terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Chuvas devem provocar alta da carne e soja
Expresso MT
Da Redação
As chuvas que têm castigado a região Sudeste devem atrapalhar a colheita do feijão, a plantação do milho de segunda safra e o transporte de gado para o abate. Isso poderia promover a queda na qualidade - e consequentemente no preço do feijão, mas também elevação no preço de outros itens, como a carne e soja.
O feijão deve ser o produto alimentício mais afetado, porque este é o período de colheita da leguminosa, explica o gerente de avaliação e acompanhamento das safras de COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), Carlos Bestetti. "A qualidade do feijão cai porque o produtor não está conseguindo debulhar (tirar o feijão da vagem). Pode haver depreciação do preço", explica.
A CONAB ainda não atualizou as projeções para a colheita de feijão - a pesquisa será realizada nesta semana - mas já há sinais de prejuízo para os agricultores, segundo Bestetti.
A carne, que tem registrado seguidas altas de preço, pode ser mais um dos itens afetados pela chuva. "Na pecuária de corte, existe essa expectativa de que (a chuva) atrapalhe o transporte do animal até o frigorífico", afirma o zootecnista e consultor da Scot Consultoria em agronegócio, Rafael Ribeiro.
A colheita da soja também pode ser atrapalhada pelo mau tempo, já que as máquinas agrícolas não têm a mesma produtividade diante do clima ruim, na opinião de Ribeiro. Ainda, a combinação de calor e umidade favorece a proliferação de fungos, como a ferrugem asiática, que precisam ser prevenidas com uso mais intenso de agrotóxico, o que pode elevar o preço final do grão, de acordo com Bestetti.
O milho, que está bem cotado no mercado, é favorecido com o excesso de umidade. O atraso na colheita de soja, no entanto, pode atrapalhar a plantação da segunda safra do milho, conhecida entre os produtores como a safrinha, já que muitas vezes é plantada logo depois que a leguminosa é colhida.
Ainda, a produção de leite pode ser prejudicada se as chuvas nas regiões produtoras continuar intensa. "No caso do leite, (com as chuvas) tem formação de barro, um fator de estresse para o animal que interfere na produção", detalha Ribeiro.
De acordo com a Associação Paulista dos Supermercados (Apas), "no primeiro mês do ano, as chuvas excessivas provocaram perdas na lavoura e dificultaram a distribuição de produtos in natura". Com a menor oferta, os preços ficaram mais altos nas gôndolas já nos primeiros meses.
Da Redação
As chuvas que têm castigado a região Sudeste devem atrapalhar a colheita do feijão, a plantação do milho de segunda safra e o transporte de gado para o abate. Isso poderia promover a queda na qualidade - e consequentemente no preço do feijão, mas também elevação no preço de outros itens, como a carne e soja.
O feijão deve ser o produto alimentício mais afetado, porque este é o período de colheita da leguminosa, explica o gerente de avaliação e acompanhamento das safras de COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), Carlos Bestetti. "A qualidade do feijão cai porque o produtor não está conseguindo debulhar (tirar o feijão da vagem). Pode haver depreciação do preço", explica.
A CONAB ainda não atualizou as projeções para a colheita de feijão - a pesquisa será realizada nesta semana - mas já há sinais de prejuízo para os agricultores, segundo Bestetti.
A carne, que tem registrado seguidas altas de preço, pode ser mais um dos itens afetados pela chuva. "Na pecuária de corte, existe essa expectativa de que (a chuva) atrapalhe o transporte do animal até o frigorífico", afirma o zootecnista e consultor da Scot Consultoria em agronegócio, Rafael Ribeiro.
A colheita da soja também pode ser atrapalhada pelo mau tempo, já que as máquinas agrícolas não têm a mesma produtividade diante do clima ruim, na opinião de Ribeiro. Ainda, a combinação de calor e umidade favorece a proliferação de fungos, como a ferrugem asiática, que precisam ser prevenidas com uso mais intenso de agrotóxico, o que pode elevar o preço final do grão, de acordo com Bestetti.
O milho, que está bem cotado no mercado, é favorecido com o excesso de umidade. O atraso na colheita de soja, no entanto, pode atrapalhar a plantação da segunda safra do milho, conhecida entre os produtores como a safrinha, já que muitas vezes é plantada logo depois que a leguminosa é colhida.
