and Torah.org

Questions or comments? Email feedback@torah.org.

Join the Jewish Learning Revolution! Torah.org: The Judaism Site brings this and a host of other classes to you every week. Visit http://torah.org/  or email learn@torah.org to get your own free copy of this mailing.

domingo, 4 de setembro de 2011

Falta tempo

Tem dias que precisavam ter 48 horas! Ou se eu fosse duas também ajudaria! Agricultora, dona de casa, artista, professora, estudante: tudo num só domingo, uau! Estou a mil e já são 9 horas da noite! E amanhã o dia começará cedo...

sábado, 3 de setembro de 2011

Perpetuando o parasitismo politico e espiritual

Julio Severo
O jornal O Estado de S. Paulo noticiou, num artigo de 30 de agosto, que o governo americano está interessado no Bolsa Família, um programa populista do governo brasileiro que provê dinheiro para milhões de brasileiros. Russlynn Ali, secretária-adjunta para Direitos Civis do Ministério da Educação dos EUA, disse que seu país está também interessado no Estatuto da Igualdade Racial no Brasil.
O que os EUA, ou mais especificamente Obama e seu partido, poderiam ganhar com o Bolsa Família? O Bolsa Família é uma estratégia política do Partido dos Trabalhadores, de Lula e Dilma Rousseff, que não oferece nenhuma solução real para o problema da pobreza, mas incentiva os pobres a verem um governo de Lula, Rousseff e outros de seus camaradas como um grande pai generoso. O Bolsa Família garante a perpetuação de seu parasitismo socialista no Estado brasileiro.
Agora, por que os EUA quereriam importar o Estatuto da Igualdade Racial? Não é uma política com raízes no Brasil. Aliás, tais políticas raciais (ou gays, ou feministas) foram em grande parte importadas dos EUA. Mas diferentemente dos EUA, onde enfrentaram oposição, as leis raciais no Brasil tiveram um desenvolvimento sem muita oposição, provocando uma proteção estonteante para a bruxaria negra sob a capa da cultura negra. Levá-la de volta aos EUA seria levar de volta um monstro que cresceu no Brasil, mas nasceu nos EUA. WND noticiou algumas das consequências dessa política americana que se desenvolveu no Brasil:
“No Rio, um pastor pentecostal levou um criminoso a Jesus e o convenceu a se entregar à polícia. O Pr. Isaías da Silva Andrade acompanhou o ex-criminoso à polícia e quando lhe perguntaram como a vida dele havia sido transformada, o pastor respondeu que o ex-criminoso vivia sob a influência de demônios das religiões afro-brasileiras que o inspiravam a se envolver com conduta criminosa, mas agora ele encontrara salvação em Jesus. Por causa desse relato inocente, o Pr. Isaías está agora sofrendo ações criminais por discriminação contra a ‘cultura’ afro-brasileira! Se condenado, ele cumprirá sentença de dois a cinco anos de prisão”.
O próprio Pr. Isaías é negro, mas as leis de igualdade racial protegem mais a “cultura” do que as pessoas. É uma forma invertida de nazismo.
A visita de Russlynn Ali também foi para assegurar um intercâmbio entre os negros americanos e brasileiros. A primeira grande iniciativa de intercâmbio foi iniciada por Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA. Em 2008, sob a capa de “cultura”, ela visitou terreiros de bruxaria negra no Brasil, dizendo que os negros brasileiros haviam preservado o que os negros americanos haviam há muito tempo perdido. Um intercâmbio, ela disse, poderia ajudar os negros americanos a recuperar suas raízes.
Rice é filha de um pastor presbiteriano que quer que os negros voltem às suas raízes negras originais. E Isaías da Silva Andrade é um pastor negro brasileiro que quer que os negros renunciem às suas raízes negras originais para viverem para Cristo.
O intercâmbio infernal promovido pelos EUA coloca em perigo os cristãos, inclusive cristãos negros como o Pr. Isaías.
Versão em inglês deste artigo: Perpetuating political and spiritual parasitism
Fonte: http://www.juliosevero.com/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