Ainda, a produção de leite pode ser prejudicada se as chuvas nas regiões produtoras continuar intensa. "No caso do leite, (com as chuvas) tem formação de barro, um fator de estresse para o animal que interfere na produção", detalha Ribeiro.
De acordo com a Associação Paulista dos Supermercados (Apas), "no primeiro mês do ano, as chuvas excessivas provocaram perdas na lavoura e dificultaram a distribuição de produtos in natura". Com a menor oferta, os preços ficaram mais altos nas gôndolas já nos primeiros meses.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Mistificadores aproveitam a tragédia do Rio para impor a sua pauta ideológica: a mentira absurda sobre o novo Código Florestal
Não bastasse a tragédia do Rio de Janeiro ceifar centenas de vidas, uma outra vai se desenhando, esta contra a inteligência e os fatos. Lobbies organizados os mais variados aproveitam os desastres que colhem a população para tentar impor a sua agenda. Há coisa de dois dias, os devotos da Igreja dos Santos do Aquecimento Global dos Últimos Dias, desmoralizados pelo frio de trincar catedrais do Hemisfério Norte (pelo terceiro anjo consecutivo), resolveram dirigir a sua litania para as chuvas do Hemisfério Sul, efeito, asseguram, do que chamam agora de “desordem climática”. Para eles, “desordem climática” são os eventos da natureza contra os quais se construiu a civilização humana. Muitos podem não acreditar, mas a Terra já foi um lugar mais inóspito - especialmente quando havia menos tecnologia para domá-la. Os tontos, ao ler comentários como este, imaginam que o mundo se divide em dois grupos: o deles, que quer preservar a natureza, e dos “outros”, que querem destruí-la. Adivinhem quem costuma contar com os milhões das ONGs…
Com o devido respeito aos profissionais, que certamente buscaram fazer um trabalho sério, asseguro que o lobby ambientalista conseguiu emplacar a manchete da Folha deste domingo com uma cascata formidável, que atenta de modo brutal contra os fatos e contra a lógica. Lemos na primeira página, em letras que antigamente se chamavam “garrafais”: “Novo Código Florestal amplia risco de desastre”. No texto, escrevem Vanessa Correa e Evandro Spinelli:
“As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal -pensadas para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.
O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.
Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.
O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.
A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios -a distância varia de acordo com a largura do rio.”
Eu realmente não sei como os repórteres chegaram a essa conclusão. Ou melhor: sei. Eles resolveram endossar a leitura enviesada de Marcio Ackermann, geógrafo e consultor ambiental, autor do livro “A Cidade e o Código Florestal”, que fala à reportagem. A propósito: ELE É CONSULTOR DE QUEM? A íntegra do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B) está aqui. Como assegura o próprio parlamentar à Folha, seu texto trata do código em face da agricultura e da pecuária; não procura arbitrar sobre áreas urbanas. Ele deu a devida explicação ao jornal. Ela bastava para que se concluísse: “Essa reportagem não existe”. Não adiantou nada! Ela foi publicada, os repórteres asseveraram que o texto diz o que ele não diz, e a coisa virou manchete.
Leiam vocês mesmos. Rebelo nem sequer menciona “construção de habitação em encostas”. Todas as vezes em que o texto se refere a “inclinação”, trata de atividade rural. IMPORTANTÍSSIMO: a proposta não “libera” área nenhuma, limitando-se a legalizar aquelas de cultura já consolidada.
E o mesmo vale para as parcas referências às áreas urbanas. O Inciso IV do Artigo 2º das Disposições gerais (página 245 do texto) define o que o é uma “área urbana consolidada”:
IV. área integrante do perímetro urbano, definido pelo plano diretor municipal referido no art. 182, § 1°, da Constituição Federal ou pela lei municipal que estabelecer o zoneamento urbano, que, além de malha viária implantada, tenha, no mínimo, três dos seguintes elementos de infraestrutura urbana implantados:
a) drenagem de águas pluviais urbanas;
b) esgotamento sanitário;
c) abastecimento de água potável;
d) distribuição de energia elétrica; ou
e) limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
Esse mesmo Artigo 2º, na página 246, estabelece, no Inciso VIII, os itens que compõem o chamado “Interesse social”. Na alínea “d”, lê-se:
“d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei 11.977, de 7 de julho de 2009;”
Sabem o que é a Lei 11.977? É a do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Só nessas circunstâncias Aldo Rebelo tratou da questão urbana.
Outro lado e outro-ladismo
Ouvir o “outro lado”, quando isso não é simples maneirismo, é essencial no jornalismo. Praticar “outro-ladismo” é um desastre para a inteligência. A proposta de Rabelo para o novo Código Florestal NÃO TEM QUALQUER RELAÇÃO, NEM A MAIS REMOTA, COM ÁREAS URBANAS. A Folha ouve o tal geógrafo, que vende seu peixe - exposto na vitrine - e depois ouve Rebelo, que, evidentemente, nega que uma coisa tenha relação com a outra. O jornal compra a versão errada.
“Versão errada?” Sim! Não se trata de questão de gosto. Desafia-se aqui alguém a demonstrar por que meios, SEGUNDO O QUE HÁ NO TEXTO, “as mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas”.
Pode-se gostar ou não da proposta de Aldo Rebelo - eu, por exemplo, a considero sensata. Insensato é mandar reflorestar áreas que dedicadas à agricultura há 100 anos, por exemplo… Mas que se desgoste do texto segundo o que nele vai, sem delírio militante. Parte do que foi destruído no Rio era, sim, “área urbana já consolidada”, segundo o que vai definido no texto, mas outra parte não: não reunia os requisitos ali dispostos.
Vênia máxima, a manchete da Folha não existe porque o problema que ela denuncia também não existe. Basta ler o relatório de Aldo Rebelo, entendendo o que nele vai escrito, para constatá-lo. Ou será que é impossível combater o novo Código Florestal dizendo só a verdade?
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Com o devido respeito aos profissionais, que certamente buscaram fazer um trabalho sério, asseguro que o lobby ambientalista conseguiu emplacar a manchete da Folha deste domingo com uma cascata formidável, que atenta de modo brutal contra os fatos e contra a lógica. Lemos na primeira página, em letras que antigamente se chamavam “garrafais”: “Novo Código Florestal amplia risco de desastre”. No texto, escrevem Vanessa Correa e Evandro Spinelli:
“As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal -pensadas para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.
O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.
Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.
O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.
A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios -a distância varia de acordo com a largura do rio.”
Eu realmente não sei como os repórteres chegaram a essa conclusão. Ou melhor: sei. Eles resolveram endossar a leitura enviesada de Marcio Ackermann, geógrafo e consultor ambiental, autor do livro “A Cidade e o Código Florestal”, que fala à reportagem. A propósito: ELE É CONSULTOR DE QUEM? A íntegra do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B) está aqui. Como assegura o próprio parlamentar à Folha, seu texto trata do código em face da agricultura e da pecuária; não procura arbitrar sobre áreas urbanas. Ele deu a devida explicação ao jornal. Ela bastava para que se concluísse: “Essa reportagem não existe”. Não adiantou nada! Ela foi publicada, os repórteres asseveraram que o texto diz o que ele não diz, e a coisa virou manchete.
Leiam vocês mesmos. Rebelo nem sequer menciona “construção de habitação em encostas”. Todas as vezes em que o texto se refere a “inclinação”, trata de atividade rural. IMPORTANTÍSSIMO: a proposta não “libera” área nenhuma, limitando-se a legalizar aquelas de cultura já consolidada.
E o mesmo vale para as parcas referências às áreas urbanas. O Inciso IV do Artigo 2º das Disposições gerais (página 245 do texto) define o que o é uma “área urbana consolidada”:
IV. área integrante do perímetro urbano, definido pelo plano diretor municipal referido no art. 182, § 1°, da Constituição Federal ou pela lei municipal que estabelecer o zoneamento urbano, que, além de malha viária implantada, tenha, no mínimo, três dos seguintes elementos de infraestrutura urbana implantados:
a) drenagem de águas pluviais urbanas;
b) esgotamento sanitário;
c) abastecimento de água potável;
d) distribuição de energia elétrica; ou
e) limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
Esse mesmo Artigo 2º, na página 246, estabelece, no Inciso VIII, os itens que compõem o chamado “Interesse social”. Na alínea “d”, lê-se:
“d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei 11.977, de 7 de julho de 2009;”
Sabem o que é a Lei 11.977? É a do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Só nessas circunstâncias Aldo Rebelo tratou da questão urbana.