APRENDENDO COM AS ÁRVORES - PARASHÁ SHOFTIM

"Dois amigos jardineiros eram donos de um belo pomar de macieiras. As árvores eram muito bonitas, e produziam lindas e deliciosas maçãs. Cada ano que passavas havia uma nova safra, com frutas ainda mais bonitas e gostosas. Até que certo dia, após refletir muito, um dos jardineiros virou-se para o outro e falou:
- Veja só, estamos desperdiçando nossas macieiras com estas técnicas antiquadas. As raízes, que são tão feias e sujas, conseguem produzir maças bonitas assim. Então se arrancarmos uma árvore, virarmos ao contrário e enterrarmos seus lindos galhos e folhas na terra, imagine quão lindos serão os seus frutos!
O outro jardineiro gostou tanto da lógica do seu amigo que imediatamente começou a arrancar algumas árvores e a plantá-las de cabeça para baixo. As raízes feias e sujas ficaram para cima, enquanto as belas folhas e os galhos ficaram enterrados.
Passou um tempo e nada cresceu. Mas os jardineiros estavam tão obcecados com a idéia que repetiram novamente o processo, arrancando outras árvores e plantando-as de cabeça para baixo. Eles estavam dispostos a repetir o processo outra e outra vez, até que tivessem sucesso. E assim fizeram, até que perceberam que a idéia havia sido um grande desastre. Não havia mais nenhum fruto crescendo naquele pomar feio e sujo, que um dia havia sido tão bonito e frutífero.
Desanimados, os jardineiros sentaram-se para lamentar sua má sorte quando viram que milagrosamente uma maça havia sobrado. Rapidamente retiraram suas sementes e as plantaram. No ano seguinte uma pequena muda de macieira começou a brotar, e dessa muda renasceu a esperança para o futuro"
Apesar do judaísmo ter florescido muito durante séculos, as últimas gerações de judeus se viram na obrigação de "modernizar" o judaísmo, implantando estilos novos, lógicos e modernos de vida, na esperança de produzir gerações melhores. A idéia não funcionou e, ao contrário do esperado, a assimilação quase acabou com o povo judeu. Felizmente uma "maça" se salvou, e dela deve renascer o futuro do nosso povo. Esta maça é o movimento de Teshuvá (retorno ao judaísmo), do qual cada vez mais participam os judeus em todo o mundo.
-------------------------------------------------------------
A Parashá desta semana, Shoftim, traz algumas leis sobre as guerras de conquista da terra de Israel. Por exemplo, a Torá ensina que algumas pessoas estavam isentas de ir para a frente de batalha, entre elas as pessoas que estavam com medo, pois elas poderiam influenciar negativamente as pessoas em volta delas. Outra lei que a Torá ensina é a de dar sempre a possibilidade da paz antes de iniciar o ataque a uma cidade. E finalmente, após muitas leis sobre as guerras e batalhas, a Parashá encerra o assunto com uma idéia muito interessante: a proibição de cortar as árvores frutíferas de uma cidade sitiada, como está escrito: "Quando vocês forem sitiar uma cidade por muitos dias para guerrear contra ela, para conquistá-la, não destrua suas árvores com o machado, pois delas vocês comerão; não as cortarão, pois o homem é como a árvore do campo..." (Devarim 20:19). Deste versículo aprendemos uma lição muito grande para nossas vidas: mesmo quando um judeu está em uma situação de vida ou morte, sob uma grande pressão psicológica, ele deve se lembrar de sua obrigação no mundo de fazer bondades.
Esta proibição de cortar as árvores frutíferas se chama "Bal Tashchit", e se aplica a evitar qualquer tipo de desperdício. Mesmo uma pequena uva não pode ser desprezada e atirada no lixo sem motivo. Mas observando a linguagem do versículo, surge uma dúvida. Por que a Torá compara o homem com a árvore do campo? Qual a semelhança?