Outro lado e outro-ladismo
Ouvir o “outro lado”, quando isso não é simples maneirismo, é essencial no jornalismo. Praticar “outro-ladismo” é um desastre para a inteligência. A proposta de Rabelo para o novo Código Florestal NÃO TEM QUALQUER RELAÇÃO, NEM A MAIS REMOTA, COM ÁREAS URBANAS. A Folha ouve o tal geógrafo, que vende seu peixe - exposto na vitrine - e depois ouve Rebelo, que, evidentemente, nega que uma coisa tenha relação com a outra. O jornal compra a versão errada.
“Versão errada?” Sim! Não se trata de questão de gosto. Desafia-se aqui alguém a demonstrar por que meios, SEGUNDO O QUE HÁ NO TEXTO, “as mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas”.
Pode-se gostar ou não da proposta de Aldo Rebelo - eu, por exemplo, a considero sensata. Insensato é mandar reflorestar áreas que dedicadas à agricultura há 100 anos, por exemplo… Mas que se desgoste do texto segundo o que nele vai, sem delírio militante. Parte do que foi destruído no Rio era, sim, “área urbana já consolidada”, segundo o que vai definido no texto, mas outra parte não: não reunia os requisitos ali dispostos.
Vênia máxima, a manchete da Folha não existe porque o problema que ela denuncia também não existe. Basta ler o relatório de Aldo Rebelo, entendendo o que nele vai escrito, para constatá-lo. Ou será que é impossível combater o novo Código Florestal dizendo só a verdade?
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
sábado, 15 de janeiro de 2011
Governo tenta equilibrar preços para produtores
O Estado de S. Paulo
Célia Froufe
Ministério interfere no mercado para garantir preço mínimo para arroz e trigo, mas também quer impedir alta excessiva do milho.
Com a gangorra dos preços dos alimentos e o temor da volta da inflação, o governo tem agido nas duas pontas para buscar o equilíbrio. De um lado, anunciou ontem que vai interferir no mercado no fim deste mês para aumentar o preço pago ao produtor pelo arroz e pelo trigo.
Com isso, espera não desestimular a produção em 2011 e agravar a alta dos preços com uma possível escassez de grãos no futuro. De outro, tem vendido estoques de milho e dado subsídios para evitar que os pecuaristas e fabricantes de ração tenham seus custos elevados e pressionem ainda mais a inflação em itens que já estão disparando, como a carne, por exemplo.
No começo do segundo semestre do ano passado, o Ministério da Agricultura ajudou a sustentar os preços do milho que estavam em trajetória de queda por causa da safra robusta do meio do ano. Passado esse período de normalização do abastecimento, os preços voltaram a subir. Mesmo não tendo faltado produto no mercado, quem tinha milho não se desfazia do grão prevendo elevação dos preços.
Foi exatamente isso o que ocorreu. A partir daí, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal comandada pela Agricultura, começou a se desfazer dos estoques e a oferecer subsídios. O processo ainda continua, com ênfase nas Regiões Norte e Nordeste, mais distantes do principal polo produtor do grão, o Centro-Oeste.
"Esses leilões são para conter a alta. Estamos buscando o equilíbrio, como sempre", disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Ontem, Rossi acertou com os representantes dos produtores de arroz que fará leilões para garantir o pagamento mínimo estipulado aos rizicultores, já que, no mercado, a cotação está inferior a R$ 25,80 por saca de 50 quilos.
Afetados pelas chuvas há exatamente um ano, os produtores do Rio Grande do Sul sofrem agora com a falta de interesse das indústrias pelo cereal. "Com isso, esperamos que o mercado se regularize e atinja um preço de equilíbrio", disse Rossi. De acordo com o ministro, o resultado da operação será monitorado pelo ministério e, se houver necessidade, outras medidas serão tomadas em "ocasião oportuna".
Enxugar gelo. Para o economista da Tendências Consultoria Integrada especialista em inflação, Thiago Curado, é compreensível a tentativa de equilíbrio dos preços pelo governo, principalmente após o papel preponderante dos alimentos na inflação do ano passado. "Houve um choque interno de oferta e entendo que o governo tende a querer interferir para buscar algum resultado", comentou, lembrando que os preços agrícolas superaram os 20% de aumento em 2010.
A questão, segundo ele, é que grande parte dessa alta é fruto de uma mudança estrutural mundial, que elevou o preço das commodities no mercado internacional. "Pode ser que o governo consiga algum impacto, mas os preços vão continuar pressionados, com aumento das compras por vários países, como a China", considerou. "Esse mercado é muito integrado. Não adianta o governo ficar na marra, pois é enxugar gelo com essa pressão externa muito forte", acrescentou.
Célia Froufe
Ministério interfere no mercado para garantir preço mínimo para arroz e trigo, mas também quer impedir alta excessiva do milho.
Com a gangorra dos preços dos alimentos e o temor da volta da inflação, o governo tem agido nas duas pontas para buscar o equilíbrio. De um lado, anunciou ontem que vai interferir no mercado no fim deste mês para aumentar o preço pago ao produtor pelo arroz e pelo trigo.
Com isso, espera não desestimular a produção em 2011 e agravar a alta dos preços com uma possível escassez de grãos no futuro. De outro, tem vendido estoques de milho e dado subsídios para evitar que os pecuaristas e fabricantes de ração tenham seus custos elevados e pressionem ainda mais a inflação em itens que já estão disparando, como a carne, por exemplo.
No começo do segundo semestre do ano passado, o Ministério da Agricultura ajudou a sustentar os preços do milho que estavam em trajetória de queda por causa da safra robusta do meio do ano. Passado esse período de normalização do abastecimento, os preços voltaram a subir. Mesmo não tendo faltado produto no mercado, quem tinha milho não se desfazia do grão prevendo elevação dos preços.
Foi exatamente isso o que ocorreu. A partir daí, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal comandada pela Agricultura, começou a se desfazer dos estoques e a oferecer subsídios. O processo ainda continua, com ênfase nas Regiões Norte e Nordeste, mais distantes do principal polo produtor do grão, o Centro-Oeste.
"Esses leilões são para conter a alta. Estamos buscando o equilíbrio, como sempre", disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Ontem, Rossi acertou com os representantes dos produtores de arroz que fará leilões para garantir o pagamento mínimo estipulado aos rizicultores, já que, no mercado, a cotação está inferior a R$ 25,80 por saca de 50 quilos.
Afetados pelas chuvas há exatamente um ano, os produtores do Rio Grande do Sul sofrem agora com a falta de interesse das indústrias pelo cereal. "Com isso, esperamos que o mercado se regularize e atinja um preço de equilíbrio", disse Rossi. De acordo com o ministro, o resultado da operação será monitorado pelo ministério e, se houver necessidade, outras medidas serão tomadas em "ocasião oportuna".
Enxugar gelo. Para o economista da Tendências Consultoria Integrada especialista em inflação, Thiago Curado, é compreensível a tentativa de equilíbrio dos preços pelo governo, principalmente após o papel preponderante dos alimentos na inflação do ano passado. "Houve um choque interno de oferta e entendo que o governo tende a querer interferir para buscar algum resultado", comentou, lembrando que os preços agrícolas superaram os 20% de aumento em 2010.
A questão, segundo ele, é que grande parte dessa alta é fruto de uma mudança estrutural mundial, que elevou o preço das commodities no mercado internacional. "Pode ser que o governo consiga algum impacto, mas os preços vão continuar pressionados, com aumento das compras por vários países, como a China", considerou. "Esse mercado é muito integrado. Não adianta o governo ficar na marra, pois é enxugar gelo com essa pressão externa muito forte", acrescentou.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Agronegócio prevê que vai exportar US$ 85 bi este ano
DCI
Daniel Popov
O agronegócio brasileiro pode movimentar US$ 85 bilhões com as exportações neste ano, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante apresentação do balanço do setor ontem, em Brasília. Esse montante representa um crescimento de 10% ante os US$ 76,4 bilhões obtidos em 2010. Entre os produtos que mais ampliaram as suas arrecadações estão o milho com 69,8% a mais que em 2009, seguido pelo açúcar com incremento de 52,3% e o café com 37,8%.
No ano passado, o agronegócio brasileiro registrou exportações recordes no setor agropecuário com US$ 76,4 bilhões, que representa um aumento de 18% ante os números vistos em 2009 (US$ 64,7 bilhões). Até então, o melhor ano para as exportações brasileiras, em termos de receita, foi 2008, com US$ 71,8 bilhões.
Além da previsão do ministério brasileiro quanto a alta das exportações de 10% para este ano, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), acredita que estes valores possam chegar a US$ 87 bilhões. "Nós calculamos um crescimento de até US$ 87 bilhões em 2011, porém temos de observar o cambio, pois isso pode atrapalhar os resultados. A previsão é que mesmo no período de colheitas teremos preços até 10% mais altos que 2010", disse Rosimeire dos Santos, superintendente técnica da CNA.