Ensinam nossos sábios que observando as árvores podemos aprender muito sobre nós mesmos e sobre o nosso propósito neste mundo. Por exemplo, sabemos que cada árvore é única e especial nos cuidados que necessita. Existem árvores que necessitam de mais água, outras de mais sol, outras necessitam de locais tranquilos. Se colocarmos mais água do que uma árvore necessita ela morre, e se colocarmos menos água ela seca. Se a árvore receber menos sol do que precisa ela não se desenvolve bem, mas se receber mais sol do que necessita ela queima. Portanto, cada uma deve receber uma atenção e um cuidado especial. Assim também são os seres humanos, cada pessoa é única e tem necessidades únicas, e temos que ajudar cada pessoa exatamente no que ela necessita. É um grande erro que muitos pais cometem quando tentam dar a todos os filhos exatamente a mesma educação. Cada filho é único, cada um tem diferentes necessidades e precisam de uma atenção especial.
Outro ensinamento importante que aprendemos das árvores é que elas dependem da terra para retirar água e nutrientes, mas sem o sol para fazer fotossíntese elas não sobrevivem. Este também é um dos grandes ensinamentos do judaísmo. Segundo muitas religiões, o ideal é a pessoa se afastar completamente do mundo material e viver uma vida apenas espiritual. Voto de silêncio, voto de castidade e constantes castigos ao corpo representam o máximo de espiritualidade que se pode atingir. Porém, o judaísmo ensina justamente o contrário. D'us criou o mundo material para que justamente possamos tirar dele proveito. Porém, da mesma forma que uma planta não pode viver apenas dos nutrientes do solo, ela também necessita do sol, assim também nossa vida não pode ser voltada apenas à busca de prazeres materiais, sem nenhuma motivação espiritual. Podemos e devemos ter prazeres na vida, mas quanto mais voltados ao nosso crescimento espiritual, maior o prazer que sentimos.
Também podemos aprender das árvores que, se plantarmos maçãs, não devemos esperar uma colheita de laranjas. Assim também ocorre em nossas vidas, colhemos os frutos de áreas onde investimos, mas no que não investimos não colhemos bons frutos. Dedicamos anos e anos para aprender nossas profissões. Faculdade, mestrado, cursos profissionalizantes. O resultado é que temos no mercado de trabalho profissionais cada vez mais capacitados e competentes. Mas quanto investimos para ser um bom marido ou uma boa esposa? Quanto tempo nos dedicamos para aprender a cuidar dos nossos filhos? É por isso que chegamos a índices de mais de 60% de divórcios e cada vez mais casos de delinquência juvenil. Colhemos somente o que plantamos.
Mas talvez a comparação mais interessante entre as árvores e os seres humanos é a forma de saber se estamos vivendo uma vida espiritualmente saudável ou não. Se olharmos a parte externa das árvores, muitas vezes elas parecem saudáveis, apesar da parte interna estar completamente podre. A única maneira de saber de verdade como ela está por dentro é observando os frutos. Árvores saudáveis produzem bons frutos, árvores doentes produzem frutos ruins. O mesmo se aplica aos seres humanos, é através dos nossos frutos, isto é, dos nossos filhos e alunos, que podemos saber se realmente estamos fazendo o que é correto.
Nos últimos 3.000 anos existiram muito movimentos que tentaram "adaptar" o judaísmo à modernidade, como por exemplo os Caraítas (judeus que negavam a divindade da Torá Oral) e outros movimentos reformistas que surgiram durante nossa história. Aparentemente as idéias de modernizar o judaísmo sempre pareceram boas, pensava-se que teriam bons resultados para trazer os judeus de volta ao judaísmo. Porém, quais foram os frutos? Os Caraítas, que fizeram tanto barulho há 2.000 anos atrás, já não existem mais. E os modernos movimentos reformistas olham, sem poder fazer nada, o judaísmo se perdendo por causa da crescente assimilação. O único movimento que segue firme, há mais de 3.000 anos, é o judaísmo baseado nos imutáveis ensinamentos da Torá Escrita e da Torá Oral.
Uma criança que recebe uma boa educação judaica dificilmente se assimilará e perderá seu judaísmo. Um aluno que recebe uma boa base espiritual judaica na escola não sente a necessidade de modernizar nada. Se olharmos os bons frutos que saem de uma boa educação judaica, chegaremos à conclusão que não há nada tão bom e tão atual quanto os ensinamentos da Torá.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
http://ravefraim.blogspot.com/search/label/Parash%C3%A1%20Shoftim
Dt. 16:18-21:9, Is. 51:12-52:12, Jo 1:19-27