No mesmo período, o superávit da balança comercial do agronegócio alcançou a marca de US$ 63 bilhões, ante os US$ 54,9 bilhões vistos em 2009. Outra curiosidade é que esse saldo foi três vezes maior que os US$ 20 bilhões observados no superávit do comércio global do Brasil no mesmo período. "Esse desenvolvimento é muito raro em uma economia, principalmente na agrícola, e muito significativa em tão pouco espaço de tempo. Quase quadruplicamos nossas exportações nos últimos 10 anos, passamos de US$ 20,7 bilhões em 2000, para US$ 76,4 bilhões este ano", contou o coordenador geral de organização para exportação da Mapa, Eliezer Lopes.
Com vista à manutenção do ritmo de crescimento no setor, o ministério afirmou que já estuda um projeto para o sistema único de garantia ao produtor, que abrange o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) e o Seguro Rural.
"Os programas de apoio à Agricultura tendem a encontrar formas mais aperfeiçoadas e nosso objetivo é sair de uma política de apoio, no que diz respeito a preço mínimo e comercialização, para uma garantia mais ampla do que um seguro rural, que envolva riscos climáticos e mercadológicos", finalizou.
Apesar de uma receita de exportação ainda pequena em relação a outras commodities, o milho obteve o maior crescimento, ficando à frente do açúcar e do café. Em 2010, o grão bateu o recorde de exportação com US$ 2,1 bilhões, que representa um incremento superior a 69% ante 2009. Em termos de quantidade, o crescimento foi de 39%, passando de 7,7 milhões de toneladas (t), em 2009, para 10,8 milhões de toneladas em 2010.
Esse foi o segundo maior volume da série, superado apenas pelas 10,9 milhões de t de 2007. "O milho obteve um resultado melhor que o esperado, e muito desse resultado se deve ao governo que ajudou bastante o produtor na hora de comercializar", disse, Steve Cachia, analista da Cerealpar.
Já o açúcar, responsável por US$ 12,7 bilhões nas exportações do ano passado, cresceu 52,3% em sua receita, fruto do aumento da quantidade exportada e dos preços praticados, afirmou o analista.
Os preços do produto tiveram um incremento 32,2% em 2010, passando de US$ 345 em média por tonelada.
Para a superintendente da CNA, neste ano o algodão estará entre os cinco produtos que mais crescerão em renda.
Paralisação na Argentina
Os agricultores argentinos anunciaram ontem a suspensão, a partir da próxima segunda-feira, das vendas de grãos e oleaginosas para protestar contra políticas de exportação do governo.
A manifestação de sete dias foi convocada pelo descontentamento com as políticas governamentais, especialmente aquelas relacionadas ao trigo.
O superávit da balança comercial do agronegócio em 2010, mesmo com o dólar mais baixo, alcançou a marca de US$ 63 bilhões, ante os US$ 54,9 bilhões vistos em 2009. Esse saldo foi três vezes maior que os US$ 20 bilhões observados no superávit do comércio global do Brasil no mesmo período. Os números mostram que o agronegócio quase quadruplicou suas exportações nos últimos 10 anos: de US$ 20,7 bilhões em 2000 para US$ 76,4 bilhões em 2010.
E o cenário deverá melhorar em 2011. A projeção do agronegócio é de exportar US$ 85 milhões este ano, 10% acima dos US$ 76,4 bilhões do ano passado. A previsão do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, indica que as commodities, como o milho, açúcar e café, que foram as principais responsáveis pelo resultado positivo no ano passado, devem manter a importância na balança da agropecuária em 2011.
A previsão foi reforçada ontem depois que o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) anunciou que houve redução drástica dos estoques de milho e de soja do país, o que gerou aumento imediato nas cotações do mercado futuro desses grãos na Bolsa de Chicago, que chegaram a seu nível mais alto em 30 meses.
A Cargill, que anunciou ontem que os lucros triplicaram no segundo trimestre de seu ano fiscal, para US$ 1,49 bilhão, está vendo seus principais concorrentes -a Archer Daniels Midland Co., a Bunge e a Louis Dreyfus- seguirem de perto como principais beneficiários da falta de grãos. As quatro empresas dominam os fluxos globais de commodities agrícolas. Aproveitando o bom cenário, a JBS está em negociação com o BNDES para emitir debêntures conversíveis. O interesse da brasileira é a compra da norte-americana Sara Lee.
Daniel Popov
O agronegócio brasileiro pode movimentar US$ 85 bilhões com as exportações neste ano, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante apresentação do balanço do setor ontem, em Brasília. Esse montante representa um crescimento de 10% ante os US$ 76,4 bilhões obtidos em 2010. Entre os produtos que mais ampliaram as suas arrecadações estão o milho com 69,8% a mais que em 2009, seguido pelo açúcar com incremento de 52,3% e o café com 37,8%.
No ano passado, o agronegócio brasileiro registrou exportações recordes no setor agropecuário com US$ 76,4 bilhões, que representa um aumento de 18% ante os números vistos em 2009 (US$ 64,7 bilhões). Até então, o melhor ano para as exportações brasileiras, em termos de receita, foi 2008, com US$ 71,8 bilhões.
Além da previsão do ministério brasileiro quanto a alta das exportações de 10% para este ano, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), acredita que estes valores possam chegar a US$ 87 bilhões. "Nós calculamos um crescimento de até US$ 87 bilhões em 2011, porém temos de observar o cambio, pois isso pode atrapalhar os resultados. A previsão é que mesmo no período de colheitas teremos preços até 10% mais altos que 2010", disse Rosimeire dos Santos, superintendente técnica da CNA.
No mesmo período, o superávit da balança comercial do agronegócio alcançou a marca de US$ 63 bilhões, ante os US$ 54,9 bilhões vistos em 2009. Outra curiosidade é que esse saldo foi três vezes maior que os US$ 20 bilhões observados no superávit do comércio global do Brasil no mesmo período. "Esse desenvolvimento é muito raro em uma economia, principalmente na agrícola, e muito significativa em tão pouco espaço de tempo. Quase quadruplicamos nossas exportações nos últimos 10 anos, passamos de US$ 20,7 bilhões em 2000, para US$ 76,4 bilhões este ano", contou o coordenador geral de organização para exportação da Mapa, Eliezer Lopes.
Com vista à manutenção do ritmo de crescimento no setor, o ministério afirmou que já estuda um projeto para o sistema único de garantia ao produtor, que abrange o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) e o Seguro Rural.
"Os programas de apoio à Agricultura tendem a encontrar formas mais aperfeiçoadas e nosso objetivo é sair de uma política de apoio, no que diz respeito a preço mínimo e comercialização, para uma garantia mais ampla do que um seguro rural, que envolva riscos climáticos e mercadológicos", finalizou.
Apesar de uma receita de exportação ainda pequena em relação a outras commodities, o milho obteve o maior crescimento, ficando à frente do açúcar e do café. Em 2010, o grão bateu o recorde de exportação com US$ 2,1 bilhões, que representa um incremento superior a 69% ante 2009. Em termos de quantidade, o crescimento foi de 39%, passando de 7,7 milhões de toneladas (t), em 2009, para 10,8 milhões de toneladas em 2010.
Esse foi o segundo maior volume da série, superado apenas pelas 10,9 milhões de t de 2007. "O milho obteve um resultado melhor que o esperado, e muito desse resultado se deve ao governo que ajudou bastante o produtor na hora de comercializar", disse, Steve Cachia, analista da Cerealpar.
Já o açúcar, responsável por US$ 12,7 bilhões nas exportações do ano passado, cresceu 52,3% em sua receita, fruto do aumento da quantidade exportada e dos preços praticados, afirmou o analista.
Os preços do produto tiveram um incremento 32,2% em 2010, passando de US$ 345 em média por tonelada.
Para a superintendente da CNA, neste ano o algodão estará entre os cinco produtos que mais crescerão em renda.
Paralisação na Argentina
Os agricultores argentinos anunciaram ontem a suspensão, a partir da próxima segunda-feira, das vendas de grãos e oleaginosas para protestar contra políticas de exportação do governo.
A manifestação de sete dias foi convocada pelo descontentamento com as políticas governamentais, especialmente aquelas relacionadas ao trigo.
O superávit da balança comercial do agronegócio em 2010, mesmo com o dólar mais baixo, alcançou a marca de US$ 63 bilhões, ante os US$ 54,9 bilhões vistos em 2009. Esse saldo foi três vezes maior que os US$ 20 bilhões observados no superávit do comércio global do Brasil no mesmo período. Os números mostram que o agronegócio quase quadruplicou suas exportações nos últimos 10 anos: de US$ 20,7 bilhões em 2000 para US$ 76,4 bilhões em 2010.
E o cenário deverá melhorar em 2011. A projeção do agronegócio é de exportar US$ 85 milhões este ano, 10% acima dos US$ 76,4 bilhões do ano passado. A previsão do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, indica que as commodities, como o milho, açúcar e café, que foram as principais responsáveis pelo resultado positivo no ano passado, devem manter a importância na balança da agropecuária em 2011.
A previsão foi reforçada ontem depois que o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) anunciou que houve redução drástica dos estoques de milho e de soja do país, o que gerou aumento imediato nas cotações do mercado futuro desses grãos na Bolsa de Chicago, que chegaram a seu nível mais alto em 30 meses.
A Cargill, que anunciou ontem que os lucros triplicaram no segundo trimestre de seu ano fiscal, para US$ 1,49 bilhão, está vendo seus principais concorrentes -a Archer Daniels Midland Co., a Bunge e a Louis Dreyfus- seguirem de perto como principais beneficiários da falta de grãos. As quatro empresas dominam os fluxos globais de commodities agrícolas. Aproveitando o bom cenário, a JBS está em negociação com o BNDES para emitir debêntures conversíveis. O interesse da brasileira é a compra da norte-americana Sara Lee.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Dinamarca: Cristãos e ateus são perseguidos pelos muçulmanos
De acordo com um relatório da Danish program Deadline (DR2), cristãos e ateus de países muçulmanos, como Afeganistão, Iraque e Irã são perseguidos na Dinamarca.
O programa entrevistou um homem chamado “Farood”, que fugiu do Afeganistão depois ter se convertido ao cristianismo. Ele pediu para permanecer anônimo, a fim de contar sua história. O afegão deixou sua esposa e filhos em sua terra natal, e fugiu pela Grécia e Itália, até a Dinamarca, onde ele pensou que poderia encontrar a paz. No centro de asilo a estrangeiros da Dinamarca, encontrou outros afegãos que descobriram que ele era um convertido. Uma noite Farood foi atacado por um dos seus conterrâneos, que o socou na cara, e mais tarde ameaçou matá-lo caso ele dissesse algo as autoridades.
O DR2 também entrevistou um sacerdote iraniano que diz ser ameaçado e correr risco constante de agressão.
O Partido do Povo Dinamarquês (PPD) diz que os cristãos e os ateus "estão cada vez mais" sujeitos ao assédio de grupos e indivíduos muçulmanos na Dinamarca.
O partido pretende levar a questão até o parlamento, e quer que o Ministro da Integração Birthe Rønn Hornbech fale claramente sobre isso.
Martin Henriksen, do comitê de integração: "Ele deve enfatizar para a comunidade muçulmana na Dinamarca o respeito à liberdade religiosa e tornar claro que esta liberdade não pode ser violada, porque um indivíduo ou família pretende deixar o Islã”.
Fonte: Dagblad Kristeligt (dinamarquês)/ Islam in Europe
O programa entrevistou um homem chamado “Farood”, que fugiu do Afeganistão depois ter se convertido ao cristianismo. Ele pediu para permanecer anônimo, a fim de contar sua história. O afegão deixou sua esposa e filhos em sua terra natal, e fugiu pela Grécia e Itália, até a Dinamarca, onde ele pensou que poderia encontrar a paz. No centro de asilo a estrangeiros da Dinamarca, encontrou outros afegãos que descobriram que ele era um convertido. Uma noite Farood foi atacado por um dos seus conterrâneos, que o socou na cara, e mais tarde ameaçou matá-lo caso ele dissesse algo as autoridades.
O DR2 também entrevistou um sacerdote iraniano que diz ser ameaçado e correr risco constante de agressão.
O Partido do Povo Dinamarquês (PPD) diz que os cristãos e os ateus "estão cada vez mais" sujeitos ao assédio de grupos e indivíduos muçulmanos na Dinamarca.
O partido pretende levar a questão até o parlamento, e quer que o Ministro da Integração Birthe Rønn Hornbech fale claramente sobre isso.
Martin Henriksen, do comitê de integração: "Ele deve enfatizar para a comunidade muçulmana na Dinamarca o respeito à liberdade religiosa e tornar claro que esta liberdade não pode ser violada, porque um indivíduo ou família pretende deixar o Islã”.
Fonte: Dagblad Kristeligt (dinamarquês)/ Islam in Europe
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